Hands-on

Drawn to Death (PS4) é ação e explosões, traço por traço

Entre em um mundo desenhado à caneta nas folhas do caderno e lute até a morte!


Você se lembra da sua época de escola em que desenhava no seu caderno para passar o tempo quando a aula estava chata? Muitos artista nasceram fazendo ilustrações com canetas BIC em folhas de caderno e dando vida a criações próprias e estilizadas. Agora imagine se a sua imaginação pudesse ir mais longe. E se os seus desenhos pudessem se movimentar e participar de batalhas incríveis em que as folhas e linhas de seu caderno fossem o campo de batalha? Não precisa mais sonhar. Drawn to Death realizou o desejo de muitos desenhistas amadores.

Do papel para a tela do console

Dos games disponíveis para teste na área VIP da Sony, Drawn to Death era um dos que menos chamavam a atenção. Apesar disso, achei interessante o visual cartunesco que o título possuía e resolvi testá-lo. Colocando o jogador em meio a um campo de combate que na verdade são as páginas do caderno de um adolescente, você é atirado em uma luta insana contra outros inimigos. O game será multiplayer, podendo contar com até quatro jogadores batalhando entre si on line porém, durante o teste, era possível apenas competir contra inteligências artificiais do game.
Era possível escolher entre vários estilos e armas.

O visual do game me impressionou. A equipe da parte visual tomou muito cuidado em criar um ambiente que imitasse os desenhos feitos por canetas baratas em cadernos de folha pautada. Era como se eu visse os rabiscos que eu fazia quando estava no colegial (entediado com certas aulas) ganharem vida diante de meus olhos. Além de poder escolher entre uma série de personagens com estilos diferentes, eu podia selecionar vários tipos de armas, que iam desde bazucas gigantes até armas com lagartos flamejantes cuspidores de fogo embutidos. Era tudo que sua imaginação pudia sonhar, e muito mais.
Vai um foguinho aí?

E tirando o visual, o que sobra?

Minha impressão depois de jogar Drawn to Death durante 15 minutos foi mista, por um lado achei interessante o game explorar um novo tipo de visual e estilo de apresentação mas, por outro, fiquei pensando o que ele adicionava de novo ao gênero shooter, fora sua aparência diferenciada. Não havia elementos suficientes para tornar o game um destaque e, depois de alguns minutos, a gameplay ficava repetitiva. Ainda existe a possibilidade de usar uma técnica especial durante os combates que consiste em “invocar” a mão do jovem desenhista para ajudá-lo, mas não tive a chance de testar esse aspecto.
O cenário é gigantesco e existem muitas formas de se matar o oponente.

Drawn to Death deve atrair os fãs do gênero shooter que estão cansados da mesmice dos títulos atuais que não mostram nada de novo aos jogadores e apenas os põe em uma arena em que precisam correr, atirar e, de vez em quando, usar algum poder ou golpe especial para aniquilar o inimigo. Mesmo com o perigo de cair na categoria dos games que são apenas bonitos mas não divertidos, Drawn to Death tem esperanças de se tornar um título diferenciado que, depois de muitas horas de batalhas, onde sangue desenhado com caneta vermelha jorra por todos os lados, o jogador se sinta imerso em um mundo de riscos, rabiscos e folhas de caderno.
Mas um jogo bonitinho ou um destaque do gênero?


Capa: Felipe Araujo
Luis Antonio Costa escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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