Blast from the Past

Entre vírus e armaduras, relembre Mega Man X5, o clássico do PlayStation

Em 2001, a Capcom  lançou  Mega Man X5 , jogo que foi uma grande decepção para muitos veteranos. Antes que você pule para o campo dos com... (por Thiago Pires em 12/07/2013, via PlayStation Blast)


Em 2001, a Capcom lançou Mega Man X5, jogo que foi uma grande decepção para muitos veteranos. Antes que você pule para o campo dos comentários e nos bombardeie com argumentos do tipo "vocês estragaram minha infância" ou "melhor jogo da franquia", é preciso deixar claro que nós, também, consideramos o game uma ótima investida no robozinho azul do ano de 21XX para o primeiro PlayStation, e que também o consideramos um verdadeiro clássico.

Sendo assim, vamos explicar o porquê da primeira parte deste artigo: para começar, uma adição fenomenal de Mega Man X4 foram as cutscenes em anime (que, aliás, já haviam aparecido nas versões do PlayStation e do Sega Saturn de Mega Man X3), que deixavam a história muito mais dinâmica e interessante. Mega Man X5 não tem nada disso. Em segundo lugar, por mais que os games da franquia no Super Nintendo fossem atualizando os gráficos e sons a cada versão, X5 conta com exatamente os mesmos gráficos e efeitos sonoros de X4, sem qualquer tipo de alteração - nem nos heróis, nem nos inimigos. Inclusive, desde o começo do jogo é possível optar por equipar a Quarta Armadura em X, conquistada a duras penas no game anterior.

Para finalizar, as únicas falas dubladas que você vai ouvir são alguns poucos gritos de X, Zero e Sigma, retiradas do game anterior. Além disso, o game conta com a chata e dispensável adição de Alia, a nova ajudante dos robôs, dando dicas a quase todo o momento - tornando-se uma espécie de Navi e seus "Hey, listen". Se você nunca colocou as mãos neste game, não estranhe se, no meio da ação desenfreada, você receber uma mensagem dela dizendo que o caminhão onde você se encontra está explodindo, apesar das notáveis explosões.

Apesar disso, como lembraremos neste Blast from the Past, o jogo é excelente, contando com uma história muito melhor contada e muito mais empolgante do que as versões anteriores. De antemão, saiba que, se você nunca jogou este maravilhoso clássico, não se espante com os comentários negativos que fizemos até agora, pois o game é sensacional.

Tudo bem até que Sigma apareça

Pode chamar de "Cabeção".
Mega Man X5, ao contrário dos demais games, já conta com um início bombástico, mostrando um cenário onde os Caçadores de Mavericks obtiveram a leitura de um Maverick que só pode ser Sigma. Eles partem para o confronto e descobrem que o vilão tomou uma estátua em reparos como sua nova arma de combate. Claro, a Terra estava em paz desde a guerra contra a Repliforce e as colônias espaciais estavam quase completamente reformadas quando isso ocorre, mas ainda é um início com muito mais ação do que qualquer outro game até então.

Depois de derrotarem Sigma em sua forma de "cabeça gigante", os Caçadores recebem a notícia de que alguém teria ocupado a colônia espacial Eurasia - também a mais danificada de todas, e que ainda aguardava por uma reforma geral - e a colocado em rota de colisão com a Terra. Este alguém, mais tarde, acaba se revelando Dynamo, um estranho antagonista que, segundo ele próprio, só queria atrapalhar e perturbar os Caçadores de Mavericks.

Signas, o novo comandante dos Caçadores de Mavericks, ordena X e Zero a conseguirem peças para o canhão Enigma, um velho canhão dos Caçadores, necessitando urgentemente de um upgrade, e indica quatro Reploids em posse de peças que poderiam ajudar nos reparos. Cada um, é verdade, arranja uma boa desculpa para engajar uma luta contra os heróis, e assim sucede até que eles consigam as quatro peças.

"Fogo!"

Neste momento, a história do game pode divergir, e o canhão pode ter sucesso total ou parcial. No caso de um sucesso parcial, Signas indica mais quatro Reploids que possuem peças que podem ajudar nos reparos de um ônibus espacial, que pode ser utilizado em rota de colisão contra a colônia. Mais uma vez, será necessário lutar contra cada um dos robôs para conseguir as peças.

Como Zero era o único piloto competente que restava na base dos Caçadores de Mavericks, ele se candidata a pilotar o veículo, ejetando-se momentos antes da colisão. Neste ponto, a história também pode seguir dois rumos diferentes: o ônibus espacial tendo sucesso total ou parcial. No caso de sucesso parcial, o que restou da colônia se choca contra a Terra e Zero enlouquece, tornando-se um Maverick, o que pode igualmente acontecer no caso do tempo até a colisão se esgotar.

De qualquer maneira, a colônia acaba caindo, seja inteira ou parcialmente destruída, e o vírus que ali estava acaba se fundindo com o Vírus Sigma que habitava a Terra, formando o novíssimo Vírus Zero. É claro que os Caçadores, ou apenas X, se Zero tiver se tornado um Maverick, vão investigar o caso e acabam se deparando com alguns vilões do passado: Shadow Devil, o clássico demônio gosmento que esteve presente em vários momentos e formas no decorrer da série Mega Man, e Rangda Bangda, a máquina em forma de face que já foi um dos chefes finais no primeiro Mega Man X.

