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Análise: Klaus (PS4) não é apenas um game de plataforma qualquer

Descubra seu passado de uma forma divertida e emocionante em um game que não é o que parece.


Como quem não quer nada, um game aparentemente simples, produzido pela desconhecida La Cosa, chegou à PSN Store. Mas o que iria atrair o jogador a um título que, à primeira vista, parece-se com tantos outros do seu gênero? Pois saiba que em Klaus, no momento em que você se põe no comando do misterioso homem que acorda sem memórias em um porão escuro, perceberá a verdade. A aventura pela frente não é apenas mais um joguinho de correr e pular, mas uma jornada incrível, misteriosa e cheia de surpresas.

Quem sou eu?

Como eu havia contando acima, a história do game começa com um conhecido clichê de trama: o personagem que acorda desorientado e sem memórias. Só por causa disso, muitos podem torcer o nariz, mas, acredite, a história terá várias reviravoltas que irão surpreender. A única coisa especial no protagonista é que a palavra “KLAUS” está escrita em seu braço. Como nosso herói não fala, tudo o que podemos entender de sua história são seus pensamentos, impressos ao longo do cenário. Esse é o recurso inteligente que torna o gameplay mais fluido. O jogador não precisa parar o que está fazendo para ler algum diário ou bilhete. A ação é ininterrupta.
Puzzles feitos na medida certa para um personagem confuso.


Seguindo o estilo correr e pular já consagrado por títulos como Super Meat Boy (com a diferença que, aqui, a frustração é bem menor), Klaus é um game de obstáculos e puzzles inteligentes. Todos eles são feitos na medida certa. O jogador certamente vai morrer algumas vezes antes de acertar o momento em que deve ativar uma plataforma ou qual a distância certa que deve saltar, mas ao final a sensação é recompensadora. O game ainda faz um bom uso do touchpad do Dualshock 4, que é utilizando para ativar mecanismos específicos. Além disso, podemos ouvir vários sons que saem do controle, incluindo os murmúrios do nosso protagonista.
Inverter os controles do jogador é apenas um dos testes que Klaus impõe para se libertar de você.

Onde eu estou?

Além da forma como a história é contada, o diferencial de Klaus está em ter que controlar dois personagens diferentes ao mesmo tempo. Logo na segunda seção do game o jogador encontra o grandalhão K1 (uma versão bombada de Klaus). O grandão possui habilidades diferentes de seu amigo e a forma como os puzzles se organizam para fazer com que o jogador saiba quando utilizar um, ou o outro ou ambos é feita de uma forma muito inteligente. É divertido ver como os personagens conseguem construir uma relação de amizade apenas com frases espalhadas pelo cenário. Sem falar que é fantástica a forma como Klaus começa a puxar conversa com o jogador, chegando ao ponto de desafiá-lo em um dado momento da história.
K1 tem suas vantagens e é um grandalhão que dá o ar de comédia à aventura.

Mas o jogo não é feito apenas dos níveis normais em que você precisa correr, pular e correr pulando. Para os jogadores que curtem um desafio maior, existem níveis especiais escondidos nas partes principais do game. Eles bagunçam completamente a perspectiva do espectador, colocando nossos heróis em lugares confusos com mecânicas malucas que realmente demandam mais atenção do jogador. É recomendável que você complete estes desafios se quiser saber mais sobre a história e entender quem, de fato, é Klaus.
Os níveis escondidos são uma ótima maneira de testas suas habilidades e descobrir mais sobre o passado de nosso protagonista.


Eu sou Klaus


Klaus é uma excelente pedida para aqueles que procuram um desafio ao estilo dos games antigos, feito para horas divertidas de gameplay, sem que você queira jogar seu controle na parede depois de morrer pela nonagésima vez. Com certeza os movimentos pouco precisos de Klaus na hora em que realiza seus saltos mais longos podem irritar o jogador um pouco, mas, depois que você se acostuma, o game transcorre de forma fluida. Prepare-se para algumas surpresas divertidas na jornada desse pequeno rapaz engravatado, porque um chão cheio de espinhos vai ser o menor problema quando você encontrar a saída do porão.

Prós

  • Design belo e simples;
  • Não tão desafiador;
  • História interessante.

Contras

  • Controles pouco precisos.

Klaus — PS4 — Nota: 8.5

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Diego Migueis

Luis Antonio Costa escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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