Blast from the Past

Relembre todo o caos gerado por Burnout Dominator, o último da série para o PS2

A série de corridas Bornout sempre foi lembrada muito mais pela destruição e caos gerados em suas disputas do que pelas corridas propriame... (por João Pedro Meireles em 31/08/2013, via PlayStation Blast)

A série de corridas Bornout sempre foi lembrada muito mais pela destruição e caos gerados em suas disputas do que pelas corridas propriamente ditas. Com uma mecânica simples e divertida (característica fundamental para jogos do gênero arcade ) essa franquia de jogos da EA cativou diversos jogadores ao redor do globo, que não se cansavam de ultrapassar os limites da sanidade em suas corridas. Em março de 2007, entretanto, a série, que construiu seu nome no PlayStation 2, se despedia dele com um spin-off chamado Burnout Dominator, que manteve toda a qualidade de seus antecessores encerrando com chave de ouro a vida da franquia no PS2.

Acelerando fundo 

A característica mais marcante de Dominator, e que o caracteriza mais ainda como um spin-off, foi a retirada do famoso modo Crash (em que o jogador tinha que controlar um carro a fim de causar o maior acidente de trânsito possível) para manter um foco maior nas corridas propriamente ditas. Embora tenha retirado um modo de jogo presente em jogos anteriores, esse não é um daqueles spin-offs que tem como objetivo revolucionar a forma de se jogar uma determinada franquia. Na verdade é exatamente o oposto.

Dominator pode ser considerado uma homenagem aos primeiros jogos da série, devido à fidelidade com o
gênero, apesar de uma ou outras mudanças. Uma prova disso é a volta dos chamados Burnouts, que deram nome a série, mas haviam sido retirados em Revenge. Basicamente esses são um prolongamento do conhecido Turbo da série, mas ao contrário de lhe dar mais velocidade, o objetivo dos Burnouts é emendar diversas loucuras (como drifts, batidas, e dirigir na contramão) a fim de manter o turbo pelo maior tempo possível, permitindo até mesmo usá-lo por toda a corrida.

Correr de todas as formas possíveis

Embora a retirada do carismático (e muito divertido) modo Crash tenha sido um impacto para os fãs da série, a EA UK tentou ao máximo suprir sua falta com a adição de diversos modos de corrida para complementar a tradicional. Um deles é o Road Rage cujo objetivo é única e exclusivamente derrubar todos seus oponentes e, diga-se de passagem, há muitas formas de se fazer isso. Além das diversas batidas que você pode forçar um oponente a fazer, era possível controlar seu carro após você mesmo tê-lo batido jogando-o de volta para a pista e transformando-o numa arma em potencial.

Lembra-se de qual era a forma de manter seu Burnout aceso por mais tempo? Então, em outro modo chamado Maniac Mode (belo nome por sinal) o objetivo é fazer tantas loucuras quanto o jogador puder imaginar evitando, entretanto, bater seu próprio carro. Com um tempo finito (que vai sendo aumentado junto com o caos gerado pelo jogador) esse modo é um dos mais divertidos presentes no jogo. Isso se deve ao fato de que ele mantém o jogador em uma linha muito estreita que separa a insanidade pura (dirigir na contramão, passar a milímetros de outros carros ou fazer drifts de quilômetros de distância) de acidentes terríveis que custavam muito tempo ao jogador, cabendo a esse decidir quais as melhores horas para arriscar fazer alguma manobra perigosa.

Sai da frente!

Outro destaque de Dominator é o design das fases em que toda essa “loucurada” acontecia. Desde pequenas estradas no mato até grandes metrópoles, todas as pistas são muito bem desenhadas e apresentam um traçado que desafia o jogador constantemente. Como se não bastasse a variedade de cada uma, caso algum acidente ocorresse em pontos específicos da fase, novos caminhos se abriam, permitindo o uso de atalhos. Isso deixava a corrida ainda mais frenética e emocionante visto que o jogador tentava sempre que possível forçar essas passagens “secretas” no começo da fase, afim de abusar dos atalhos por toda a corrida (algo fundamental a medida que o jogo fica mais difícil).

Frenético do início ao fim

Burnout Dominator é um bom jogo, mas não perfeito. Embora os modos de corrida sejam divertidos e diversifiquem um pouco a experiência, a ausência do modo Crash é sentida depois de algum tempo. Mas nem por isso esse deixa de ser um clássico do PS2 e uma excelente alternativa para aqueles que procuram uma desculpa para tirar a poeira do nosso velho amigo. Só não se esqueçam de usar o cinto de segurança, viu?

Revisão: Rafael Neves
Capa: Felipe Araujo
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do PlayStation Blast.

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