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Análise: Acabe com a concorrência na expansão XCOM: Enemy Within (PS3)

Durante a semana passada, vimos aqui no Playstation Blast a análise de XCOM: Enemy Unknown (PS3) , lançado em novembro de 2012. Embora o ... (por Filipe Salles em 30/01/2014, via PlayStation Blast)

Durante a semana passada, vimos aqui no Playstation Blast a análise de XCOM: Enemy Unknown (PS3), lançado em novembro de 2012. Embora o jogo já esteja datado, ainda é uma das melhores opções do gênero estratégia para o console da Sony. Nele, você assume o comando da organização secreta XCOM, a primeira e única linha de defesa contra uma invasão alienígena em escala global. Aliando planejamento estratégico e administrativo à ação tática por turnos, XCOM: Enemy Unknown foi considerado um dos melhores jogos de 2012.

Um ano depois, exatamente em novembro do ano passado, foi lançada a expansão XCOM: Enemy Within (PS3), trazendo novos elementos (e novos pepinos!) à campanha do jogo. Desta vez, os alienígenas não serão sua única preocupação. Uma organização secreta rival à XCOM, nomeada EXALT, pretende utilizar a tecnologia extraterrestre em benefício próprio. Na verdade, neste caso, benefício próprio significa dominar o mundo. Para isto, o grupo age em segredo enquanto o restante do globo está demasiado ocupado em resistir à invasão alien.

Uma nova substância de importância vital

Em XCOM: Enemy Within, somos apresentados a uma nova substância alienígena: o Meld. Este novo recurso está diretamente ligado a outra novidade desta expansão, as alterações genéticas e cibernéticas, sendo usadas como fonte de energia para realizar estas modificações em seus soldados.
As modificações genéticas são conduzidas pelo time laboratorial da XCOM e são alterações internas dos soldados, conferindo-os novas habilidades ou resistências dentro e fora de combate, entre elas regeneração mais rápida entre missões e capacidade de enxergar inimigos ocultos, entre muitos outros. Cada uma tem um custo, que aumenta em relação às modificações já feitas anteriormente.

Por outro lado, as modificações cibernéticas são bem mais radicais, e envolvem a mutilação completa do corpo. Isso significa que seu guerreiro deixará de ter um corpo de carne e osso, mantendo apenas sua cabeça e pescoço, sendo o restante substituído por um modelo cibernético permanentemente. Por conta de sua alteração, até mesmo sua classe é abandonada e trocada pelo MEC Trooper, porém com um bônus associado ao tipo anterior (pessoalmente, recomendo usar Heavy ou Support).

A exaltada nova ameaça

O que menos precisamos quando estamos de frente para uma crise de proporções catastróficas? Quem respondeu “mais alguém para atrapalhar” merece um doce, porque a resposta está correta! Este é o caso dos EXALT, a facção humana inimiga da XCOM que, diferentemente da organização que comandamos, procura extrair o máximo possível dos alienígenas para conseguir a tão sonhada dominação mundial.
Enquanto a XCOM utiliza principalmente aparato e hierarquia militarizadas, a EXALT adota um visual pelo qual aparenta ser uma mistura de mafiosos com caubóis. Cada operativo da facção se veste de maneira formal, com calça social, camisas e uma simpática gravata. Para ser considerado uma máfia, só faltou o famigerado chapéu. Ao invés disso, todos os soldados escondem seus rostos com panos, da mesma maneira que os bandidos dos filmes de faroeste.

Seus armamentos também possuem estética diferente, com predominância da cor preta em seus rifles, metralhadoras e lança-mísseis. Na verdade, as peças utilizadas em campo pelos agentes da EXALT possuem visual mais realista se comparadas às da XCOM.

A EXALT pode estar infiltrada em qualquer país do conselho e pode prejudicá-lo de três maneiras distintas: roubando suas economias, aumentando o nível de pânico no local infiltrado ou até mesmo prejudicando o progresso de sua pesquisa tecnológica. Cada vez que a organização lança um destes ataques, uma de suas células ficam expostas, e cabe a você enviar um soldado para se infiltrar e adquirir novas informações sobre a facção. Cada missão rende uma informação nova sobre a localização do quartel general, de maneira parecida com a que vimos no clássico Where in the World is Carmen Sandiego? (PC).
Os combates contra os EXALT são um pouco diferentes do que enfrentar nossos amigos ETs. Um dos pontos é que você, desta vez, não está descobrindo o que cada um faz, visto que as regras para as classes são as mesmas utilizadas pelo jogador. Isto muda drasticamente a maneira de combater e, acredite em mim, você não irá querer agrupar seus soldados com um Heavy na espreita.

Por outro lado, as missões também são diferentes, separadas em dois tipos: a de extração, na qual deverá resgatar o espião enviado e auxiliá-lo enquanto invade os sistemas EXALT para resgatar informações. A outra é a defesa de equipamento, na qual sua tarefa será defender uma área para evitar que os operativos rivais invadam o equipamento utilizado para adquirir informações sobre eles.

Novos inimigos, mapas e missões

Poucas adições foram feitas ao fronte extraterrestre, e apenas dois novos tipos de inimigos foram adicionados: os Seekers e os Mechtoids, cada um com habilidades distintas. Novos mapas também foram adicionados e uma nova missão foi integrada à campanha principal. A base subterrânea da XCOM será atacada por invasores e sua tarefa será, obviamente, repelir os invasores. Falhar nessa missão resultará no término da campanha, popularmente conhecido como Game Over.

Só um beijinho, vai?
Além disto, uma nova sequência de missões secundárias foi introduzida à expansão, que une em um mesmo enredo os alienígenas, os EXALTs e a XCOM lutando ferozmente para tomar posse de quatro artefatos de extrema importância para qualquer uma das campanhas. Caberá a você descobrir e assegurar estes itens valiosos para a XCOM.

Usando corretamente o nome expansão, XCOM: Enemy Within traz  uma quantidade considerável de novos elementos à campanha principal, sendo muito mais que um mero DLC. A expansão traz uma boa quantidade de novos problemas para o jogador administrar, mas não chega a ser injusto, incluindo todo um leque de possibilidades táticas ao incluir as modificações genéticas e os poderosos MEC Troopers. XCOM: Enemy Within reafirma a franquia XCOM como uma das melhores do gênero.

Prós

  • Novas classes e evoluções trazendo novas possibilidades estratégicas;
  • A missão para defesa de base é uma das mais emocionantes do jogo;
  • As mudanças táticas e estratégicas necessárias para enfrentar os EXALT;
  • O aumento geral na profundidade da campanha principal.

Contras

  • Não poder jogar com os EXALT, mas acho que estou sendo reclamão.
XCOM: Enemy Within - PS3 - Nota: 10

Revisão: Rafael Neves
Capa: Felipe Araújo
Filipe Salles é formado em Administração de Empresas pela UNIGRANRIO, joga videogame desde os quatro anos. Nerd assumido, adora falar sobre cultura geek e videogames, o que o levaram à redação do PlayStation Blast e da PlayerTwo. Está no Facebook e Twitter.

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