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Análise: Yakuza 6: The Song of Life (PS4) chega com bastante ação e encerrando uma saga

Um ano após ser lançado no Japão, o título da Sega chega ao Ocidente com diversas melhorias e um enredo incrível.

Yakuza 6: The Song of Life (PS4) é o sétimo jogo da franquia principal, desenvolvido e publicado pela Sega. Além de trazer algumas mudanças nas mecânicas e na jogabilidade oferecida, The Song of Life traz uma boa quantidade de conteúdo, melhorias técnicas e novos personagens, agradando a todos os jogadores e acolhendo aqueles que ainda não conhecem a série.

Muita ação

O jogo se passa logo após os eventos de Yakuza 5 (PS3), e nos coloca novamente na pele de Kazuma Kiryu, o protagonistas dos jogos anteriores, que se encontra com 48 anos. Neste novo título da franquia, ao sair da prisão, ele se vê em uma realidade um pouco diferente da que deixou para trás. Agora apenas um civil, que acaba voltando ao submundo para descobrir informações sobre o misterioso acidente envolvendo Haruka, a garota órfã, que ele criou e protegeu e o possível filho dela, Haruto.

Uma história excepcional, bastante violência e muito humor, são característica dos jogos da franquia Yakuza, porém, The Song of Life melhora ainda mais estes aspectos presentes. Sendo um jogo mais humano, ele introduz uma nova geração de personagens, o que acaba sendo mais convidativo, permitindo aos novos jogadores se familiarizar com o mundo proposto. Os veteranos da saga provavelmente irão conseguir se concentrar mais, por já estarem familiarizados ao enredo, que acaba sendo um pouco indeciso.


Combates fluidos

Feito em uma nova Engine, Yakuza 6 é jogado como qualquer outro da série, sendo um título de ação e aventura com alguns elementos de RPG. A jogabilidade básica possui uma experiência fluida e permite a Kiryu entrar em lojas e outros lugares sem a ocorrência de telas de carregamento. Acontecendo apenas quando isto acarreta em cutscenes ou mini-games, apesar de curtas, o excesso de CG, dita o ritmo do jogo por ocorrerem com bastante frequência.

Kiryu possui apenas um estilo de combate ao seu dispor desta vez, porém, seus ataques e características podem ser personalizados graças a uma árvore de habilidades existente. Um novo Heat Mode, permite a Kiryu desferir golpes mais poderosos e devastadores, além de pegar objetos pelo cenário. Essas mudanças permitem ao combate uma forma mais leve e traz uma maior variedade de combos.


Os controles são bem semelhantes aos dos títulos anteriores. Sendo o combate um dos aspectos que mais sofreu melhorias, como não possuir telas de transição, deixando-o mais direto. Outro aspecto observado é que agora podemos fugir dos combates, lutar dentro de lojas e outros lugares, o que aumenta o número de estratégias para enfrentar os inimigos.

A inteligência artificial também merece elogios, alguns aliados ajudam em batalhas importantes e os inimigos têm acesso às mesmas artimanhas, tornando o combate mais desafiador. Mesmo como toda diversão, os combates não são o foco do jogo, ainda ocorrendo com frequência, o que pode gerar um certo cansaço no jogador, caso ele deseje explorar os mapas oferecidos.

Diversão para todos

Muitas mudanças foram feitas em The Song of Life, uma delas foi dar a Kiryu acesso a um celular, permitindo ao jogador a opção de salvar sempre que quiser evitando o trabalho de procurar uma cabine telefônica. Também podemos definir pontos no mapa, que irão nos auxiliar a encontrar os lugares onde estão localizadas as missões. Esses modos ajudam o jogador, deixando-o livre para desbravar o mapa e se preocupar apenas com a história e a ação oferecida.

