Hands-on

BGS 2016: Rez Infinite (PS VR) mistura nostalgia com a alta tecnologia

Testado durante a Brasil Game Show no último final de semana, Rez Infinite mostra um pouco do que queremos com a Realidade Virtual.

Um dos pontos altos da Brasil Game Show no último final de semana era a possibilidade de testar diversos modelos de óculos de realidade virtual. Para aqueles que tiveram bastante paciência para enfrentar as filas nos dias mais cheios do evento, a espera era recompensada com a possibilidade de testar um dos jogos disponíveis na feira. No estande da Sony, não havia nenhum Batman VR ou algo mais aguardado para ser testado. Mas ainda assim, testar Rez Infinite seria uma oportunidade única para mim.


A fila para testar os jogos no PlayStation VR era única, ou seja, por mais que houve diversos jogos disponíveis para teste, você meio que não tinha muito como escolher quando chegasse a sua vez. Um grupo que estava a nossa frente não estava muito afim de testar o Rez Infinite e perguntou se algum de nós da equipe do GameBlast não estaria interessado. Tirando o Until Dawn: Rush of Blood, que não sou muito fã do gênero, já tinha me decidido que testaria qualquer uma das possibilidades. Sendo assim, me prontifiquei para testá-lo na nova tecnologia.

É chegada a hora

Apesar de não ter jogado o Rez original, lançado para Dream Cast, Rez Infinite me trouxe boas impressões do PS VR. Logo que cheguei a área de teste, o funcionário da Sony me ajudou a colocar todos os equipamentos (o PS VR em si, um headphone e a segurar o Dualshock 4) e passou algumas instruções: “Caso sinta tontura ou enjoo, feche os olhos e levante os braços que eu te ajudo.” — Estava ansiosa, porém tranquila.

A mecânica de Rez Infinite consiste basicamente em mirar com movimentos de cabeça e apertar X para atirar em objetos que se assemelham a discos voadores e naves. E, assim, comecei a jogar a demonstração do jogo. A sonoridade e ambientação são realmente impressionantes com a realidade virtual. Em dado momento, mais para o fim da experiência, surge um monstro gigante correndo a sua frente e do nada ele passa para trás de você, te obrigando a se virar completamente para continuar atirando nele. Simplesmente sensacional.

O veredito

A experiência como um todo foi bem impressionante. Foram bem poucos os momentos em que senti algum enjoo ou tontura, pois, diferente do que talvez se espere de um jogo em realidade virtual, Rez Infinite não se preocupa em mudar suas cenas de forma tranquila, ele tem umas passagens brutas que fazem sua cabeça chacoalhar. Ainda assim, foi interessante. Depois do jogo, não tive nenhum problema de dores de cabeça ou mesmo enjoo, foi tudo bastante pontual nestas cenas de troca de cenário.

Quando observamos apenas vídeos ou fotos de pessoas usando visores de realidade virtual, não temos como imaginar a sensação. É o clichê de sempre: Não dá muito para descrever, é uma experiência bastante individual. Sempre tive a impressão de que usar esses óculos poderia ser incômodo ou desconfortável. Acredito que o desconforto possa vir com um tempo mais longo de utilização, pois nem mesmo o peso do aparelho me incomodou enquanto eu o testava. Resta agora torcer para que o PlayStation VR venha para o Brasil com um preço atraente para que muitas pessoas possam ter a oportunidade de passar por essas experiências incríveis.
Ana Krishna Peixoto é formanda em Ciências Econômicas pela UERJ. No Blast, é redatora e revisora. Suas paixões são os esportes (sobretudo o futebol e o jiu-jitsu), os livros, a escrita e os videogames. Fã de PlayStation, não nega sua queda pela Nintendo. Pode ser encontrada no Twitter.

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