Blast from the Past

Empunhe sua guitarra e relembre os melhores momentos de Guitar Hero II (PS2)

O primeiro Guitar Hero , criado em uma parceria entre a RedOctane e a Harmonix Music Systems , foi um grande sucesso. Afinal, qual fã de ... (por Gabriel Gonçalves em 26/09/2013, via PlayStation Blast)

O primeiro Guitar Hero, criado em uma parceria entre a RedOctane e a Harmonix Music Systems, foi um grande sucesso. Afinal, qual fã de rock nunca se imaginou como guitarrista de uma banda? Poder "brincar" disso foi o grande trunfo do game, e apesar do início incerto, não demorou muito para ele virar uma verdadeira febre. Simples e cativante, não foi nenhuma surpresa quando, em abril de 2006, menos de um ano depois de seu lançamento, uma sequência foi anunciada.


Engana-se quem pensa que Guitar Hero II foi apenas o mesmo jogo com músicas diferentes. O segundo game moldou os padrões que os futuros jogos musicais teriam, com modos diferentes e vários extras. Maior e melhor, ele cumpriu o que prometeu e ainda trouxe muito mais. 

O mesmo jogo, mas diferente

A fórmula básica permaneceu intocada, até porque não havia razão de mudá-la. O jogador escolhe uma música dentre as várias disponíveis e "toca" as notas. A performance é avaliada por um medidor. Se estivesse errando muito, a música parava no meio e era necessário reiniciá-la. 

O modo carreira era uma das sacadas mais legais do primeiro jogo, e em sua sequência ela é basicamente a mesma. Conforme se fosse jogando, mais músicas eram desbloqueadas. No entanto, aqui a Harmonix incluiu dois pequenos extras. O primeiro eram os encores. Quando se passava pelas quatro músicas do setlist, uma bônus era desbloqueada (o famoso "mais um" do público). O segundo são as cinco faixas extras que o jogador desbloqueava apenas quando jogando na dificuldade média ou superior. Isso estimulava para que se treinasse para conseguir jogar em dificuldades mais elevadas.


As músicas do game foram cuidadosamente selecionadas. Todas são de rock, mas, como todos sabem, o estilo musical se divide em vários subgêneros, e os produtores cuidaram para que houvesse um pouco de cada. De verdadeiros clássicos como os de Guns N' Roses e The Rolling Stones a sucessos de bandas um pouco mais recentes como Avenged Sevenfold e My Chemical Romance, muitos afirmam que o setlist do jogo é o melhor de todos os games da série.

Também houve a adição do modo Practice. Como o nome sugere, ele permitia que o jogador treinasse suas habilidades de "guitarrista de mentirinha". Além disso, era possível treinar qualquer parte de qualquer música na velocidade que quisesse. Era ótimo quando não se estivesse conseguindo passar em alguma faixa. 

Se sozinho o jogo já era excelente, com amigos ele ficava ainda melhor, com o seu multiplayer. Aqui havia duas opções: podia-se competir com outro guitarrista em um duelo (o Face-Off, já presente no primeiro jogo) ou começar um modo cooperativo, no qual um dos jogadores tocava a guitarra e ou outro o contrabaixo ou segunda guitarra. Para obter sucesso, ambos jogadores deviam ir bem em suas partes.

O modo cooperativo foi um dos maiores charmes do game

O astro da família

Se o primeiro jogo já foi um sucesso, Guitar Hero II deu o empurrão que faltava para a série cair no gosto dos gamers e rockeiros de plantão. Não é surpresa que ele tenha sido muito aclamado por crítica e público, inclusive chegando a ganhar um prêmio da Game Critics Awards como "Melhor Jogo Casual" do ano de 2006.

O game envelheceu muito bem, e mesmo após todo esse tempo, ainda é lembrado como um dos melhores jogos de música já feitos. Uma versão para Xbox 360 chegou a ser lançada, mas nem de longe fez o mesmo sucesso que no PS2. Talvez isso se deva ao fato de que Guitar Hero 3: Legends of Rock já havia sido anunciado e todo o hype estava centrado nele.


E é claro, não podemos deixar de falar da miniatura de guitarra. Era possível jogar usando o controle DualShock, mas para quem queria se sentir um astro do rock, a miniatura de guitarra era um acessório indispensável. O "instrumento" oficial era uma réplica da ilustre Gibson SG, a mesma do primeiro Guitar Hero, mas agora na cor vermelha.

No fim, Guitar Hero II surpreendeu por ser tão bom, considerando o seu curto tempo de produção. Não importa se fosse gamer, rockeiro, ou longe de ser um desses dois, o jogo divertiu (e ainda diverte) muita gente por aí. E de sobra, ainda ajudou a moldar os padrões de seus sucessores.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Leonardo Correia
Gabriel Gonçalves é estudante do Ensino Médio e joga videogames desde que ganhou seu primeiro console aos 5 anos de idade. Quando não está jogando algum jogo de terror qualquer ou entrando em hype para um novo Zelda, normalmente está dando uma olhada no Facebook.

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