Como foi a primeira E3 da Sony como empresa de consoles?

A principiante no mercado de consoles se sobressai com o ótimo PlayStation


A E3 é um enorme evento que reúne as principais empresas no mercado de games para divulgarem seus atuais trabalhos com hardware e software. O mundo o acompanha há mais de 20 anos, e nesses anos a Sony é participante desde 1995, quando estreou como empresa de consoles apresentando o PlayStation.

Com esta nova edição da feira, ela precisa alimentar seu videogame com mais títulos promissores como Days Gone (PS4), Spider Man (PS4), Death Stranding (PS4), entre outros. E para se preparar para o maior evento gamer do ano, nada mais justo do que conhecer como tudo isso começou.

Primeiramente, E3

A E3, como dito acima, é o principal evento para as empresas e amantes de videogames, mas não foi o primeiro. Já existiam feiras de tecnologia e informática usados com o mesmo objetivo, como a SCES (Summer Consumer Electronics Show), cuja última edição ocorreu em 1994, ou Nintendo World, feira dedicada aos anúncios da Nintendo, realizada pela última vez em 2011.


E em 1995, nos dias 11 a 13 de maio, na cidade de Los Angeles, Califórnia, a Electronic Entertainment Expo, ou E3, reuniu os principais membros da indústria dos games.

Anunciando por ela seus novos consoles de 5ª geração, empresas, como SEGA, Sony e Nintendo precisavam mostrar do que suas novas tecnologias eram capazes. A organização de tudo isso ficou a cargo da Interactive Digital Software Association (hoje Entertainment Software Association).



O evento ocorre anualmente, sempre acontecendo na Los Angeles Convention Center, com exceção da edição de 2007, sediada em Santa Mônica, Califórnia. Para mais informações sobre esta e as demais E3, não deixe de ler o material especial que a GameBlast preparou.

Por que o mercado de videogames?

Sony é uma gigante japonesa fundada em 1946 por Masaru Ibuka e Akio Morita, dedicada na fabricação e criação de produtos eletrônicos, como TV, CD, leitores de CD, DVD, leitores de DVD, Blu-Rays, entre outros. A empresa atua também no mercado de entretenimento, comandando o estúdio Columbia Picture para desenvolver filmes e animações desde 1989. Ela, por muitos anos, nunca cogitou entrar no mundo dos games, isso até sua desavença com outra grande empresa, a Nintendo.


Na 4ª geração de consoles, a Nintendo fez uma parceria com a Sony, para o desenvolvimento e fabricação dos chips sonoros para o Super Nintendo. Com o enorme sucesso de crítica e venda do console, mais um acordo foi feito, agora o desenvolvimento seria para um aparato responsável por fazer o Super Nintendo ler CD, chamado Play Station, do mesmo modo que a SEGA estaria fazendo com o SEGA Genesis.

Em 1991, na CES, a Sony demonstrou o funcionamento do Play Station, e, para surpresa de muitos, a Nintendo anunciou nesta mesma feira que a parceria estava desfeita e o aparelho iria ser desenvolvido pela Philips. Isso aconteceria pois as empresas não conseguiam chegar em um acordo de como seria a divisão dos lucros da venda do aparelho.


Com o orgulho ferido, Sony cria uma nova divisão, chamada Sony Entertainment, dedicada no desenvolvimento do que viria ser o primeiro PlayStation, mas não só isso. Para que o investimento funcionasse, eles sabiam que precisariam de apoio, principalmente, de desenvolvedores de jogos. O resultado, podemos ver na primeira E3.

Apresentação da Sony ao mercado de consoles

Em 1995, no mês de maio, a Sony sobe ao palco da primeira edição da E3 e apresenta seu mais novo console para o público ocidental. Mesmo com o lançamento do console já ocorrido no Japão alguns meses antes, todos estavam ansiosos para conhecer o mais novo trabalho da Sony, seus jogos e claro, seu preço. Sua concorrente, SEGA, anunciou o Saturn por 399 dólares.


No palco, a Sony exibiu o grande poder do PlayStation no processamento de gráficos em três dimensões e seus mais variados polígonos, começando com um vídeo mostrando vários jogos de peso que sairiam para o console mais tarde. Além disso, eles fizeram uma demonstração contendo um exótico personagem, chamado Polygon Man, que quase se tornou o mascote da plataforma.

Para o sucesso da marca eles pediram apoio, e eles vieram. Mais de 400 desenvolvedoras estavam apoiando o console, entre eles estavam a Namco, EA, Crystal Dynamics, e muitas outras. Eles teriam à sua disposição a tecnologia do CD, processamento gráfico 3D em tempo real, alcançando os 30 fps. O PlayStation estava bem servido de conteúdo para os próximos anos.


Após o anúncio da SEGA sobre o preço do seu mais novo console, a Sony pega todos de surpresa divulgando o valor de 299 dólares para o PlayStation, deixando o público extremamente animado. Isso para a infelicidade da publicadora veterana, que agora estava em uma enorme desvantagem, seu console era mais caro e os poucos títulos no lançamento, que inclusive foi no mesmo dia da E3, não segurariam os jogadores. Por outro lado, a novata lançaria seu videogame em setembro daquele ano, com mais de 50 jogos até o natal.

Fora do palco a Sony também não relaxava. Sua estande era enorme e oferecia para os visitantes, depois de uma breve introdução e pedidos de lealdade, um espaço para experimentar títulos como Twisted Metal e Battle Arena Toshinden. Não só isso, o jogo Ridge Racer, extremamente antecipado, também foi exibido para o público.

Com o encerramento da feira, a Sony não poderia estar mais entusiasmada com o futuro do sua mais nova empreitada. E ela não se enganou, o PlayStation foi um sucesso, e a marca evoluiu muito nos mais de 20 anos seguintes.


A mais nova edição da E3 começa em menos de uma semana, e a conferência da Sony tem tudo para ser épica. Vamos aguardar grandes novidades no dia 11 às 22 horas, com cobertura completa da GameBlast.

Revisão: Júlio César
Matheus Bigai Ferreira escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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