Por se tratar de um jogo em mundo aberto, somos agraciados com diversos mini-games e sub-missões que fazem o jogador levar horas para completar a missão principal. O game é recheado de conteúdo, oferecendo ainda mais diversão que os anteriores, nele podemos encontrar karaokê, boliche, comida, baseball, fliperama, etc. Ele contém até mesmo réplicas inteiras de antigos jogos da Sega, como Virtua Fighter 5: Final Showdown (Multi) e Puyo Puyo (Multi), oferecendo uma boa quebra de ritmo.


Apesar de ser algo separado da história principal, esses mini-games se encaixam bem no mundo apresentado. Eles não são obrigatórios e permitem ao jogador optar por apenas realizar as missões principais. Além disso, eles acabam sendo bem convidativos, incentivando os jogadores pelo menos a experimentar, oferecendo alguns pontos de experiência e uma boa dose de diversão.

Outra novidade é o modo de batalha entre clãs, que agora permite gerenciar um grupo, mudando o estilo do jogo. A proposta é boa, mas acaba não funcionando tão bem. As batalhas ocorrem em tempo real e nos forçam a utilizar personagens genéricos, mesclados a apenas seis entre o grupo que vamos adquirindo com tempo. Apesar de permitir 100 personagens em cada lado, o modo se torna cansativo e desinteressante a medida que vamos completando as missões oferecidas.

A beleza de Kamurocho

Algumas melhorias também foram realizadas no visual apresentado pelo jogo, principalmente na parte física, sendo mais percebidas quando os personagens estão em movimento, como durante os ataques desferidos por Kiryu. Já os ambientes continuam com qualidade semelhantes aos das séries anteriores, mantendo os elementos que conquistaram os fãs, com pequenas mudanças aqui e ali.

Já a arte utilizada nos chefes e personagens principais são únicos e interessantes, chamando bem a atenção do jogador pelo estilo de vida levado por cada um. Mas uma falha que poderíamos apontar seria a grande quantidade de inimigos genéricos. Além de alguns lugares serem bem semelhantes entre si. Estes fatores não atrapalham a jogabilidade em si, mas poderiam ser mais diversificados, gerando um senso de unicidade.

A trilha sonora chama a atenção por sua habilidade de ditar o tom em diversos momentos, como durante os combates ou momentos específicos da narrativa. Yakuza possui uma excelente dublagem, feita por famosos astros japoneses, que agradam os fãs veteranos, podendo causar uma certa estranheza no início para quem não costuma ouvir a língua, mas que logo se adapta pela habilidade dos atores durante a narrativa.

A conclusão de uma saga

Apesar de ser a sétima entrada da franquia principal, o jogo conquista novos fãs, seja oferecendo um resumo sobre os títulos anteriores ou inserindo novos personagens, ele consegue chamar atenção e nos imerge na trama. É bom observar não só a quantidade de conteúdo inserido dentro do jogo, mas também as melhorias de aspectos técnicos, que evoluem em cada título apresentado pela Sega.

Prezando pela liberdade, ele pode ser considerado um GTA japonês, apesar de mais limitado em termos de mapa, porém, diversão é o que não falta. Yakuza 6: The Song of Life chega ao seu ápice concluindo a saga de Kazuma Kiryu, trazendo uma boa gama de conteúdo extra, excelente história e muita ação, conquistando diversos estilos de jogadores e nos deixando ávidos pelo próximo título da franquia.


Prós

  • Enredo diferenciado da franquia bem interessante;
  • Grande diversidade de mini-games;
  • Melhorias no sistema de combate;
  • Poucas telas de carregamento;
  • Trilha sonora muito boa;
  • Upgrade na AI do jogo;
  • Gameplay fluido.

Contras

  • Combates excessivos podem ser cansativos;
  • Modo de estratégia em tempo real não funciona tão bem;
  • Excesso de CG;
  • Inimigos genéricos.
Yakuza 6: The Song of Life (PS4) - Nota 8.5
Revisão: Leandro Alves
Análise produzida com cópia digital cedida pela Sega
Antonio Stark escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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