BGS 2016: The Last Guardian (PS4) não empolga em seus primeiros minutos

Diferentes problemas ofuscam o brilho do projeto que é tão aguardado por muitos.



Após sete anos de desenvolvimento, se aproxima o momento de experimentarmos The Last Guardian. O título figura entre os mais aguardados deste ano e o hype já está nas alturas. Entretanto, pelo que foi mostrado em apresentação a portas fechadas durante a Brasil Game Show 2016, o projeto ainda precisa ser bem polido para atender as enormes expectativas dos ansiosos fãs. “O que foi exibido são os primeiros minutos da aventura. Se vocês comprassem o jogo amanhã, começaria exatamente assim. Porém, ainda estamos trabalhando no game e o resultado final deve ser melhor”, destacou David Alonso, produtor do Santa Monica Studio.


O jogo tem início com um garoto despertando em um lugar desconhecido e vendo algumas marcas estranhas tatuadas em seus braços. Como se a situação já não fosse esquisita o suficiente, o menino está frente a frente com uma besta mitológica, da qual ele só havia ouvido terríveis histórias. “Eu acho que seria uma cena assustadora, principalmente para uma criança”, opinou Alonso. Ao invés de se esconder ou fugir, o garoto decide ajudar o animal, que se chama Trico e está acorrentado, faminto e ferido.

Nesse momento, o jogador assume o controle do menino e deve vasculhar a área para encontrar alimentos para a criatura. Além disso, precisa retirar algumas lanças que estão fincadas no corpo dela. Depois de toda a ajuda, a besta passa a confiar no humano e, juntos, procuram uma maneira de fugir do local onde estão aprisionados. “O animal nos auxilia de maneiras diferentes. Inclusive, possibilitando o acesso a áreas onde antes era impossível alcançar”, falou Alonso. Esse tipo de ambientação remete vagamente aos games da série Lego, em que um personagem precisa ajudar o outro para que a história possa prosseguir, a diferença aqui é que os controles se limitam ao menino.

A história é narrada por uma voz mais velha, dando a entender que é o próprio garoto contando o que aconteceu em seu passado. Os primeiros puzzles são simples, porém não existe nenhuma indicação do que deve ser feito. Por exemplo, em determinado momento descobrimos que Trico não gosta de água e é necessário atravessar um lago. A solução para esse obstáculo é simplesmente jogar um pouco de comida dentro da água.
Primeiros minutos se resumem ao garoto ganhando a confiança de Trico


Outros problemas ficaram bem visíveis durante a apresentação: bugs com a física, movimentos irreais e quedas bruscas nas taxas de frames se repetiram por algumas vezes. A indicação de botões de controle que aparecem na tela parecem desproporcionais ao tamanho dela e incomodaram um pouco. Os gráficos também não estão totalmente refinados, ainda mais se comparados com Shadow of the Colossus e Ico, outras obras do produtor Fumito Ueda, que também é responsável por The Last Guardian.

Segundo Alonso, o projeto foi pensado para PlayStation 3, mas quando chegaram as informações sobre o novo hardware da Sony, a equipe de desenvolvimento optou por migrar o projeto para o PlayStation 4. “Alguns elementos iniciais foram sim alterados, mas a essência da história, envolvendo a amizade improvável do garoto com Trico, permaneceu”, destacou.

The Last Guardian tem lançamento previsto para o próximo dia 25 de outubro e deve ser totalmente localizado para o português do Brasil. “O jogo não será curto, possivelmente a duração deve ficar entre 15 e 16 horas”, finalizou Alonso. Talvez ele não seja exatamente tudo isso que os fãs estão aguardando, mas só o tempo dirá.

Colaboração: Ana Krishna Peixoto
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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