Plug and Blast

Como seria um DualShock 4 pensado para mobilidade reduzida?

Tentamos imaginar algumas adaptações para um controle da Playstation.


Pouco tempo atrás, a Microsoft lançou um controle adaptado para pessoas com mobilidade reduzida, o Xbox Elite. Agora, decidimos fazer um exercício de imaginar como seria um controle da Sony pensado para indivíduos com movimentos limitados e que sentem certa dificuldade de se adaptar no já conhecido DualShock 4.


Vamos pensar, por exemplo, em uma pessoa que tem uma limitação no lado esquerdo do corpo, seja no braço ou na perna. Pensamos em um controle com foco para o lado que ela possui movimentos, com um controle manual e um “tapete” com duas placas sensoriais, que funcionariam da seguinte forma: o tapete serve para movimentação do personagem (avançar e recuar) e o manual possui um analógico para movimentar a câmera com o polegar, os botões X, O, Quadrado, Triângulo para apertar como um teclado e os botões R e L com as costas dos dedos, como na imagem a seguir.


Desta forma, a pessoa usa o pé para pressionar as placas — uma para avançar e outra para recuar — que estão próximas uma da outra para facilitar a troca entre ambas, fazendo o avanço ou o recuo do personagem no jogo. As placas podem ficar mais distantes se a pessoa não tiver qualquer limitação nas pernas, podendo até mesmo fazer o uso dos dois pés para pressionar o tapete.

Na mão, ela apoia a base da mão como em um teclado, os botões ficam mais abaixo para serem pressionados com os dedos e com um movimento de garra o jogador acessa os botões L e R. Além disso, onde fica a base da mão e perto do polegar, o analógico ou uma espécie de trackpad movimenta a câmera.

Só um esboço do que seria.

Esse controle seria uma forma interessante de unificar o controle para um lado apenas. Algo que poderia ser acrescentado e já está disponível no PS4 seria o comando de voz, para que o jogador possa ativar alguns comandos por meio da fala, como pausar, desligar ou ligar o console.

Outro exemplo de limitação seria uma pessoa que perdeu os movimentos finos, ou seja, o movimento dos dedos como a preensão. Como contamos apenas com movimentos brutos, um sistema de pinos de joystick (pense em um fliperama) somado com um câmbio de um carro seria interessante. 

Pense que os botões ficariam em cada extremo, de modo que o câmbio ficasse travado em um lado.

Nesse caso, poderíamos ter um pino para controlar movimentação, de forma livre (fliperama); outro que englobaria os botões da frente como um câmbio, em que se pode prender o pino em um eixo do botão para mantê-lo pressionado; e outro para os botões de trás, no mesmo sistema como o anterior.
A disposição dos pinos ficaria a cargo do jogador, ou seja, ele poderia colocar o pino de movimentação na direita ou na esquerda, os outros pinos mais à frente, como ele quiser. Neste sistema, as interações entre os botões seria possível por conta do travamento como a marcha de um carro.

Por fim, têm exemplos já funcionais de auxílio para pessoas tetraplégicas, como controle de voz, movimentação da cabeça, movimentos oculares e, para um futuro quem sabe próximo, estímulos neurais. Adaptando essa tecnologia para um controle seria bastante promissor e ajudaria até pessoas que não possuem limitação.

Apresentamos aqui apenas alguns exemplos de controles voltados para pessoas com algum tipo de dificuldade ou limitação física. É claro que existem diversos tipos e aqui cobrimos apenas alguns, mas vale o exercício de se colocar no lugar do outro e pensar em estratégias para que haja inclusão para todos.

Revisão: Ana Krishna Peixoto
Júlio César escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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