Saiba por que o PlayStation 4 tem tudo para ser o grande nome da nova geração

O novo console da Sony já chega ao mercado com pose de campeão


Há pouco mais de quatro meses, o PlayStation 4 chegou às lojas e vem, desde então, causando o maior estardalhaço por onde quer que passe. Esgotado em quase todo o globo, exceto no Japão, que adotou uma postura pró-mobile e está deixando de lado os consoles de mesa, e no Brasil, país em que o sistema custa mais que um rim, o console foi apresentado com uma proposta interessante por ser focado não nos caprichos de sua fabricante, mas nas necessidades primordiais dos jogadores. Além disso, a Sony ainda prometia que o console seria de fácil programação, atitude que revela que a empresa foi capaz de aprender com os erros cometidos em seu console anterior, que era um verdadeiro inferno para os desenvolvedores programarem. Mas será que a Sony está conseguindo atingir suas metas, tão ambiciosas, e agradar a gregos e troianos? Depois de quase um mês com o console, posso dizer que o PlayStation 4 está no caminho certo!


O anúncio

Anunciado em fevereiro de 2013, após muitas especulações, o PlayStation 4 foi muito bem recebido graças aos vídeos de seus primeiros jogos e sua proposta de ser um console inteiramente focado nos jogadores. O controle do console, bastante reformulado se comparado às mudanças realizadas pela Sony de geração para geração, contava com o botão Share, que serviria para transmitir partidas ao vivo via Twitch e Ustream ou até mesmo salvar vídeos de gameplay ou telas de jogo para serem compartilhados em redes sociais.

O anúncio do console foi marcado por muita expectativa
Mesmo com a empolgação quanto ao novo console, a Sony deixou muitos decepcionados por não mostrar o design do console e nem revelar detalhes como sua data de lançamento e o preço da brincadeira. Mas isso só serviu para que na E3 a empresa desse um show. Vencedora absoluta da feira, a gigante japonesa não só mostrou o novo console como revelou uma biblioteca de jogos que parecia ser espetacular: de novas franquias como The Order: 1886, passando pelo retorno de séries consagradas como Killzone, a Sony exibia orgulhosamente a quantidade de jogos previstos para o primeiro ano do console. Como se não bastasse, foi revelada uma aliança nunca vista com desenvolvedoras indies, que poderiam auto-publicar seus títulos no console. Logo de cara, foram anunciados mais de dez jogos de desenvolvedoras independentes para o console, e as perspectivas ficavam cada vez melhores. Ainda em se tratando de jogos, as alianças com desenvolvedoras third-parties não poderiam acontecer em melhor situação, o que rendeu anúncios esperados, como as sequências de Call of Duty e Assassin’s Creed, e outros nem tanto, como o retorno de Kingdom Hearts e o incrível Final Fantasy XV.

A primeira aparição do DualShock 4
Mas os melhor ainda estava por vir: ao contrário do que todos esperavam, inclusive a Microsoft, sua principal competidora, o PlayStation 4 não teria nenhuma restrição a jogos usados ou travas de região, o que tornaria o console muito mais atrativo do que o Xbox One, cheio de firulas que restringiam o acesso dos jogadores aos títulos do console. Para terminar, o preço: 399 dólares, 100 dólares a menos que o console da Microsoft. Considerando que o PlayStation 4 seria um console menos restritivo, mais poderoso e com mais jogos que o Xbox One, a oferta se tornou irrecusável, e o estrago já havia sido feito mesmo depois que a Microsoft voltou atrás com toda sua política restritiva. Hoje, algum tempo já se passou desde que o PlayStation 4 foi lançado, e por incrível que pareça, o console é tudo aquilo que a Sony prometeu, e mais um pouco.

