Blast from the Past

Entre Mechaniloids e Investigadores, relembre a dificuldade de Mega Man X6 (PS)

O último game do ano 21XX a entrar para a coletânea do primeiro PlayStation  é também um que marcou as vidas de muitos gamers. Se o j... (por Thiago Pires em 12/08/2013, via PlayStation Blast)

O último game do ano 21XX a entrar para a coletânea do primeiro PlayStation é também um que marcou as vidas de muitos gamers. Se o jogo anterior, Mega Man X5, foi um clássico inesquecível, com uma história fenomenal, e trazendo o "verdadeiro" final da franquia, Mega Man X6 foi marcado não só pela volta das falas dubladas, mas também por sua enorme dificuldade. Entre Mechaniloids e Investigadores, apenas uma coisa era certa: os desafios deste jogo vieram para detonar.

Uma nação só para Reploids

Depois de se firmar como o vilão mais chiclete de toda a franquia (e, possivelmente, do mundo dos jogos), Sigma parece ter resolvido dar uma trégua para os Caçadores de Mavericks, agora em número muito menor devido aos tantos acontecimentos do passado e, especialmente, pela aparente morte de Zero no final do game anterior. No entanto, uma nova ameaça está para surgir, deixando X e companhia em xeque mais uma vez.

A Terra, agora praticamente inabitável pelos humanos, que foram forçados a se esconder no subterrâneo, é revirada pelos Reploids, numa tentativa de torná-la um lugar agradável para todos, e os incidentes com Mavericks têm reduzido. No entanto, apenas três semanas após a queda de Eurasia, novos incidentes começam a acontecer, e X é enviado para deter um Mechaniloid gigante. Em seu caminho, ele acaba avistando um ser muito semelhante a uma versão rosada de Zero. Em seguida, X é confrontado por High Max, um Reploid que diz estar investigando o fenômeno do "Pesadelo Zero", mas X não é capaz de causar-lhe nem ao menos um arranhão, e acaba sendo derrotado.

Mais tarde Isoc, um cientista Reploid, anuncia que o tal fenômeno está sendo causado por nada menos do que o fantasma de Zero, e que estaria enviando oito Reploids para investigar algumas áreas consideradas críticas, buscando desvendar o mistério e deletar o fantasma de Zero. Nem é preciso dizer que os Caçadores de Mavericks resolvem realizar sua própria investigação, e X é enviado para impedir os Investigadores.

X parece assustado com os planos de Isoc, mas a verdade é que ele nunca viu um cabelo metálico tão estranho.

Durante sua missão, X acaba encontrando o referido fantasma, mas também o verdadeiro Zero, que na verdade não foi destruído por Sigma, mas estava em reparos, iniciados por ele mesmo. Signas, o comandante dos Caçadores, acaba pedindo a ajuda de Zero, apesar de ele ter acabado de voltar, e o robô vermelho concorda.
Fim de jogo?
De acordo com os planos de Keiji Inafune, artista e produtor da franquia, Mega Man X6 não deveria existir, tendo o derradeiro final na quinta edição, com a morte de Zero, que só seria ressuscitado em Mega Man Zero. A Capcom, aparentemente, não gostou de ter uma de suas mais lucrativas séries encerradas, e tirou Inafune da jogada para a produção de X6.
Depois de derrotar cada um dos oito Investigadores, Gate, o cientista Reploid, antigo colega de Alia, e que havia começado a agir estranhamente depois de sair para investigar o local de impacto de Eurasia, se revela como a mente por trás do Vírus Pesadelo, e se diz impressionado com as habilidades de X e de Zero, os convidando para um duelo em seu laboratório. Ao ser confrontado, ele revela que criou o vírus e o Reploid High Max através de uma amostra do DNA de Zero, que encontrou nas ruínas de Eurasia.

X e Zero botam um fim na loucura de Gate derrotando não só a ele, mas também a High Max, e mais tarde encontram Isoc completamente apagado, de uma maneira similar aos incidentes ocorridos em Mega Man Xtreme 2. Gate, contudo, revela que havia revivido Sigma, mas o vilão diz que não precisava de ajuda para reviver, e ataca o cientista. A batalha final segue os moldes de sempre: os Caçadores partem para confrontar Sigma e, depois de uma dura batalha, ele acaba derrotado. Mais tarde, eles resgatam o corpo de Gate, na intenção de restaurá-lo ao seu estado normal.