Ela voltou, e em nova forma.

Por fim, X e Zero se confrontam, e Sigma aproveita a oportunidade para tentar lançar um golpe final em X, mas Zero o protege, fazendo o vilão recuar. É necessário então, como de praxe, derrotar novamente os oito chefes anteriores antes de lutar contra Sigma. O vilão, então, revela que seus planos eram os de acordar Zero de sua "falsa consciência", fazendo-o lutar contra X, como o desejo de um certo cientista que saberia o bastante para ser o pai de Zero.

E o "Cabeção" não desiste.
Mais uma vez derrotado pelos heróis, Sigma se autodestrói, causando danos enormes a Zero. Enquanto X se prepara para levar o amigo de volta à base para fazer reparos, Sigma, ainda não completamente destruído, prepara um golpe que acerta a ambos, mas é vencido pelo Z-Buster. Percebendo, no entanto, que todo aquele mal havia sido causado por si mesmo, e graças a um flashback que tem de dr. Wily trabalhando nele, Zero percebe que é melhor perecer a continuar com todo esse sofrimento, e diz adeus a X.

Quanto a X, este pode ter dois finais diferentes. Se Zero tiver se tornado um Maverick, um holograma de dr. Light aparece, sugerindo que ele mesmo estaria trabalhando em seu robô, e teria apagado completamente as memórias de Zero de seu sistema, criando, ainda, uma proteção contra qualquer tentativa de reinstalar os dados sobre o robô vermelho. Caso contrário, ele assume o Z-Saber e continua sua jornada pela paz, sabendo que, enquanto puder manter o espírito de Zero vivo, ele poderia combater qualquer inimigo.

Quatro mais quatro

Falamos tanto sobre a complexa história do título que acabou nos sobrando pouco espaço para falar daqueles que verdadeiramente levam a ação até as mãos do jogador: os chefes. Como de costume, oito estágios estão disponíveis, e estes podem ser jogados em qualquer ordem. No entanto, a cada vez que você iniciar uma fase, o contador de tempo que mostra quanto falta até a colisão de Eurasia diminuirá, trazendo uma urgência em terminar as fases na sequência determinada, já que cada robô possui uma peça capaz de ajudar na aventura.

Grizzly Slash, o robô urso, fica numa fase subterrânea logo depois de alguns caminhões de carga que devem ser abatidos pelos heróis. Ele possui uma bola de cristal, é fraco contra a Spike Ball e a Twin Dream, além de conceder tanto a C-Shot quanto a C-Sword, fraquezas de Duff McWhalen, o robô baleia. Este mora no oceano, de onde os Caçadores planejam obter hidrogênio, e concede tanto a Goo Shaver quanto a F-Splasher, fraquezas de Squid Adler.

Squid Adler, o robô lula, fica na odiada fase da moto, que retorna com tudo. Ele possui um carrinho de energia e concede a Tri-Thunder (semelhante à arma de mesmo nome de Mega Man Xtreme 2) e a E-Blade, fraquezas de Izzy Glow, um vagalume cientista robô. Este, por sua vez, mora num laboratório e possui um dispositivo de laser, completando as peças do Enigma. Ele concede tanto a F-Laser quanto a C-Flasher, fraquezas de Dark Dizzy.

O robô morcego, Dark Dizzy, mora em um estranho e misterioso planetário, e está em posse de um tanque de combustível. Ele concede a Dark Hold, tanto para X quanto para Zero, sendo esta a fraqueza do Skiver, o robô pégaso, é um antigo integrante da Repliforce, e mora em sua própria base aérea. Ele está em posse de uma asa orbital e concede tanto a Wing Spiral quanto a W-Shredder, fraquezas de Mattrex.

Morando num estágio repleto de lava, o robô dinossauro, Mattrex, também é um antigo integrante da Repliforce, e possui um motor de impulso. Ele concede tanto a Ground Fire quanto a Quake Blazer, fraquezas de Axle the Red. Tendo um nome aparentemente inspirado no vocalista de uma banda de rock, o robô baseado em uma rosa não possui realmente nenhuma pistola, mas sim um motor orbital, completando as peças do ônibus espacial. Ele se escondeu em uma base militar em plena floresta com medo de que sua própria mutação fosse um perigo maior do que os vírus já conhecidos, e concede tanto a Spike Ball quanto a Twin Dream.

Um game que, sem nenhuma dúvida, ainda merece ser jogado, Mega Man X5 conta, ainda, com duas armaduras completamente novas para X: a Gaea e a Falcon, uma concentrada em defesa e ofensiva e a outra na mobilidade. Além disso, Zero também é capaz de encontrar as cápsulas do dr. Light, mas pode apenas levar os programas para serem instalados em X, já que o simpático cientista não possui qualquer conhecimento quanto aos métodos utilizados por Wily em Zero. E você, leitor? Já teve a oportunidade de jogar este maravilhoso game? Conte sua experiência para nós e ajude a complementar este artigo.

Revisão: Catarine Aurora
Capa: Sybellyus Paiva
Thiago Pires é apaixonado por música e games, ex-graduando em Regência Coral na UFRJ, hoje trabalha como Auxiliar de Escritório, Chefe de Suporte, Gerente de TI, Diretor de Música e Trocador de Lâmpadas, além de escrever para o PlayStation Blast.

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