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Análise: Resogun (PS4) não é um joguinho de navezinha, é um jogão

Revistinha, filminho, desenhinho, joguinho. Parece que quando se é criança, tudo que a gente gosta se fala no diminutivo. Tem sempre um ... (por Rodrigo Bitencourt em 06/02/2014, via PlayStation Blast)

Revistinha, filminho, desenhinho, joguinho. Parece que quando se é criança, tudo que a gente gosta se fala no diminutivo. Tem sempre um -inho ou -inha no final da palavra. Só que você cresce e parece que a revista em quadrinho não, nem o joguinho de videogame. Quem não gosta muito ou não tem uma aproximação maior com a cultura dos games, sempre solta um “joguinho”. Igual àquela sua tia que você só vê no Natal e nunca deixa de comentar: desse tamanho e ainda jogando joguinho? Pois é, Resogun sofre de um mal parecido, é um joguinho de navezinha. Só que não. É um jogão, com -ão mesmo, de nova geração.


O guia do jogador das galáxias

Resogun é o mais novo projeto da produtora Housemarque, criadora da série Super Stardust, e é um dos estreantes da nova geração no PlayStation 4. O game é uma aventura espacial, que até pode lembrar aos mais veteranos do grande sucesso dos jogos de naves nos saudosos tempos de fliperama. Mas as comparações podem parar por aí mesmo. Com gráficos de última geração, Resogun já mostra todo o potencial que o novo console da Sony possui de encantar os jogadores só pelo olhar.
Em tempos de grandes enredos cinematográficos e roteiros complexos no universo dos games, Resogun se atém a um objetivo simples: diversão. Sem se basear em uma história com grandes antagonistas ou ameaças, aqui a proposta é ser direto e divertido. Composto por cinco fases no total, cada uma possui 10 humanos que devem ser salvos, conforme você vai eliminando os seus inimigos. Além do ato em si de humanidade, resgatar os humanoides também vai garantir pontos, vidas extras, atualização de armas e outras vantagens. Ou seja, salvando o próximo, você se salva também.

Jogada nas estrelas 

Com esse conceito simples, Resogun conquista o jogador através dos desafios viciantes e momentos eletrizantes de ação. À primeira vista vai ser difícil definir o que está acontecendo na tela, onde está você, onde estão seus inimigos e, principalmente, onde estão os humanos que você deve salvar.

O jogo também possui uma peculiaridade, você pode mover a sua nave em todas as direções, mas ela só vai se movimentar lateralmente a partir de um círculo que é formado pelas fases, é quase como se você estivesse preso a esse anel circular, com inimigos vindo de todos os lados. Um ponto muito importante a se ressaltar é a curva de aprendizagem do game, ela pode parecer desafiante demais para alguns, talvez, até mesmo frustrante, mas assim que o jogador conseguir entender e se familiarizar com a dinâmica do jogo, vai ser difícil largar o controle.
Cada uma das cinco fases é composta por três etapas, que vão sendo conquistadas conforme a sua pontuação aumentar. Ao final, chega aquele momento clássico: o chefe. Tenho que tirar o chapéu, ou o capacete, no caso, para a Housemarque pela criatividade na dinâmica dos combates contra os chefes das fases. Cada um deles conta com uma particularidade específica, pontos fracos e padrões de ataque. Padrões esses que, aliás, sofrem mudanças de acordo com a dificuldade escolhida.

Como se já não fosse complicado o bastante, Resogun oferece diversos tipos de dificuldade: novato, experiente, veterano e mestre. A última é só para os fortes e fica disponível para os guerreiros (ou masoquistas) que conseguiram fechar o modo veterano. Geralmente, a primeira vez que jogo um game gosto de escolher o modo normal, mas vou ter que confessar que a última fase me fez apelar para o modo novato. Contudo, tudo vai depender das habilidades e experiência adquiridas por você durante o jogo para decidir qual é a dificuldade que oferece maior diversão.

Divertidos no espaço 

A diversão em Resogun não para por aí, além disso tudo, você ainda pode escolher entre três tipos diferentes de naves: Ferox, Nemesis e Phobos. Cada uma delas possui seus pontos fortes e fracos que apresentam vantagens e desvantagens para determinadas dificuldades ou fases. Mais uma vez, vai do gosto do jogador decidir qual é a nave que se adapta melhor ao seu estilo de jogo.
Nem só de lasers se sobrevive em Resogun. Você vai ter disponível algumas habilidades especiais que vão fazer diferença na hora do sufoco e podem salvar a sua vida em momentos de tensão. Uma delas e que é ótima para fugir de inimigos e ainda eliminar alguns no caminho é o boost, uma espécie de turbo que faz a sua nave voar mais rápido e se tornar invulnerável por um breve espaço de tempo. Também existem as bombas que podem ser coletadas conforme você salva humanos e ganha pontos, elas são muito eficientes pois, com apenas uma, você elimina uma wave completa de inimigos. E por último, mas não menos importante, o Overdrive, habilidade que também depende da sua coleta de pontos, quando pronto ele libera uma raio super poderoso nos adversários, além de deixar tudo em slow-motion, facilitando e muito a sua vida.

Além: a oitava geração 

Resogun é o jogo que você esperava para se encantar com a nova geração, mas ainda não sabia. Com gráficos quase epiléticos de tão coloridos, frenéticos e exuberantes, trilha sonora empolgante, fácil jogabilidade e um nível de diversão altamente apurado, o game vai ser uma bela surpresa para os jogadores de PlayStation 4.

Prós


  • Gráficos de última geração; 
  • Trilha sonora empolgante;
  • Altamente viciante; 
  • Gratuito através da assinatura da PS Plus;
  • Modo co-op online.

Contras 


  • Curva de aprendizagem desafiadora; 
  • Depois que você pega o jeito, as fases se tornam muito curtas.

Resogun - PlayStation 4 - Nota: 9.0
Revisão: Catarine Aurora
Capa: Doug Fernandes
Rodrigo Bitencourt atualmente joga videogame para escrever e escreve para jogar videogame. Entre um checkpoint ou outro você pode encontrá-lo no Facebook, Twitter e MyPST.

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