A falta de restrições do PlayStation 4 levou os jogadores ao delírio

O console

Bonito, compacto e silencioso. Logo de cara vemos o esmero da Sony ao desenvolver o seu novo produto, que é o mais belo console já produzido por ela e, definitivamente, o aparelho mais bonito que tenho em meu quarto. Comparado ao Xbox One, que também é um console de visual agradável, temos um aparelho bem menor e mais silencioso, além de estiloso, graças a seu design inclinado, que dá um toque de modernidade ao videogame, que realmente parece algo novo e mais sofisticado. Some isso à divisão entre os tons fosco e black piano separados por um feixe de luz que percorre todo o console, apontando seu status por meio de sua cor: azul quando está ligando; branco quando está sendo utilizado; laranja quando em stand-by; e vermelho quando ocorre algum erro de sistema, o que nunca ocorreu durante o tempo que estou com o console.
Bonito e muito prático, o console combina bem com qualquer ambiente
A instalação do console também é muito fácil e ele não ocupa muito espaço, já que a temida fonte é interna e não precisa de um lugar reservado para ela. Para instalar o PlayStation 4, basta plugar o cabo de energia e o HDMI e pronto, console ligado e funcionando. Para os que desejam ligar o console a um sistema de som, ainda há uma saída para cabo ótico, mas ainda assim a instalação é muito simples.

As configurações iniciais

Assim como ocorreu com o Wii U e o Xbox One, o PlayStation 4 também possui uma atualização inicial para que o console funcione com todos os seus recursos. O arquivo, de aproximadamente 500MB, foi baixado com muita rapidez e, entre o download e a instalação, foram gastos cerca de trinta minutos. Após a atualização, o console vai direto ao ponto e pede dados como sua conta na PSN e também a do Facebook, de forma que há uma integração muito legal entre os dois cadastros. Saem os avatares, entram fotos reais de perfil, fazendo com que os jogadores sentem como se o console não seja algo impessoal, e sim o seu PlayStation 4. Após isso, o sistema operacional está pronto para uso e a jogatina pode começar.

Em poucos minutos o console está pronto para ser utilizado

O sistema operacional

Uma palavra define o sistema operacional do console: rapidez. Logo ao ligar o console, a agilidade com que as operações são realizadas é notável. Com uma interface bonita, chamativa e intuitiva, navegar pelos menus do console é um verdadeiro prazer. A XMB foi reformulada e fica escondida em um menu acima do que realmente importa: os jogos. Lá, o jogador pode configurar o sistema, verificar sua lista de amigos, downloads e notificações. No lugar de seu perfil, sua foto utilizada no Facebook e várias informações quanto às suas atividades recentes, troféus conquistados e perfil de jogador.

Sem tanto destaque, a XMB se localiza acima do menu principal
Abaixo, o sistema mostra o que foi jogado recentemente; um feed que revela as últimas novidades do sistema, sejam elas relacionadas à novos jogos na PSN ou mesmo conquistas; transmissões e atividades de seus amigos; um menu que reúne todos os aplicativos de vídeo disponíveis, como IGN, Hulu Plus, Netflix e Amazon Instant Video; e uma parte reservada unicamente para assistir transmissões de gameplay dos jogadores, um atrativo e tanto para os que desejam conhecer mais os jogos ou simplesmente assistir partidas alheias dando suas opiniões e interagindo com outros jogadores.

O menu principal apresenta os jogos e aplicativos utilizados recentemente e um feed de atividades
Como já dito, o console é completamente integrado a redes sociais e, mesmo que você não as utilize, o PlayStation 4 passa um grande senso de comunidade aos seus usuários. O feed de notícias do console permite que os jogadores curtam os status uns dos outros, vejam seus vídeos e screenshots compartilhados e interajam de forma simples e ainda assim funcional. Por fim, é possível se comunicar com seus amigos por meio de voz e de mensagens escritas, assim como visto no PlayStation 3, além do sonhado crosschat, antes impossível.

