Blast from the Past

O universo Marvel entra em conflito no clássico Marvel Ultimate Alliance

Jogos de super heróis costumam ser uma experiência de alto risco nos consoles: ora um jogo excepcional, ora outro terrível (esse último pr... (por João Pedro Meireles em 24/08/2013, via PlayStation Blast)

Jogos de super heróis costumam ser uma experiência de alto risco nos consoles: ora um jogo excepcional, ora outro terrível (esse último provavelmente baseado em um filme de mesmo nome). Mas mesmo assim nós, esperançosos jogadores, continuamos nos arriscando quando compramos esses títulos, visto que o desejo de controlar nossos heróis favoritos, ainda é mais forte que a decepção de adquirir um game ruim. Alguns jogos, entretanto, fogem da regra e acabam se tornando mais do que uma referência para o gênero, mas também uma referência para os consoles em que esse pode ser jogado. Marvel Ultimate Alliance foi um desses casos, e não é difícil entender porque o RPG da Raven Software alcançou esse patamar.

Um elenco e tanto

Ok, a história pode não ser das mais criativas, mas tem uma certa solidez e consegue explicar o porque da reunião de tantos heróis. Dr Doom (ou Dr. Destino) resolve atacar uma base da S.H.I.E.L.D em busca de um poder que poderia fazê-lo reconstruir o universo a seu bel prazer. Cabe aos maiores heróis do universo Marvel, obviamente, derrotar o perigoso vilão e trazer de volta a paz para a terra. Para completar sua jornada o jogador tem a disposição 23 personagens, como os famosos Wolwerine, Homem-Aranha e Capitão América e até mesmo alguns menos conhecidos pelo público geral como Ms. Marvel ou Pantera Negra (Alguns sentirão uma grande falta de um certo herói verde... e um pouco bravo...).

Mas para deleite dos jogadores que já estavam arrancando os cabelos pensando em qual herói usar, Marvel Ultimate Alliance é jogado com um time de quatro heróis simultâneos, permitindo ao usuário recriar combinações famosas da empresa como o Quarteto Fantástico ou deixar sua imaginação fluir para criar seu próprio super elenco. Esses, entretanto, não são as únicas aparições famosas no jogo. Além de diversos vilões, como Loki e Mandarim, alguns outros heróis icônicos da Marvel fazem uma breve aparição para orientar o jogador em seu caminho, como Jean Grey e Professor Xavier, ambos dos X-Men, por exemplo.

Ação de HQ, customização de RPG

A jogabilidade de Marvel Ultimate Alliance não tem nada de inovador se comparado com outros RPGs de ação, como Diablo por exemplo. Basicamente você terá que controlar os quatro heróis previamente escolhidos e descer a porrada em vários inimigos simultaneamente além de, é claro, abusar dos poderes especiais de cada personagem. Para alguns chefes, entretanto, era preciso ser um pouco mais engenhoso, e terminar pequenos puzzles que culminam em uma sequência de botões para serem apertados na ordem correta.

Apesar de a pancadaria ser o ponto forte do jogo, Ultimate Alliance possui um robusto sistema de melhoramentos, tanto nos personagens quanto nos times em si. Para os heróis, além da clássica melhora nos stats e habilidades, é possível alterar roupas que dão buffs (além de deixá-los muito mais estilosos) como a roupa simbiótica do Homem-Aranha, por exemplo. Lembra que foi dito anteriormente que era possível criar uma equipe? Em Marvel Ultimate Alliance a equipe também é uma entidade passível de melhoras nos seus atributos, como um aumento geral no XP recolhido ou de vida para todos seus integrantes.

Se sozinho já é bom...

Além de uma campanha de quase vinte horas, e certo fator replay devido aos conteúdos desbloqueáveis, Marvel Ultimate Alliance contava com um divertido modo cooperativo, divido em dois modos distintos. O primeiro, singelamente denominado Coop, é um modo cooperativo normal, em que você e seus amigos seguirão a história normal até o fim, enquanto que no segundo, o Arcade Mode, o mesmo progresso pela história divide espaço com uma competição por pontos que são dados por dar o ataque final em um personagem inimigo (como um bom e velho MOBA).

Um deleite para qualquer fã da Marvel

Claro que Marvel Ultimate Alliance não é perfeito. Alguns defeitos como puzzles muito fáceis ou um não tão bom equilíbrio entre os personagens, são perceptíveis. Mas mesmo com esses problemas (e com a falta do Hulk) esse jogo consegue ser uma das melhores experiências para o PS2 quando se trata de super heróis. E você? O que está esperando para tirar a poeira do seu velho amigo e relembrar como era perder algumas horas nesse clássico?

Revisão: Leonardo Nazareth
Capa: Stefano Genachi 
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do PlayStation Blast.

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