Blast from the Past

Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 3: O melhor jogo de luta da série para o PS2

Relembre o clássico jogo da franquia Dragon Ball que marcou para sempre o PS2

Quem nunca ouviu falar em Dragon Ball Z? O anime criado por Akira Toriyama é um dos nomes mais lembrados por qualquer ocidental quando as palavras anime ou mangá são proferidas. E não é para menos, Dragon Ball Z cativou milhões de jogadores ao redor do globo contando a história da lendária raça dos sayajins e como Son Goku conseguiu salvar o universo dos mais terríveis vilões. É claro que a indústria, aproveitando o sucesso do anime, lançou diversos jogos, em especial de luta, com DBZ como temática. Um deles, entretanto, marcou a sexta geração e permanece como um dos melhores jogos da franquia até os dias de hoje: Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 3.

Kamehameha!

Ao contrário de jogos de luta convencionais,  quando se trata de recriar um anime na tela de sua TV, a história não é uma grande preocupação dos desenvolvedores, e nem dos jogadores, visto que ela certamente seguirá o que já foi feito, salvo um ou outros spin-offs. Qual então é a chave para um jogo desse tipo fazer sucesso? A resposta é muito simples e está na jogabilidade (embora alguns desenvolvedores prefiram não enxergar) pois, além da necessidade de ela ser bem feita como em qualquer outro game, é necessário que a mesma também transmita recrie com certa fidelidade o que é visto no anime.
Ka...me...ha...me...HA!

Isso parece fácil de ser feito, não? Infelizmente não é, e são poucos os jogos que conseguem recriar aquela batalha épica que você viu tantas vezes na televisão. Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 3 é especial justamente por aliar esses dois elementos tão fundamentais à sua jogabilidade que além de ser imensamente divertida, consegue fazer você sentir-se dentro de DBZ constantemente.

Ambientado em arenas de combate tridimensionais, tendência que seguiu por todos os jogos da série que apareceram nessa geração. DBZ Budokai Tenkaichi 3 apresentava um combate dinâmico e que, embora fosse difícil de se dominar por completo, era de fácil aprendizado para iniciantes. Com todos os combos sendo executados em apenas um botão, algo semelhante com o que é feito atualmente nos jogos da franquia Naruto Ultimate Ninja. Era, portanto, muito simples executar uma sequência de ataques básicos, com a dificuldade ficando “escondida” em como encaixar essas sequências de golpes para destruir seu inimigo. Mas não pense que é apenas esse tipo de investida e suas variações que você tem a sua disposição, pois o game também conta com todos os especiais vistos na série, desde um simples Masenko até a poderosa Genki Dama.
Leitores do Blast levantem suas mãos para o céu!

Quanta gente!

Outro destaque do game era a sua grande diversidade, tanto em personagens quanto em fases. Com mais de 30 cenários disponíveis o game recriava todos os lugares que foram importantes, ou não, para o anime, sendo cada um um show a parte para os fãs de DBZ. Mas se os cenários já eram o suficiente para alegrar qualquer jogador, o que dizer dos personagens. Budokai Tenkaichi possuía mais de 150 lutadores de toda a franquia Dragon Ball, desde Goku ainda criança até sua versão infantil presente na saga GT, e contando com vários personagens de filmes como Janemba e Broly, o lendário super sayajin.

Acerca desse elenco, vale ressaltar dois pontos positivos, e por consequência alfinetar dois jogos de DBZ da atual geração. O primeiro, e talvez mais importante, é que embora os controles fossem os mesmos independente da sua escolha, cada personagem possuía uma forma única de se jogar. Seja pela diferença visual dos combos, seja pela velocidade e alcance de cada especial, cada herói ou vilão era uma experiência única, o que ajudava o jogo a ser menos repetitivo. (Já DBZ: Ultimate Tenkaichi…)

O segundo, e que eu particularmente era aficionado quando menor, era a possibilidade de muitos desses mais de 150 personagens ainda se transformarem em suas diversas formas mostradas ao longo do anime (Battle of Z, essa é para você). Mas não só era possível transformar-se individualmente, como as formas de super sayajin ou as diferentes fases de Cell, como o jogador também podia, no caso de lutas em equipes, fazer as famosas fusões, elemento chave no fim da saga Z, para criar lutadores como Vegito ou Gogeta.

Lutas para todos os gostos

Mas se engana quem pensa que apenas o modo história ou modo batalha estavam presentes no jogo. Além do modo survival, outra figura clássica de títulos de luta, o game também possuia um modo chamado de mission 100, em que o jogador deveria completar uma série de desafios com missões específicas como derrotar três oponentes sem efetuar ataque especial algum, o que trazia desafios até mesmo para os jogadores mais experientes. O Modo Dragon Sim era uma espécie de RPG (bem raso diga-se de passagem) em que você escolhia seu personagem favorito do anime e deveria treiná-lo para enfrentar uma série de 10 desafios. Cabia ao jogador escolher a melhor forma de aproveitar os dias entre cada luta, equilibrando os treinamentos, que aumentavam seu poder de luta mas diminuíam sua vida, e o descanso.



O melhor jogo de DBZ

Nunca é bom dizer que algo é o melhor, visto que o conceito de qualidade muitas vezes acaba sendo subjetivo e cada pessoa possui diferentes métricas para tomar essa decisão. Para muitos (inclusive para esse que vos fala), entretanto, Dragon Ball Z Budokai Tenkaichi 3 é o melhor jogo da amada franquia que já despontou não só no PS2, mas também em qualquer outro console. Aliando sua jogabilidade divertida e simples com sua extensa gama de personagens, o título que já tem quase sete anos de idade permanece até hoje como referência não só em DBZ como em qualquer jogo de luta. Agora resta saber se a nova geração nos presenteará com um jogo capaz de destronar Budokai Tenkaichi 3.

Revisão: Leonardo Nazareth
Capa: Diego Migueis
João Pedro Meireles é graduando em Engenharia de Computação na UFRGS. Viciado em jogos, em especial Mobas e RTS, passou boa parte da vida jogando-os e pesquisando sobre aqueles que não teve tempo de jogar, o que o levou a virar redator do PlayStation Blast.

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