Blast from the Past

Hogwarts corre perigo. Relembre os melhores momentos de Harry Potter and the Chamber of Secrets (PS)

Após um primeiro jogo bem divertido, a Eletronic Arts não marcou bobeira e decidiu lançar uma continuação, acompanhando o sucesso da ver... (por Rayner Lacerda em 13/09/2013, via PlayStation Blast)


Após um primeiro jogo bem divertido, a Eletronic Arts não marcou bobeira e decidiu lançar uma continuação, acompanhando o sucesso da versão cinematográfica. Eu era um daqueles fãs que não via a hora de um novo título para a franquia, então fui ávido atrás do jogo após o seu lançamento. Assim como o primeiro, não tirei as mãos do controle enquanto não finalizei Harry Potter and the Chamber of Secrets, o que me custou umas boas horas de diversão e algumas broncas dos pais. Mas isso era irrelevante, eu estava em Hogwarts de novo.


Começo conturbado

O jogo começava com o jovem Harry, já conformado com sua nova vida repleta de magia e perigos, preso na casa dos “amigáveis e carinhosos” tios. O bruxo fica surpreso quando do nada um estranho ser aparece diante dele. Era Dobby, o carismático elfo doméstico. A visita vinha com um estranho aviso: Harry Potter não deve retornar a Hogwarts esse ano, pois, se fizesse isso, estaria em perigo mortal.

Após esse enigmático apelo, o pequenino desaparece, deixando Harry a sós com um turbilhão de pensamentos. Se você não tivesse lido o segundo volume ou assistido ao filme, com certeza ficaria muito curioso com esse plot. Foi o meu caso, então cada acontecimento era realmente uma surpresa.

A história no segundo jogo era um pouco mais sombria e tinha um clima muito mais pesado que a anterior. No primeiro jogo, você ficava maravilhado ao descobrir as peculiaridades do lugar. Eu mesmo estava muito mais interessado em descobrir tudo sobre aquele universo do que investigar os mistérios da pedra filosofal. Em contrapartida, na continuação, Hogwarts já era conhecida, o que deixava o jogador apreciar melhor o enredo.

Por isso eu realmente me envolvi em torno dos mistérios da tal Câmara Secreta. E por mais que o título não fosse nenhuma obra-prima em narrativa, as conversas e o desenvolvimento da história prenderam a minha atenção. Tanto que finalizei o jogo em pouco tempo. Era o tipo de história que qualquer garoto de 12 anos fissurado em magia ia se amarrar.

Em Hogwarts, novamente

Acho que uma das coisas que mais animou, antes mesmo de eu sequer começar a jogar, foi a possibilidade de explorar Hogwarts novamente. Encontrar fantasmas, passagens secretas e uma infinidade de feijõezinhos e outros colecionáveis. Perambular pelos corredores e arredores do castelo já era um prato cheio para qualquer fã da série.

E novamente isso me satisfez. A exploração era muito semelhante à do primeiro jogo, dando liberdade para que você pudesse investigar muitos lugares, mas obrigando-o a seguir os acontecimentos da história se quisesse aproveitar tudo o que o mapa pudesse oferecer. Dessa vez, porém, como algumas mudanças muito bem-vindas foram implementadas, você começava a aventura antes mesmo de ir para a escola. Quem não se lembra da divertida parte introdutória na Toca? Isso sem falar no castelo e seus arredores. Algumas áreas foram refeitas e outras eram completamente novas. para o jardim, que tinha desafios bem divertidos.

Uma boa jogada da produtora foi a questão da continuidade. Você não era mais um simples estudante do primeiro ano, mas um secundarista com alguns feitiços na manga, que podiam ser usados desde o início (apenas em determinadas situações, é claro). Dessa forma, as aulas continuavam divertidas e inovadoras.


Além do visual mais bonito, do maior número de diálogos e cenas não interativas, o jogo tinha três novidades que me surpreenderam. A primeira delas era a oportunidade de comprar itens com os feijõezinhos, ao invés de simplesmente ganhar cartões. Era uma boa motivação para que você pudesse coletar o máximo possível.


A segunda também foi ótima. Lembram do quadribol no primeiro jogo? Pois é, na continuação você podia jogar a qualquer momento, bastando para isso ir em direção ao campo. O jogo continuava o mesmo: você tinha que atravessar uma série de aros enquanto perseguia o pomo para só depois ter a chance de apanhá-lo. Mas continuava sendo igualmente divertido.

A terceira novidade foi ainda mais bem-vinda e, em minha humilde opinião, merece um tópico dedicado.

Preparar as varinhas!

Como eu disse, uma das coisas que deixava a jogabilidade do jogo muito divertida era o sistema de mini games. Quase todas as ações do jogo eram feitas por eles, dos feitiços praticados nas aulas às batalhas em si. A produtora decidiu manter a fórmula, mas com algumas alterações, deixando o jogo com aquele ar de novidade, mas sem perder a familiaridade.

Ao menos para mim, a novidade mais divertida era o Clube de Duelos. O principal objetivo era desafiar vários personagens espalhados por Hogwarts, com o intuito de se tornar o melhor duelista da escola. Fiquei animado com essa adição no momento em que pratiquei com os irmãos Weasley na Toca. Depois disso, vasculhei cada canto do mapa em busca de novos desafios até finalmente encontrar o campeão de cada Casa.

O mini game era muito divertido pois adicionava uma boa pitada de ação ao jogo. Você tinha que lançar feitiços para atingir o seu oponente até que a sua barra de energia chegasse ao fim. No cenário, havia um determinado objeto que, se atingido, liberava uma pequena bolinha azul. Ao pegá-la, você ganhava acesso a um feitiço diferente, que variava de uma magia super rápida, forte ou mesmo três feitiços lançados de uma vez. No fim, apesar de contar com um pouco de sorte, o que determinava o resultado era sua capacidade de esquivar e contra atacar o oponente.

Não era nenhum bicho de sete cabeças. Na verdade, os duelos eram bem fáceis, mas esse não é o ponto. E sim a possibilidade de finalmente “lutar” contra outro aluno usando os feitiços.

Pena que acabou

Se você é fã de Harry Potter e foi dono de um PlayStation em 2012, deve ter se divertido muito com o jogo, mesmo alguns falando que o primeiro era melhor. Particularmente discordo, pois as adições da sequência foram suficientes para superar o antecessor. Mas infelizmente foi o último título da série que jogaríamos no velho tijolão cinza. Os outros lançamentos foram lançados somente para o PS2 e, posteriormente, para o PS3.

Independente disso, Harry Potter and the Chamber of Secrets fez história no console da Sony. Nunca vou esquecer os momentos em que passei voando com a Nimbus 2000 ou soltando feitiços nos outros alunos. Com mini games muito divertidos e uma jogabilidade que lhe transportava para o universo da série, era compra obrigatória para qualquer fã do bruxinho.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Diego Migueis
Rayner Lacerda é historiador, formado pela UFV. Eterno estudante e professor do mundo, se interessa por praticamente tudo, mas são os games a sua grande paixão. Tal fascínio o levou ao Blast, onde escreve atualmente. Encontre-o no Facebook

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