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Análise: Darkstalkers Resurrection traz a franquia para a PSN em alta definição

Mais uma vez, o pessoal da Iron Galaxy Studios ficou encarregado de fazer um remake de uma franquia famosa de jogos de luta, demonstrand... (por Alberto Canen em 10/04/2013, via PlayStation Blast)



Mais uma vez, o pessoal da Iron Galaxy Studios ficou encarregado de fazer um remake de uma franquia famosa de jogos de luta, demonstrando que ganhou a confiança da Capcom com o trabalho realizado em Marvel vs. Capcom Origins. A ideia é a mesma da outra coletânea: pegar dois jogos de luta clássicos dos arcades, dar um trato no visual e acrescentar alguns bônus interessantes, como jogatina online e tutoriais. Em Darkstalkers Resurrection, os jogadores têm à sua disposição: Night Warriors: Darkstalkers Revenge (1995) e Darkstalkers 3 (1997). Ambos vão matar as saudades dos fãs e angariar novatos para lutar com diversos personagens de histórias de terror.

Fidelidade aos arcades

A franquia Darkstalkers teve início em 1994, com o lançamento de Darkstalkers: The Night Warriors ("Vampire", no Japão) para os arcades da época — o jogo foi portado para o PlayStation em 1996. A ideia do game, como o seu título sugere, é a de usar monstros lendários no lugar de lutadores comuns, como Frankestein, Pé-grande, lobisomem e, naturalmente, vampiros, que são os protagonistas da série. A jogabilidade era parecida com a encontrada em Street Fighter II, com algumas modificações, como bloqueio aéreo e andar agachado. Era praticamente um Street Fighter com monstros e mais colorido.



Devido ao sucesso da ousada aposta, a Capcom lançou Night Warriors: Darkstalkers' Revenge (Vampire Hunter, no Japão) para os arcades, portando-o, na época, exclusivamente, para o saudoso Sega Saturn. O jogo trouxe melhorias na jogabilidade, como os combos em cadeia, opção de bloqueio automático e dois tipos de movimentos especiais: ES Specials e EX Specials, que requerem uso de parte do medidor de energia e do medidor completo, respectivamente. O jogo chegou ao PlayStation 2 através da coletânea Vampire: Darkstalkers Collection, que merece muitos elogios por receber todos os jogos lançados para os arcades.



O terceiro título da franquia, Darkstalkers 3: Lord of Vampire (Vampire Savior, no Japão), foi lançado em 1997 para os arcades. Entretanto, as versões portadas para Sega Saturn e PlayStation, em 1998, são as baseadas nas edições especiais (Vampire Hunter 2/Vampire Savior 2), que contam com pequenas mudanças na jogabilidade e com os três personagens que haviam sido excluídos: Donovan Baine, Huitzil e Pyron. Vale notar que Resurrection é baseado nas versões arcade e, infelizmente, conta apenas com 15 personagens, e não 18 das versões especiais. O sistema de lutas recebeu grandes alterações: agora, as batalhas ocorrem em apenas um round com dois medidores de vida, que vão diminuindo conforme os danos vão sendo recebidos — Damage Gauge System (Sistema de Medidor de Dano). Outra novidade é o uso da habilidade "Dark Force", em que cada personagem utiliza poderes especiais únicos por um período limitado de tempo.



Após o lançamento do terceiro jogo da franquia, Darkstalkers recebeu apenas coletâneas e versões especiais, deixando os fãs ansiosos por uma continuação de verdade. Segundo Tomoaki Ayano (produtor do jogo), dependendo do sucesso de Resurrection, o desejado "Darkstalkers 4" finalmente poderá se tornar realidade. Vamos ficar na torcida. Se depender de Yoshinori Ono — responsável pela série Street Fighter e Diretor Corporativo da Capcom —, que já declarou o seu interesse que o jogo seja produzido, os fãs podem ir se preparando.

Ressurreição de Darkstalkers

Darkstalkers Resurrection não traz nenhuma novidade na jogabilidade ou nos jogos em si. Pelo contrário: ambos estão muito fiéis às suas versões originais dos arcades. A diferença está, de fato, no visual, que recebeu filtros gráficos que permitem uma imagem mais adequada aos televisores de alta definição, suavizando traços e serrilhados. Como é costume ao se colocar esse tipo de filtro em jogos antigos, há diversas outras opções de visualização à disposição dos jogadores. Isso significa que se você quiser jogar com uma imagem mais nítida e em tela cheia, é possível, mas se preferir uma tela mais quadrada (4:3) e com serrilhados, como se estivesse jogando a versão original, basta ajustar as configurações. Existe até uma opção chama "Over The Shoulder" (sobre o ombro), que emula uma visão de alguém jogando em uma máquina de arcade — muito nostálgico.



Uma das novidades que mais chamam a atenção, certamente, é a possibilidade de jogar online, em diversos modos, como sala para oito jogadores, opção de torneio e partidas ranqueadas. Isso tudo sem os famigerados "lags", graças ao uso da tecnologia GGPO (Good Game Peace Out), muito usada em jogos emulados no PC. Esse modo traz, inclusive, a possibilidade de publicar os replays do jogo diretamente no Youtube, o que impedirá que certos amigos possam "esquecer" derrotas esmagadoras — não há argumentos contra provas.

Jogadores de mesmo rank se enfrentam

Mas se você é um novato na franquia ou anda meio enferrujado, é aconselhável, antes de encarar os modos online,  passar pelos tutoriais, inclusos em Darkstalkers 3, para dominar os combos e peculiaridades de cada personagem. Outra bem-vinda adição foram os desafios (modo Challenge), encontrados apenas em Night Warriors, que servem para aumentar ainda mais a longevidade do título.
Apesar de interessante, com diversos filtros gráficos e modos online, é bem verdade que Darkstalkers Resurrection não é o jogo novo que os fãs tanto aguardam há algum tempo. Contudo, dependendo do sucesso dessa nova coletânea, as possibilidades de um novo jogo numerado são bem plausíveis. Vamos ficar na torcida, enquanto aproveitamos dois dos melhores jogos de luta 2D já lançados.

Prós

  • Vários modos onlines sem "lag";
  • Diversos filtros gráficos;
  • Tutoriais e desafios.

Contra

  • A versão de Darkstalkers 3 utilizada não trouxe todos os personagens.
Darkstalkers Resurrection - PSN/PS3 - Nota: 8.5
Revisão: Vitor Tibério
Capa: Daniel Silva
Alberto Canen é formado em Direito pela UFRN. Joga videogame desde os tempos do Atari e sempre acompanha as novidades na indústria de jogos. Está no Facebook e no Twitter.

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