O feed apresenta atividades de amigos e novidades da própria Sony
O mais legal do sistema operacional do console é que ele reflete muito bem a visão da Sony nessa geração. Com sua interface simples e intuitiva, percebe-se que tudo foi criado para se adaptar ao jogador, e não o contrário. Você não é obrigado a ficar conversando com seu console para acessar menus, jogos e aplicativos, mas se assim preferir, pode fazer sem grandes dificuldades. Contudo, com ou sem voz, os menus podem ser acessados rapidamente, sendo que a decisão de como operar o console cabe apenas ao jogador, e não aos caprichos de seu criador. Enquanto que com o Xbox One me senti confuso e até um pouco frustrado com todas as complicações que a Microsoft decidiu implementar compulsoriamente em seu console, com o PlayStation 4 me senti como se já utilizasse aquilo há anos, mesmo que tudo fosse muito mais moderno e belo.

Mais organizada, a lista de amigos é acessada rapidamente pela XMB
Além disso, nota-se a liberdade que a Sony deu aos desenvolvedores, que podem adicionar as informações que desejarem em seus aplicativos, variando desde um simples manual de instruções até estatísticas de jogo e um link para o site oficial do título. Agradando a todos, a Sony conseguiu chegar a um equilíbrio pouco visto na indústria, fazendo com que os jogadores se sentem bem com o console enquanto que os desenvolvedores têm liberdade e facilidade para desenvolver seu conteúdo.

O controle

O DualShock 4 é outra grande evolução se comparado aos controles anteriores da família PlayStation. Um pouco maior, o controle é bastante ergonômico e se encaixa perfeitamente nas mãos do jogador, seja lá qual for o seu tamanho. Isso porque o controle possui braços um pouco maiores, de forma que é muito mais fácil segurá-lo. Esta parte do controle também é emborrachada, de maneira que o controle adere às mãos do jogador e fica firme o tempo todo. As alavancas também apresentam uma grande melhoria em relação às do DualShock 3. Antes convexas, as alavancas eram muito próximas e difíceis de serem manipuladas. O novo design côncavo faz com que os dedos do jogador se encaixem e garante um nível de precisão muito maior, o que é benéfico para jogos de qualquer gênero.
Muito bonito e funcional, o DualShock 4 é o melhor controle já feito pela Sony
Os gatilhos também foram aprimorados e são mais fáceis de serem pressionados, além de responderem melhor que os do controle anterior. Para tornar tudo ainda mais legal, o controle ainda conta com um painel touch dianteiro, que ao contrário do que muitos pensavam, está longe de ser uma cópia da tela de toque do controle do Wii U. Sendo utilizado para muitas coisas, como mouse do navegador de internet ou mesmo em alguns jogos, como Killzone: Shadow Fall, o touch é incrivelmente preciso na maioria das vezes e dá um toque de sofisticação ao controle, que já é excelente sem o painel. Além das funcionalidades de toque, ainda é possível pressioná-lo, o que serve basicamente como o substituto do botão Select, que foi deixado de lado em prol do botão Share, que, como já dito, serve para transmitir partidas e compartilhar vídeos e screenshot de gameplay instantaneamente.

Com o simples toque deste botão, é possível até transmitir partidas via Twitch
Por fim, finalmente é possível carregar o controle enquanto o console está desligado, algo que muitos reclamavam no PS3, por ser impossível. O DualShock 4 ainda conta com uma entrada para fones de ouvido que, apesar de não ser novidade, é bastante funcional e agrega ainda mais qualidade ao produto. Os únicos pontos contra são a posição dos botões Options (o novo Start) e Share e a duração da bateria. Por conta do painel touch, os botões ficam muito distantes do centro do controle, o que faz com que o jogador tenha certa dificuldade em pressioná-los. A bateria dura cerca de oito horas, o que é pouquíssimo se comparada às mais de trinta do DualShock 3, e isso seria um grande problema se não fosse possível carregar as baterias com o console em stand-by ou mesmo durante uma sessão de jogatina. Contudo, diante de tantas qualidades, o problema não chega perto de tirar o brilho do controle.

