Hands-on

BGS 2018: Tetris Effect (PSVR) traz clima psicodélico ao clássico jogo de puzzle

Áudio e visuais em realidade virtual são de tirar o fôlego, mas demonstração não apresenta muitas inovações à franquia.


Poucas coisas são certas na vida. Uma delas é que, inquestionavelmente, toda plataforma de jogo que tenha uma uma base razoável de usuários vai receber um jogo Tetris. Foi assim com a maioria dos consoles principais e, provavelmente, será uma máxima que durará anos. Então, não chega a ser uma surpresa a chegada de Tetris Effect exclusivamente para PlayStation 4 e PlayStation VR. Não surpreende, mas levanta algumas questões. Na Brasil Game Show 2018, experimentamos uma demo do jogo para respondê-las.


Tetris Effect se diferencia de lançamentos anteriores devido à sua estética psicodélica. O título é dirigido por Tetsuya Mizuguchi, produtor de jogos como Rez e Lumines e conhecido por focar na importância dos sons e das músicas em suas criações. No trailer de anúncio do game, é possível ver esse padrão do desenvolvedor. Blocos caindo no ritmo de uma música ambiente, acompanhados por luzes, símbolos e animais bastante psicodélicos já dão o tom de como o jogo será. Sabendo que ele terá compatibilidade com o PSVR aumenta a curiosidade sobre como essa edição irá transformar a série clássica.



A primeira sensação ao colocar os óculos de realidade virtual é deslumbramento. Os ambientes são muito bonitos. Tem horas em que se está debaixo d’água, cercado por bichos marinhos iluminados. Em outras, vários círculos com desenhos tribais que reagem aos comandos do jogador, criando músicas. Há momentos em que vários homens feitos de fogo louvam a arena de Tetris no ritmo da canção. Se parecer esquisito, é porque realmente é. Porém, não deixa de ser uma festa para os olhos que, em VR, é amplificada com partículas coloridas voando em direção ao jogador.



Porém, esses efeitos gráficos podem passar batidos quando se está concentrado no jogo em si. Experimentamos um modo dividido em diversos níveis, cada um contendo desafios de eliminar uma quantidade específica de linhas. A cada 30 linhas eliminadas, o cenário se transformava. Após cinco mudanças de ambiente, o nível era completado. Em termos de gameplay, continua sendo o mesmo Tetris que todos conhecem, apesar de o comando de derrubar a peça para o fundo da grade ser um pouco mais lento.

A principal diferença na jogabilidade é uma barra chamada “Zone” que pode ser preenchida conforme as linhas são eliminadas. O jogador pode ativá-la assim que ela estiver 25% cheia para iniciar um especial. Nesse modo, o tempo se torna mais lento e pode-se eliminar múltiplas linhas de uma só vez, podendo chegar a mais de 16 linhas. Quanto mais linhas, maior é o bônus no final do especial. Isso dá ao jogo um fator "risco e recompensa" interessante, pois permite a elaboração de estratégias para ter uma pontuação maior.



No restante, a demo não apresentou mecânicas que alteravam a mecânica clássica de Tetris. A realidade virtual também não era usada ao seu máximo, já que, durante os 15 minutos do teste, ficamos olhando somente para um ponto fixo: onde estavam os blocos e a interface do jogo. Para fãs de puzzles, é um título promissor e com uma qualidade de produção acima da qual estamos acostumados nesse tipo de game. Mas adquirí-lo no PSVR aparenta ser excessivo. Experimentá-lo no PS4 regular já está bom o suficiente.

Tetris Effect chega ao PS4 e ao PSVR em 9 de novembro.
Daniel Morbi é jornalista, analista de mídias e entusiasta dos games desde que conheceu Pokémon Azul no Game Boy Color quando criança. De lá para cá, dedicou-se a plataformas Nintendo, apesar de se aventurar no Xbox e no PC ocasionalmente. É capaz de demorar anos para zerar um jogo e tem mais games do que consegue jogar. Você pode encontrá-lo no Facebook e, futuramente, em outras redes sociais, quando ele tiver coragem para alimentá-las.

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