Blast from the Past

A estreia de Kratos nos portáteis da Sony com God of War: Chains of Olympus (PSP)

No primeiro jogo da série God of War , o jogador já tem a oportunidade de ver como Kratos conseguiu evoluir de um “simples” guerreiro hum... (por Felipe Storino em 19/04/2013, via PlayStation Blast)


No primeiro jogo da série God of War, o jogador já tem a oportunidade de ver como Kratos conseguiu evoluir de um “simples” guerreiro humano para o deus grego da Guerra. O final não poderia ser mais épico, com o personagem adentrando os portões do Olimpo e sentando no trono que um dia foi de Ares (derrotado ao final do jogo). No segundo jogo tivemos a oportunidade de controlá-lo em seu auge como deus. Mas sempre ficou aquela curiosidade de saber como era a vida de Kratos quando ele ainda servia aos deuses apenas como guerreiro. Para tapar essa lacuna, em 2006 a Sony lançou, para o portátil PSP, God of War: Chains of Olympus, que se passa anos antes do primeiro jogo.

A ameaça do deus dos sonhos

Uma das coisas mais cativantes na franquia GoW (além da pancadaria e do sangue) é o fato de ela colocar o jogador para participar de eventos históricos ou mitológicos da Grécia antiga, como a abertura da Caixa de Pandora, por exemplo. Em Chains of Olympus não é diferente. O jogo começa com Kratos sendo enviado pelos deuses para a cidade de Attica, onde ele deve ajudar os soldados a impedirem a invasão do exército persa. Claro que isso seria fácil demais para ele e, logo após a derrota do rei persa, Kratos vê o sol cair do céu e a coisa toda se complica.

Chegando à cidade de Marathon, que está coberta por uma estranha névoa, ele descobre que o responsável por tudo é Morpheus, deus dos sonhos. Agora nosso herói precisa resgatar o deus do sol Helios para que tudo volte ao normal. Como acontece nos outros jogos da série, Chains of Olympus traz ainda vários outros personagens da mitologia, entre elas a deusa Athena, que sempre aparece nos jogos. Temos também a participação de Caronte, o barqueiro responsável pela travessia das almas no rio Styx. O interessante desse jogo é que o principal vilão da história, Morpheus, não dá as caras em nenhum momento, ficando apenas como uma presença a ser temida.

O bichinho de estimação dos persas
Porém, as melhores participações de personagens secundários talvez ocorram perto do final do jogo. É neste momento que aparece Calliope, a filha que Kratos matou em uma das armações de Ares. Os dois se encontram nos Campos Elíseos e é realmente comovente o momento em que o personagem precisa abrir mão de algo importante para ele e a filha para conseguir salvar o mundo. E é interessante também descobrir que foi Kratos quem acorrentou Atlas ao Pilar do Mundo, condenando o titã a sustentar todo o peso do mundo nos seus ombros por toda a eternidade.

Um grande jogo em uma pequena tela

Os gráficos dos personagens são bons e não deixam a desejar em comparação com o primeiro God of War. Em compensação, o mesmo não se pode dizer dos cenários. Muitos deles são apenas repetições uns dos outros, com pequenas variações. Às vezes nem variações eles possuem. Além disso, em cenários que é necessário escalar alguma parede é bem difícil enxergar qual é a parte “escalável” e qual é apenas uma parede comum. Claro que isso não quer dizer que Chains of Olympus não consegue surpreender positivamente neste quesito. Alguns cenários são muito bonitos e conseguem manter aquela aura de grandiosidade da série, mesmo em um jogo para portátil.

O quesito que realmente decepciona um pouco é justamente o principal: o combate. Apesar de possuir alguns inimigos bem fortes e difíceis, estes são poucos. No geral, os adversários são bem fáceis e as lutas ainda contam com um bug que facilita a vida do jogador. Se você agarrar um oponente, os outros ficam simplesmente olhando até que você finalmente termine com ele. E este agarrão pode ser até mesmo puxar um inimigo pela corrente quando ele estiver no ar. Várias vezes escapei de levar algum golpe simplesmente segurando o inimigo mais próximo, fazendo com que o ataque do outro passasse direto.

Agora a coisa ficou séria
Mas claro que nada disso torna o jogo menos divertido. God of War: Chains of Olympus ainda é um grande jogo e praticamente obrigatório para os fãs do Fantasma de Esparta. Pena que ele seja um pouco curto se comparado com os outros jogos da série. Quem se interessou pelo jogo, mas não possui um PSP pode jogar no PlayStation 3, já que ele foi lançado na coleção God of War: Origins, junto com Ghost of Sparta.

Revisão: Samuel Coelho
Capa: Diego Migueis

Felipe Storino é formado em jornalismo e joga videogame desde a época do Atari e Odissey. Além de redator no PlayStation Blast é editor no site de cultura Mob Ground. O lugar mais fácil de encontrá-lo é no Twitter.

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