Blast Test

Testamos: o melhor e o pior da guerra em sua versão beta em Battlefield 4 (PS3)

Verifico meu equipamento, minha AK-12 de confiança está em mãos, carregada e pronta para saciar a sua fome por sangue. Minha arma secundár... (por Rodrigo Bitencourt em 18/10/2013, via PlayStation Blast)

Verifico meu equipamento, minha AK-12 de confiança está em mãos, carregada e pronta para saciar a sua fome por sangue. Minha arma secundária é uma pistola P226, dá pro gasto, caso a Lorraine (sim, esse é o nome da minha AK-12) exagere, perca todas as suas balas e eu precise de uma substituição rápida. Eu consigo escutar o som dos helicópteros, tanques, tiros e granadas explodindo. A adrenalina começa a aumentar. Não importa de qual lado eu nasça, americano ou chinês, a minha língua de origem é a da guerra. É bom estar de volta ao campo de batalha com Battlefield 4.

Esquadrão Beta 

Finalmente a EA liberou o open beta de Battlefield 4 para todos nós, veteranos de guerra, podermos experimentar um pouco do que vem por aí nesse novo game. Com apenas um cenário, Siege of Shangai, e dois modos de jogo, Domination e Conquest, tivemos a oportunidade de sentir o gosto da guerra. E para este que vos escreve, ele foi um pouco amargo de início, eu confesso.

"Senhor, Esquadrão Beta se apresentando para o teste, senhor!" 
Apesar de toda a pinta de John Rambo lá na introdução do texto, eu cheguei mandando ver, mandando ver tudo por água abaixo, na verdade. A falta de prática cobrou seu preço. Tenho lá minhas 200 e poucas horas de multiplayer em Battlefield 3, mas isso não conta em nada se você estiver enferrujado. Duas das grandes dificuldades que enfrentei foi ter que me acostumar com o coice e a precisão das armas e, bom, com os jogadores mais experientes que já haviam decorado cada detalhe, cada esquina e cada ponto de Siege of Shangai.

Tá tudo dominado, tá tudo conquistado 

No modo Conquest a fase é gigantesca. O mais marcante dela é esse prédio enorme no seu centro, um arranha-céu de respeito. E é claro que a DICE não ia deixar de colocar um ponto de conquista bem no alto dele, não é mesmo? Para chegar lá em cima, só utilizando um helicóptero ou elevador. Ponto pra desenvolvedora nesse quesito de level design, afinal esperar o elevador chegar ao alto, sozinho ou com seus colegas de esquadrão, é um momento de tensão, já que não sabemos o que pode ser encontrado lá no alto.

Não me sai muito bem como infantaria nesse modo de jogo, tornando-me alvo fácil de snipers, campers e helicópteros. Então, lembrei que estava jogando Battlefield, um jogo onde você tem muitas escolhas e estratégias para alcançar os seus objetivos. Diante desse fato, resolvi me promover a co-piloto de tanques de guerra. Agora eu só precisava achar um parceiro que soubesse o que estava fazendo no comando de um tanque. Entre uma partida e outra, até que eu me saia muito bem, marcando e matando inimigos com a metralhadora acoplada ao veículo. Agora que já havia testado um pouco do modo Conquest e me familiarizado com o território, estava na hora de partir para o Domination.

Domination é basicamente o modo Call of Duty de Battlefield. Ele surgiu em Battlefield 3 e é uma espécie de Conquest, mas com mapas reduzidos, o que torna o desenvolvimento das partidas muito mais rápido e frenético. É uma boa opção para aumentar o nível de suas armas, pois as chances de matar seus inimigos (e de morrer também) são muito maiores. Com tempos de respawn muito menores e os pontos de conquista mais próximos uns dos outros, as partidas se tornam um festival de destruição e confusão. Ótimo modo para jogadores que não têm paciência para a estratégia exigida no modo Conquest.
Siege of Shangai em toda a sua grandeza 
Aos 45 do segundo tempo, a DICE também liberou um novo modo de jogo: Obliteration. Infelizmente não achei nenhum server habilitado com essa nova opção de partida.

Baixas de guerra 

Nunca julgue um livro pela capa e muito menos um jogo pela sua versão beta. Ainda mais apenas pelo seu modo multiplayer. Mas o Blast Test não está aqui para julgar, e sim testar.

Em uma primeira impressão, o jogo diverte, mas não emociona. Os gráficos parecem não estar de acordo com os trailers apresentados. Talvez por que o melhor vai ficar para o PlayStation 4? Não sei. Algumas das animações dos movimentos pareceram meio bugadas e travadas, mas qual beta não tem bugs, não é mesmo? Ele existe para corrigir isso.
"Blast Test na mira, senhor!"
Contudo, se teve alguma coisa que realmente me incomodou foi a mudança na jogabilidade durante o controle dos veículos. Antes era possível acelerar e frear tanques com os gatilhos do DualShock, agora é tudo na base dos analógicos. Ficou um pouco confuso, ainda mais para quem já estava acostumado a dirigir veículos da mesma forma em que Battlefield 3. E por último, mas não menos importante, custava liberar pelos menos mais uma fase para a gente jogar?

Vencemos a batalha, mas a guerra...

Testar a beta de Battlefield 4 também teve seus pontos altos. Entre eles estão: o killstreak que fiz com meu desconhecido companheiro de tanque de guerra; Derrubar um helicóptero usando uma RPG; E a hora em que eu descobri que aquele arranha-céu enorme no centro de Siege of Shangai pode desabar a qualquer momento. Aliás, sobre esse último, eu descobri isso da pior maneira possível, morrendo durante o desabamento, pois estava justamente esperando um elevador no hall de entrada do prédio. OK, eu morri, mas foi um momento sensacional (e estúpido também).

Quem jogou a beta, jogou, quem não jogou, não joga mais. Desativada no dia 15 de outubro, agora só nos resta esperar pela versão final do jogo e torcer para que ele cumpra tudo o que vem prometendo. Uma vez um bravo soldado disse: “war has changed”. Seu nome era Snake. É bom ele ter razão, porque se a guerra se tornar uma mesmice, quem vai mudar somos nós, e de jogo.
Revisão: Jaime Ninice 
Capa: Stefano Genachi 
Rodrigo Bitencourt atualmente joga videogame para escrever e escreve para jogar videogame. Entre um checkpoint ou outro você pode encontrá-lo no Facebook, Twitter e MyPST.

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