Abaixo do botão PS, a entrada para fones de ouvido

Compartilhamento de conteúdo

Talvez o botão Share seja uma das maiores sacadas da Sony com o PlayStation 4. Com o simples tocar do botão, o jogador é levado a um menu no qual decide o que deseja compartilhar. Enquanto os vídeos e imagens são compartilhados tanto na PSN quanto no Twitter e Facebook, a transmissão de gameplay fica por conta do Twitch ou Ustream. Muito mais simples do que aparenta ser, basta o jogador possuir uma conta em um dos serviços para iniciar a transmissão, que pode ser assistida por qualquer um que possua um computador, smartphone ou mesmo o próprio console. Durante as transmissões, que em meus testes ocorreram sem nenhuma lentidão e com bastante qualidade de imagem, os espectadores podem fazer comentários e até mesmo interagir com os jogo, caso a desenvolvedora tenha optado por essa função. A funcionalidade democratiza a transmissão de gameplay e faz com que jogadores de todo o mundo possam interagir de uma forma nunca vista em um console até o momento.

Ao pressionar o botão Share, o jogador é levado a este menu, onde decidirá o que deseja compartilhar

Remote play e segunda tela

O PS Vita vem tendo um desempenho bastante fraco em todo o mundo e a Sony parece não se importar minimamente com isso. Contudo, o poderoso e abandonado portátil da empresa ganhou uma nova razão de ser com o lançamento do PlayStation 4. Com o Remote Play, os jogadores podem utilizar o portátil como tela de jogo, sendo bastante similar ao GamePad do Wii U. Durante meus testes, os jogos nunca apresentaram lentidão alguma, além de ficarem lindos na tela OLED do console. O Vita ainda pode servir de segunda tela, apresentando menus e outras facilidades, que ficam a critério das desenvolvedoras.

O Vita nunca ficou tão feliz em toda a sua difícil vida
Além da utilização do portátil, a Sony também lançou um aplicativo para dispositivos Android e iOS que funciona de forma muito similar ao SmartGlass do Xbox One. Com o aplicativo, é possível acessar remotamente os menus do console, adicionar amigos, comprar conteúdo e até mesmo trocar mensagens. Certos jogos ainda possuem aplicativos complementares que tornam a experiência ainda mais legal, como no caso de Knack, em que é possível receber novos itens para fortalecer o personagem. Com tanta integração, o console acaba criando um ecossistema próprio em sua casa, tornando a experiência mais imersiva e surpreendente.

O PlayStation App permite que o jogador administre sua conta na PSN e ainda desbloqueie funcionalidades exclusivas em certos jogos

Os jogos

Tudo bem, o PlayStation 4 pode até não possuir jogos que justifiquem a sua compra em um primeiro momento, mas ainda assim o console não faz feio e sofre de um mal que vem assolando a indústria nos últimos anos: a grande necessidade de que os jogos deixem de sê-los e tornem-se grandes e memoráveis experiências. Digo isso, pois, após terminar Knack, notei que a indústria mudou e não respeita mais certos gêneros. Não que o título seja perfeito e marcante o bastante para chegar ao patamar de Mario. Mas ainda assim, Knack é um jogo competente, linear e focado na história que me fez retornar à era em que Crash Bandicoot (PS) e Super Mario 64 eram os jogos do momento. Ao final da jornada me senti como se tivesse vivido uma grande e divertida aventura, mesmo que tão mal vista pelo resto do mundo.

Knack pode não ser o melhor jogo do mundo, mas está longe de ser o Superman 64 que todos adoram pintar
Killzone: Shadow Fall é outro exemplo de como o pensamento dos jogadores vem se distorcendo com o passar dos anos: com uma ambientação incrível e fases que fogem da linearidade de Call of Duty, sendo mais parecido com GoldenEye 007 (N64) e seus cenários sandbox que permitem que o jogador conduza as fases a seu modo, o jogo é um show de game design e chega a um patamar que a franquia nunca chegou antes. Patamar que é muito bem descrito pelo companheiro de redação Rodrigo Bittencourt em sua excelente análise, uma das poucas justas que vi sobre o título.

