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Análise: Acabe com a raça dos malditos alienígenas em XCOM: Enemy Unknown (PS3)

Uma reinvenção de um dos mais aclamados clássicos dos anos 90, XCOM: Enemy Unknown foi desenvolvido pela Firaxis Games , do lendário Sid ... (por Filipe Salles em 25/01/2014, via PlayStation Blast)

Uma reinvenção de um dos mais aclamados clássicos dos anos 90, XCOM: Enemy Unknown foi desenvolvido pela Firaxis Games, do lendário Sid Meier. Lançado em novembro de 2012 para Playstation 3, Xbox 360 e PC, o título fez com que a franquia ressurgisse das cinzas e conquistasse diversos prêmios entre o público e a mídia.

XCOM: Enemy Unknown é um jogo de estratégia tático por turnos com elementos de games de gerenciamento. Isso se dá pelo fato do combate não ser a única parte importante a ser considerada. Na verdade, você verá mais adiante que talvez ela seja a de menos importância. Vale lembrar que, em novembro do ano passado, a expansão Enemy Within foi lançada, mas isso é assunto para outra matéria.

Uma tentativa desesperada de salvar o mundo

Em um futuro próximo, a instituição XCOM (sigla para Extraterrestrial Combat Unit) foi criada secretamente por um conselho de nações para lidar com um problema inédito na humanidade: uma invasão alienígena. Você foi escolhido como comandante desta operação e representa a primeira e única linha de defesa do planeta contra a nova ameaça.

A operação seria mais fácil se comandar seus esquadrões em batalha fosse sua única tarefa, mas isso não será suficiente para o conselho. Para encerrar esta guerra, será necessário pesquisar e aprender com esses seres, para enfim usar suas próprias armas contra si. Mas, ao adquirir tal conhecimento, será que a raça humana continuará a mesma? E se nos tornarmos iguais aos nossos invasores?

Inconsequência recompensada com…consequência!

O jogo se divide em duas mecânicas distintas: primeiro, a administrativa, que envolve pesquisar novas tecnologias, construir a infraestrutura da base, gerenciar seus soldados e acompanhar o grau de pânico espalhado pelo mundo, entre outros. Esta é, de longe, a parte mais importante, pois a má administração pode acabar com seu jogo antes mesmo que ele chegue à metade.

Logo depois vem o combate. Usando o esquema dos jogos táticos por turno, você comandará seu pequeno (de quatro a seis) grupo de soldados em variadas missões, desde impedir abduções até combater ataques terroristas. A prudência também é recomendada aqui, pois caso seu soldado seja abatido, você o perde de vez.
É amigo, parar do lado de uma estação de gasolina nunca é boa ideia...
Talvez o aspecto mais notável de XCOM seja sua capacidade de punir decisões duvidosas, como pôde ser percebido nos parágrafos anteriores. Não adianta choramingar. Em batalha, errar um movimento com seu personagem mais habilidoso, não tenha dúvidas que é bem provável que você tenha de se despedir dele. Sinta-se à vontade para chorar quando isso acontecer.
Dica do coração: Ignore as prioridades. Tome o tempo que for necessário.

Atravesse paredes em XCOM

Gráficos não são o forte de XCOM: Enemy Unknown. Não que eles sejam de todo pobres, mas são competentes o suficiente para passar a atmosfera do jogo. Seu principal problema não está na qualidade em si, mas nos pequenos bugs que ocorrem durante uma missão.

Estes erros ocorrem principalmente quando a câmera se posiciona para mostrar um personagem atirando, no qual algumas vezes o cenário ao redor é ignorado e de repente o rifle de seu personagem se mescla a uma parede. De qualquer maneira, isso não tem nenhum efeito prático, atrapalhando apenas a estética.

Não podemos parar a evolução!

Por outro lado, nos modelos de personagens e armas é onde o jogo brilha. Os combatentes aliens vêm em diversas formas e aspectos, desde os “simpáticos” ETs cabeçudos inspirados nos filmes de ficção científica dos anos 50 até o brutamontes verde equipado com um perigoso rifle de plasma.

Já os equipamentos construídos ao decorrer do game denotam com perfeição a evolução tecnológica que ocorre do início ao fim. Quando, no início, o armamento é bem contemporâneo, ao final seus soldados estarão com aspecto futurista, como se a tecnologia tivesse evoluído 20 anos em dois.
A parte sonora também não deixa a desejar. Com músicas que remetem aos filmes de ficção científica, o jogo se torna bastante imersivo, até mesmo durante a parte gerencial do game. Melhores ainda são os efeitos sonoros, que também captam o clima dos filmes do gênero, especialmente quando estamos tratando de armas com execuções similares, porém bastante diferentes entre si.

XCOM: Enemy Unknown (PS3) merece todos os prêmios que conquistou. Com dificuldade elevada, ele obriga os jogadores a pesarem suas opções com bastante cautela. Não pense que irá conseguir finalizar o jogo em sua primeira tentativa (eu consegui na terceira), o que torna a conquista ainda mais prazerosa. Para os amantes da dificuldade extrema, ainda existe o modo Ironman, que o obriga a permanecer com apenas um arquivo de salvamento. E, obviamente, com o salvamento automático ligado.

Prós

  • Jogabilidade bem executada;
  • Dificuldade elevada que pune más decisões sem piedade;
  • Modelos dos personagens e armas;
  • Completamente viciante

Contras

  • A câmera atrapalha algumas vezes;
  • Bugs gráficos que não chegam a atrapalhar o jogo;
  • Abordagem filosófica feita de forma superficial.
Agora eu quero saber sua opinião: o que achou de XCOM: Enemy Unknown? Conseguiu terminar o game pela primeira vez em quantas tentativas? Já experimentou o modo Ironman? Passou a odiar alienígenas depois de XCOM? Compartilhe conosco sua opinião!
XCOM: Enemy Unknown - PS3 - Nota: 9,0
Revisão: Vitor Tibério
Capa: Leonardo Correia
Filipe Salles é formado em Administração de Empresas pela UNIGRANRIO, joga videogame desde os quatro anos. Nerd assumido, adora falar sobre cultura geek e videogames, o que o levaram à redação do PlayStation Blast e da PlayerTwo. Está no Facebook e Twitter.

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