Blast from the Past

Pancadaria jurássica! Dinossauros lutavam até a extinção em Warpath: Jurassic Park (PS)

Quando eu era pequeno e havia recém ganhado meu PlayStation, queria um jogo com dinossauros. Mas não um desses títulos nos quais saímos po... (por Bruno Grisci em 13/12/2013, via PlayStation Blast)

Quando eu era pequeno e havia recém ganhado meu PlayStation, queria um jogo com dinossauros. Mas não um desses títulos nos quais saímos por aí caçando criaturas pré-históricas, eu gostava demais dos répteis gigantes para gastar meu tempo matando-os, queria justamente poder controlá-los. Anos depois, fui perceber que o que eu estava procurando era algo no estilo de Spore (e ainda estou, na verdade, porque Spore ficou abaixo das expectativas em vários pontos), mas na época meu pai apareceu com um jogo de luta.


Jurassic Park foi lançado em 1993, dando início a uma febre por dinossauros. Em 1997 e em 2001, mais dois filmes da franquia seriam lançados. É óbvio que a indústria de games não ficaria fora da festa, e vários jogos foram feitos aproveitando a série. O filme Jurassic Park III tornaria célebre a luta mortal entre um T-Rex e um espinossauro, mas em pelo menos um desses jogos, esse embate já era possível dois anos antes — Warpath: Jurassic Park. E foi ele que meu pai encontrou quando eu disse que queria um game que me desse o controle dos dinossauros.

Um jogo de luta não era o que eu esperava, mas, parando para pensar, faz muito sentido. Quer dizer, como resistir à tentação de colocar criaturas gigantes e monstruosas, das quais hoje só temos os esqueletos, para batalhar? Mesmo com gráficos simples e uma física de detecção de colisões sofrível, era demais.


Além do tiranossauro e do espinossauro já citados, era possível escolher dentre outros doze “lutadores”, incluindo também herbívoros famosos como o triceratops e o anquilossauro. O estegossauro e o compsognato estavam presentes de alguma forma, mas não eram jogáveis. Não existia um motivo para os dinossauros brigarem no jogo, eles apenas deram um jeito de escapar de suas jaulas e, já que estão lá mesmo, por que não?

A jogabilidade não era muito diversificada, praticamente apenas algumas variações na forma da sequência de confrontos, que ocorriam em cenários baseados nos locais dos filmes. O modo principal, Arcade, simplesmente te fazia lutar oito vezes seguidas com dinossauros diferentes, o que desbloqueava novos lutadores. O Survival era a mesma coisa, mas a sua vida não era preenchida após o fim de uma luta, aumentando o desafio. O Choice e o Versus eram iguais, uma batalha livre, a diferença é que no primeiro o adversário era a CPU e no outro era um amigo.

Ainda havia um modo Practice para aprender os movimentos do dinossauro escolhido e o Museum, uma espécie de enciclopédia com informações de cada animal. Claro, isso em um jogo de 1999, então vocês podem esperar várias incoerências científicas. O espinossauro, por exemplo, era bastante diferente do que sabemos hoje, e o giganotosaurus foi incorretamente chamado de giganotasaurus. Além disso, o megaraptor, que no jogo é representado como um velociraptor gigante, possuía na realidade uma forma mais semelhante a do T-Rex.

Warpath: Jurassic Park não foi muito bem recebido pela crítica na época, o que é compreensível se o compararmos a outros jogos de luta com muito mais recursos e opções. Mesmo assim, se você quiser reproduzir o embate entre dois predadores de 10 toneladas sem manipulação genética, clonagem e riscos, esse é o jeito.

Lista de dinossauros

  • Tyrannosaurus rex
  • Carcharodontosaurus
  • Giganotosaurus
  • Cryolophosaurus
  • Stygimoloch
  • Triceratops
  • Acrocanthosaurus
  • Ankylosaurus
  • Megaraptor
  • Pachycephalosaurus
  • Styracosaurus
  • Albertosaurus
  • Spinosaurus
  • Suchomimus
  • Compsognathus (não jogável)
  • Stegosaurus (não jogável)
Revisão: Catarine Aurora
Capa: Doug Fernandes
Bruno Grisci é graduando em Ciência da Computação na UFRGS. Gosta de discutir qualquer assunto, incluindo videogames, tópico que o fascina desde sempre. Suas reflexões podem ser lidas no Blast desde 2011, onde é redator e diretor de pautas. Encontre-o no Twitter.

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