Com Shadow Fall, a Guerrilla tentou variar um pouco a fórmula de sua principal franquia
Os multiplataformas se mostraram superiores no console da Sony, rodando em Full HD e com mais detalhes que a concorrência, graças ao imenso poder de fogo do console, que é facilmente o mais potente da geração. Por conta da facilidade em programar para o console e o seu poder de fogo, podemos esperar um apoio massivo de desenvolvedoras terceirizadas, além de versões definitivas dos títulos, o que já está sendo provado pela quantidade enorme de jogos anunciados para o sistema ainda nesse ano.

Battlefield 4 é um dos jogos que mostram do que o console é capaz
Por fim, temos os jogos de desenvolvedoras independentes. Resogun é um senhor jogo de navezinha com gráficos de deixar qualquer um boquiaberto e jogabilidade precisa, divertida e desafiadora. Outlast é um daqueles jogos de tirar o sono de qualquer marmanjo e traz de volta toda a sensação de medo perdida pelo gênero Survival Horror nos últimos anos. Para somar ainda mais, o console já conta com Don’t Starve, Flower, Flow, Trine 2 e mais um punhado de títulos independentes em uma lista que não para de crescer.

Antes exclusivo para computadores, Outlast chega com força total ao PlayStation 4
O mais legal do PlayStation 4 é que em pouco tempo ele já conseguiu formar uma biblioteca que, apesar de pequena, é bastante variada e capaz de agradar qualquer jogador. De jogos de plataforma, passando por jogos de tiro, terror, quebra-cabeças e aventura, todo jogador é capaz de encontrar algo que lhe agrade. O que é mais legal ainda é que o console tem o espirito que fez com que a Sony dominasse o mercado no final dos anos 90. O PlayStation 4 é, antes de tudo, um videogame. Um console feito para que as pessoas curtam a experiência e não sejam obrigadas a aturar megalomanias ou inovações invasivas que as tirem de seu maior foco: se divertir.

Futuro brilhante

Em pouco mais de quatro meses, o PlayStation 4 já está quase ultrapassando o Wii U, que foi lançado no final de 2012, e já começa a se distanciar do Xbox One, que foi lançado praticamente junto com o console da Sony. E não é para menos: com um preço mais acessível (exceto pelo Brasil), um hardware de peso em um console extremamente compacto e belo, um sistema operacional muito rápido e funcional além de um controle excelente, é difícil não encontrar razões para amar o console.

Com uma line-up dessas não tem como desanimar
Neste ano, o console ainda reserva grandes promessas para os jogadores, tal como Metal Gear Solid V: The Phantom Pain e seu prólogo, Ground Zeroes, inFAMOUS: Second Son, The Order: 1886 e quem sabe Final Fantasy XV ou Uncharted. Some isso a basicamente todos os títulos de third parties a serem lançados nos próximos meses e a uma enorme quantidade de jogos vindos de desenvolvedoras independentes, como o espetacular Octodad: Dadliest Catch, e temos um console completo, bem construído e pronto para atender todo tipo de jogador. Quando a Sony prometeu que o seu novo console teria foco total no jogador, ainda que contasse com tudo que os desenvolvedores necessitavam, poucos acreditaram, mas a empresa finalmente desceu do salto que a tornava tão arrogante e criou um de seus mais incríveis produtos. Obrigado, Sony.

Ao infinito, e além!

Revisão: Luigi Santana
Capa: Leonardo Correia
Gabriel Vlatkovic é economista formado pela Unicamp. Trabalha como Analista de Finanças e joga videogames há quase vinte anos. Adora ouvir música, assistir a filmes e seriados e discutir a Timeline de Zelda. Quando não está trabalhando, está no Facebook.

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