Blast from the Past

Escolha seu parceiro e relembre os dias de glória como domador em Digimon Digital Card Battle

É inerente a toda franquia que atinge um certo nível de sucesso começar a receber adaptações para outros ramos, sejam eles videogames, br... (por Rayner Lacerda em 14/06/2013, via PlayStation Blast)


É inerente a toda franquia que atinge um certo nível de sucesso começar a receber adaptações para outros ramos, sejam eles videogames, brinquedos ou mesmo acessórios. Não poderia ser diferente com a série Digimon, que possui milhões de fãs espalhados pelos quatro cantos do mundo.Acredito que poucos fãs da série saibam, até porque isso nunca foi muito divulgado por aqui, mas a série de monstros digitais possui um card game tão interessante quanto o da marca Pokémon.

Chamado Digimon Collectible Card Game, o jogo possui muitos adeptos nos EUA e Japão até os dias de hoje. Prova disso são os lançamentos de novos decks e boosters a cada nova temporada. É realmente uma pena que esse produto nunca tenha aparecido por aqui.

Antes de você amaldiçoar o mundo por não ter tido a chance de brincar com esses cards, saiba que ainda dá tempo de recuperar o tempo perdido, afinal, o que são 12 anos de atraso para um verdadeiro digiescolhido?

Após um RPG que, no geral, foi bem aceito pelos jogadores e possui entusiastas até os dias de hoje, a produtora, aproveitando a onda da série e os produtos dela recorrentes, resolveu lançar um jogo diferente para a franquia.


Foi assim que surgiu a ideia de Digimon Digital Card Battle, lançado 11 meses após Digimon World. Essa por si só, já é uma informação interessante. A Bandai arriscou-se ao lançar dois games inéditos de uma franquia no mesmo ano. Apesar de algumas diferenças fundamentais, não há como dissociá-los, principalmente por contarem com o mesmo protagonista.

Seja o campeão dos Digimon

Dessa vez, porém, ao invés de perambular pelo Digimundo salvando os monstrinhos em perigo e recrutando-os para sua cidade, você deve derrotar todos os adversários que encontrar pela frente com o objetivo de se tornar o campeão das arenas Digimon. Apesar de não possuir um modo história tão amarrado quanto os outros jogos da série, o objetivo aqui era outro: se divertir com as batalhas de cards. Isso, meus amigos, foi cumprido de forma exemplar.


No início, você podia escolher três parceiros que davam origem a diferentes decks e, consequentemente, diferentes formas de jogar. Veemon originava um deck mais ofensivo, com alguns Digimon fortes desde o início. Hawkmon, por sua vez, era o mais balanceado dos três, com uma mistura bem variada de cartas. Por fim, caso fosse amante do estilo defensivo e paciente, Armadilloon deveria ser a sua escolha.

Além dos decks diferenciados, cada um dos três parceiros ganhava experiência à medida que o jogo avançava, permitindo sua digievolução e também ganhavam itens que aumentava as opções de ataque.

Falando nisso, essa era uma mecânica muito bacana do jogo: a possibilidade de usar ataques diferenciados. Cada Digimon escolhido tinha três opções de ataque, sendo um deles o seu golpe especial. Além das cartas de suporte, que aumentavam o poder desses ataques, também havia as cartas que causavam dano direto aos Digimon inimigos. Ao derrotar três deles, a batalha terminava.

O jogo tinha um total de 301 cartas, dividas entre os Digimon e as cartas de suporte. Cada um dos Digimon tinha uma propriedade elemental: fogo, gelo, natureza, trevas e raro. Esses atributos davam desde bônus de ataque ou defesa até vantagens elementais.  Fora isso, o destaque era o bom uso dos seus cards de suporte, que podiam mudar o rumo de uma batalha.

Você apanhava muito até conseguir pegar o jeito. A compreensão das regras e das funcionalidades dos cards era essencial para você vencer sem dificuldade e aproveitar o que de melhor o jogo tinha a oferecer. Apesar de frustrante,era perfeitamente comum, no início, o seu Greymon perder para um Patamon.


Porém, depois que você entendia como tudo funcionava, o jogo chegava ao auge da diversão. Além de ficar muito mais fácil ganhar as partidas, você podia aproveitá-las ao máximo, seja digievoluindo seus parceiros ou babando com as animações.

Esse é um ponto que por si só já merece destaque. O layout do jogo era muito bem feito. O design das cartas e principalmente o efeito dos monstros saindo delas eram um show a parte. Isso sem falar nos próprios Digimon, que foram muito bem modelados e tinham ataques lindos de ver.

Duelos que deixam saudades

Confesso que o ambiente e as animações de batalha foram os principais fatores que me deixaram apaixonado pelo jogo. Como fã declarado da série, eu ficava horas e horas jogando as mesmas partidas apenas para ver os meus parceiros saindo das cartas e usando ataques devastadores. Digimon Digital Card Battle, assim como Digimon World, foi um dos responsáveis por aguçar ainda mais o meu desejo de sair da realidade e me perder no Digimundo. E você, amigo, leitor, o que está esperando? Retire a poeira do seu deck e reviva os momentos inesquecíveis ao lado do seu Digimon.

Capa: Vitor Nascimento
Revisão: Samuel Coelho
Rayner Lacerda é historiador, formado pela UFV. Eterno estudante e professor do mundo, se interessa por praticamente tudo, mas são os games a sua grande paixão. Tal fascínio o levou ao Blast, onde escreve atualmente. Encontre-o no Facebook

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