Blast from the Past

Corra a mil por hora e não se importe com os osbtáculos em Burnout Revenge (PS2)

Burnout Revenge, título de corrida lançado em 2005 para as plataformas PS2 e Xbox fará você enlouquecer nas pistas nervosas em busca de um perfeito Takedown no seu rival.

Quarto jogo de uma série de corrida em que o objetivo é destruir muitos carros e passar de raspão entre outros tantos pilotos, Burnout Revenge é um daqueles jogos que causam grande atracão por vê-lo e ainda mais por jogá-lo. A experiência automobilística em carros ultravelozes e insanos não é muito antiga e teve seu inicio nesta franquia com o primeiro Burnout, ainda no primeiro ano do século XXI. Após algumas continuações, eis que chega em 2005 (também para Xbox) mais um game da franquia recheado de novidades, rachas, novos modos, muitas missões e gráficos que parecem um colírio para nossos olhos. Vamos relembrar nas linhas abaixo o bom e não tão velho Burnout Revenge!

Novidades de uma continuação com muitos rachas

A continuação de um título é sempre muito aguardada e Burnout Revenge soube aproveitar bem esta recepção. Após a E3 de 2005, com novos consoles e outras novidades sendo anunciados, a atenção por um jogo de corrida que estava já voltando com tudo após um breve intervalo de tempo podia ser sentida logo que de imediato. Muitas eram as qualidades deste mais novo título poderoso e todos queriam saber um pouco mais sobre como funcionaria o novo esquema de corrida e as novidades extras que seriam implementadas nesta edição.

Pudemos ver que muitas adições especiais foram colocadas em Revenge, como uma repaginada nas partes gráficas, sonoras, de jogabilidade e replay, como nos extras quase que infinitamente superiores aos da versão passada. Ao longo de novas 169 provas, entre corridas de tempo, disputas com outros corredores e destruição de veículos, o jogador é transportado a pistas de diversas regiões, passando por muitos cenários naturais, como montanhas, fazendas, pontes, túneis, tudo no embalo de uma velocidade alucinante e músicas despreocupadas.

Mire no inimigo e faça-o comer poeira

O mais legal deste título é a alusão que ele faz ao fato de você estar sempre correndo atrás (ou à frente) de um rival, e isto é muito indicado pelo jogo, com frases no meio da partida que o advertem sempre quando algo acontece, uma nova manobra é feita ou quando algum piloto te passa a perna e se torna o seu alvo a partir daí. Fora isto, o game completa seu trabalho com a possibilidade de ganhar rankings ao final das corridas, com medalhas, desbloqueios de veículos e novas missões. Um esquema de conquistas e classificações que o deixam ainda mais ligado ao game é algo que sabemos que prolonga e muito um jogo.

A jogabilidade macia do controle do PS2 também propicia uma boa corrida e um controle agradável dos carros. Muitas das vezes você se pegará com a cabeça reclinada bem à frente da tela e perceberá que a chave para o sucesso se dá através da atenção aos mínimos detalhes do jogo para evitar aquela batida em uma pilastra ou naquela dobradura na parede que você não viu. Mas compensa ao se aproveitar destas finuras para ver as belas animações de Takedown ao fazer isto com seus pilotos rivais, e é aí que a gralça toma conta: com a câmera que logo se coloca em perfil e um foco interessante e voraz que dão o ar do possante do jogo.

Next-Gen para a época?

Entre no clima com as variadas músicas do jogo e remexa o esqueleto ao som de muitas bandas famosas. Tal como o barulho dos motores, muitos aspectos sonoros in game também foram ajustados e aprimorados. Quanto aos gráficos, pelo lançamento ter sido próximo aos anúncios dos novos consoles da próxima geração, como o X360 (que também recebeu uma versão do jogo posteriormente), eles receberam um aspecto, no que se pode dizer, bem futurístico: com borrões nas extremidades das telas, efeitos de brilhosidade, fog, cores vívidas, tudo rodando a gráficos soberbos, ainda bem animadores para a época, e até para os dias de hoje.

A sensação extrema de velocidade, aliada aos novos aspectos e motores do jogo, carrega-o a um mundo ainda em voga, tornando este título muito parecido com os jogos atuais, seja em aspectos gráficos ou mesmo em seu teor de conjunto. Não obstante, você ainda possui muitas provas e conquistas que dão um ar de novidade a cada instante que passa com o game.



Caso ainda tenha um PS2, Xbox ou X360 na mão, é uma boa relembrar os velhos tempos ou mesmo completar tudo o que deixou para trás neste game, além, é claro, de testar um pouco sua agilidade e coordenação motora. Não perca tempo e corra direto para a gaveta do seu quarto rumo a uma boa partida de Burnout Revenge!
Revisão: Vitor Tibério
Capa: Sybellyus Paiva
Jaime Ninice é cravista e mestre em música pela UFRJ. Sua paixão por games, eventos e revistas o levou a escrever e revisar artigos desde 2010. Hoje, além de participar do PlayStation Blast, é redator das publicações impressas sobre retrogames WarpZone. Pode ser encontrado no Twitter.

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