Investigadores investigados

Como não poderia deixar de ser, Mega Man X6 conta com os seus oito chefes de fase que podem ser enfrentados na ordem que melhor convier ao jogador. No entanto, temos algumas adições inéditas para a série, como robôs maiores e menores do que o usual, e desafios até maiores do que os próprios chefes no decorrer das fases. O lado bom de tudo isso é que Alia continua dando as dicas de sempre, mas dessa vez de uma maneira bem mais sutil: sempre que aparecer um ponto de exclamação na tela, caso deseje, o jogador poderá apertar Select para ver o diálogo entre X e Alia.
Mega Man X ao resgate!
Se Mega Man X5 foi o primeiro jogo a incluir Reploids em perigo no meio da ação, X6 foi o primeiro onde tais Reploids podiam não só serem resgatados, mas também corrompidos. Alguns destes Reploids também poderiam presentear os heróis com peças novas, impondo uma urgência ao jogador de resgatá-los antes que fossem infectados. Também, na fase do gelo, os Reploids perdidos são nomeados a partir de personagens de outras franquias da Capcom, como Ryu, Ken, Leon Dante.
Falando dos chefes agora, Commander Yammark, o robô libélula, foi criado por Gate para conduzir uma pesquisa na Área da Amazônia. Ele é fraco contra a Ray Arrow e a Rekkoha, e concede após ser derrotado a Yammar Option, fraqueza de Ground Scaravich. O robô escaravelho, uma vez procurado pela destruição de ruínas históricas, foi ressuscitado por Gate para a investigação no Museu Central. Este é um inimigo peculiar por suas habilidades: ele entra em cena rolando pedras de variados tamanhos e as joga contra X e Zero. Ele concede a Ground Dash e a Sentsuizan, fraquezas de Blaze Heatnix.

O robô fênix, Heatnix foi criado por Gate para resistir a altíssimas temperaturas. A Área do Magma, local investigado por ele, é um dos estágios mais desafiadores devido à grande quantidade de enormes Mechaniloids redondos que por ali habitam, e é banhada por uma estranha lava arroxeada. Ele concede a Magma Blade e a Shouenzan, fraquezas de Blizzard Wolfang, o robô lobo.

Wolfang foi criado por Gate para ser o líder de uma investigação na Área do Pólo Norte, que também é um belo desafio, devido às constantes avalanches. Ele concede a Ice Burst, arma contra a qual Rainy Turtloid, o imenso robô tartaruga, é fraco, e a técnica Hyoroga. Turtloid também foi criado por Gate, desenhado com um casco capaz de suportar os maiores níveis de poluição possíveis, assim como resistir à chuva ácida do Templo Inami. Ele concede a Meteor Rain e a Ensuizan, fraquezas de Metal Shark Player.

Como seu nome deixa claro, Metal Shark Player é um robô tubarão e um tubarão martelo. Ele foi criado por Gate para trabalhar com uma equipe de reciclagem, e o Laboratório de Reciclagem parecia um ótimo lugar para ele investigar. O roboô é capaz de invocar clones metálicos de velhos conhecidos dos jogadores, como Sting Chameleon, de Mega Man XMagna Centipede, de Mega Man X2, e Blast Hornet, de Mega Man X3, e concede a Metal Anchor, que, quando carregada, permite a convocação de clones de Storm Eagle, também do primeiro Mega Man X, e a técnica Rakukojin, fraquezas de Shield Sheldon.

A estranha concha gigante, o robô Shield Sheldon foi criado por Gate como um guarda-costas, mas acabou sendo considerado um Maverick e confrontado pelos Caçadores, sendo ressuscitado mais tarde por Gate para investigar o Instituto Laser. Ele concede a Guard Shell, fraqueza de Infinity Mijinion, o robô pulga d'água, que foi criado por Gate para ser piloto de testes de armas. Depois de ser ressuscitado por seu criador, ele iniciou a construção da gigantesca Illumina, que persegue X e Zero por todo o Centro de Armas. Ele concede a Ray Arrow e a Rekkoha, e pode se multiplicar infinitamente, dependendo de como e quando for acertado. Cada uma de suas cópias é capaz de soltar os mesmos raios e bolhas que o original, criando uma das batalhas mais confusas já vistas em um game.

Lançado um ano depois do PlayStation 2, Mega Man X6 é um dos games mais desafiadores da franquia, comparável aos primeiros games, lançados para o NES. Toda esta dificuldade, no entanto, é contra-atacada pelos infinitos checkpoints do game, dando a possibilidade de voltar ao mesmo lugar de um estágio mesmo após o aparecimento da tela de fim de jogo. Então, aproveite o final das férias, consiga uma cópia do jogo e tire a poeira de seu velho console. Só tome cuidado para não jogar o joystick na televisão.

Revisão: Jaime Ninice
Capa: Sybellyus Paiva
Thiago Pires é apaixonado por música e games, ex-graduando em Regência Coral na UFRJ, hoje trabalha como Auxiliar de Escritório, Chefe de Suporte, Gerente de TI, Diretor de Música e Trocador de Lâmpadas, além de escrever para o PlayStation Blast.

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