Os altos e baixos da PlayStation Network, o serviço online da Sony que revolucionou o mercado

Inaugurada em novembro de 2006, junto com o lançamento do PlayStation 3 , a PSN , PlayStation Network — rede online de jogos da Sony — ... (por Alex Campos em 07/11/2013, via PlayStation Blast)

Inaugurada em novembro de 2006, junto com o lançamento do PlayStation 3, a PSN, PlayStation Network — rede online de jogos da Sony — pode ser considerada um dos maiores atrativos da empresa em seus consoles. Com diversas promoções, um vasto número de títulos e benefícios para seus assinantes, é seguro dizer que o serviço é um grande diferencial, entretanto, se lembrarmos lá atrás, nem sempre foi assim.

Um começo tímido

Para quem lembra do começo desta geração, é fácil dizer. Enquanto a Xbox Live da Microsoft já se mostrava um ecossistema bastante consolidado desde o primeiro Xbox, o modo online da Sony começou sem grande alarde e muitos duvidavam do sucesso da empreitada. Também pudera, além da pouca variedade de títulos e funcionalidades no sistema, as fracas vendas do PS3 no começo da geração faziam da PSN uma terra fantasma.

Nesta época, a grande promessa da Sony ficava com a PS Home. Inaugurada em 2008, a Home é um serviço de jogo social semelhante a Second Life, no qual os jogadores podem se encontrar virtualmente para conversar, marcar partidas ou passear pelo mundo com seus avatares. Em uma época em que jogos sociais estavam em alta, a aposta parecia um tiro certeiro, mas na prática não foi bem assim.

Lobby da PS Home
Talvez pelo público, talvez pelo duplo trabalho em entrar em uma rede social pra depois entrar no jogo, o fato é que mesmo com as grandes campanhas de marketing anunciadas pela Sony, a PS Home nunca emplacou de vez. Ainda que hoje conte com um número moderado de usuários, o serviço sempre esteve longe de ser um grande chamariz, e, ainda que nessa época a PSN já fosse uma loja unificada para PS3 e PSP, na guerra dos consoles cada vez mais se advertia a Live como o market place definitivo.

Um herói de capa e espada

Desde seu lançamento, ao contrário de seu concorrente, a PSN era um serviço online gratuito. Enquanto na Live você precisava pagar mensalidades para usufruir de seus serviços, a PSN atuava mais como uma funcionalidade extra do console. Neste sentido, foi uma grande surpresa para os jogadores saber que a companhia estava elaborando um modelo pago para a loja.

Na época, muitos acreditavam que o grande diferencial da PSN era exatamente ser gratuito, e qualquer tentativa de cobrar por um serviço inferior ao da concorrente espantaria mais ainda os clientes. Assim, como chamariz para estes jogadores, a Sony apostou em uma jogada que mudaria completamente o futuro do console.


Além de poder experimentar demos e full trials dos jogos advertidos no sistema, para atrair os jogadores a companhia resolveu presentear os assinantes do serviço com uma cópia de LittleBigPlanet. Alta jogada, com a anuidade do serviço custando U$ 50, ganhar um jogo para experimentar parecia um bom negócio, e isso atraiu muitos jogadores.

Como resultado em 2010, após o lançamento da PSN Plus as vendas de PS3 foram alavancadas no mercado, e somadas ao bom momento do lançamento do PS3 Slim, ajudaram o console a passar o Xbox 360 em vendas totais no ano.

Altos, baixos e mais altos ainda

Contudo, quando estava começando a firmar a confiança depositada dos jogadores, mais uma crise volta a assolar o sistema da Sony. Em abril de 2011 uma grave falha de segurança nos servidores da empresa fizeram com que dados de milhões de clientes fossem roubados, resultando em muita dor de cabeça para jogadores que tiveram que trocar números de cartões de crédito e afins. Novamente, a confiança da companhia parecia abalada, e muitos bradavam que essa era mais uma prova sobre a superioridade da Live.


Para reconquistar os jogadores, a companhia resolveu fazer uma aposta mais ousada, mas que se mostraria um grande sucesso. O programa de retorno da PSN, que havia ficado mais de mês fora do ar por conta dos problemas de segurança, oferecia aos assinantes da PSN o download de dois títulos gratuitos para PS3 e PSP; os usuários também receberiam 30 dias gratuitos de PlayStation Plus, para que pudessem experimentar o serviço.

Com o sucesso da medida perante os consumidores, a empresa resolveu ir além e apostar na funcionalidade que alteraria drasticamente a importância da Plus para os jogadores. Em junho de 2012, durante a E3, a empresa apresentou para os jogadores a Instant Game Collection. Neste programa, todos os membros da Plus receberiam 12 jogos instantaneamente como brinde por serem assinantes do sistema e poderiam todo mês baixar novos títulos gratuitamente, com uma única restrição: para jogá-los você precisaria ter uma conta Plus ativa.

Para os jogadores o modelo foi um grande sucesso. Pagar 100 reais por ano para ter à minha disposição títulos como LittleBigPlanet 2, Trine 2, inFamous, Sleeping Dogs e tantos outros? To dentro!


Desde então o que se viu foi uma grande mudança no cenário dos consoles. Enquanto o PlayStation 3 se recuperou completamente de seus péssimos primeiros anos, a ideia da Live como plataforma dominante também não é mais absoluta, de modo que a própria Microsoft resolveu apostar em uma estratégia semelhante para seus consoles.

Colhendo os louros

Atualmente, pode-se dizer que a PSN é um sistema consolidado, de grande valor agregado e com muitos atrativos para qualquer jogador. Contando com uma vasta biblioteca de títulos, cloud-saving, descontos, promoções, jogos gratuitos, filmes e uma infinidade de outros serviços que podem ser acessados nos consoles da marca PlayStation, é seguro dizer que a loja está aqui para ficar, o sucesso é tanto que a companhia abriu uma versão brasileira recentemente!

Para a próxima geração a Sony já anunciou a continuidade do programa, ainda que com pequenas modificações. De começo, algumas das funções originais da PSN se tornarão pagas. Enquanto a loja poderá ser acessada livremente, para jogar online o jogador deverá assinar ao menos um pacote básico do serviço, que, segundo a Sony, servira para pagar megaestrutura de seus servidores.


Por outro lado, está nos planos da companhia manter o programa de jogos para seus assinantes Plus, portanto, ainda que pagar para jogar online torne-se obrigatório, receber jogos parece uma boa compensação. Para saber mais sobre a PSN como novidades, descontos e promoções confira aqui mesmo no PlayStation Blast todas as terças à noite!

E você, já assinou a Plus? Gosta do serviço? O espaço abaixo é seu.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Daniel Machado
Alex Campos é graduando em Produção Sonora pela UFPR. Trabalha como músico freelancer e participa ativamente no cenário de jogos indie nacionais. Estuda por diversão sobre a indústria de games e está no Facebook.

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