The Last of Us Part II (PS4) será tão bom quanto esperamos?

A Naughty Dog está focada em entregar seu próximo título, e pelo o que já foi mostrado ele está incrível, talvez até demais.



Em 2016, na PlayStation Experience, a Sony anunciou para a felicidade de muitos a sequência do aclamado jogo The Last of Us, a segunda parte da história contada no game original vai focar agora em Ellie, e na sua busca por justiça. O estúdio não revelou muito até aqui, dizendo que esse será uma jornada sobre ódio, diferente do primeiro que era sobre amor. Outra coisa que eles revelaram foi um curto gameplay na E3 deste ano, com gráficos lindos e uma jogabilidade extremamente fluida. Com esse trailer em mente vamos tentar ver se ele poderá corresponder à nossa ansiedade.

Entendo o problema

Na apresentação da Sony na E3 de 2018 foi mostrado o primeiro trailer de gameplay do jogo, lindíssimo e orgânico, como foi dito acima. Nele existe muito para se elogiar, mas não é o que deu a entender David Anfossi, diretor responsável por Shadow of the Tomb Raider (Multi). Usando o Twitter ele acusou a desenvolvedora de mostrar um gameplay “fake” na feira, e isso não repercutiu bem para ele próprio, que pediu desculpas depois, mas levantou a questão: será que não está bom demais?

Não é difícil lembrar de casos de empresas que usaram a E3 para promover um produto que parece fantástico e a entrega não ser nada parecido do que foi mostrado. Temos Watch Dogs (Multi) e Assassin’s Creed Unity (Multi) da Ubisoft como alguns exemplos mais famosos. O motivo óbvio de isso acontecer é a criação de hype. Isso significa colocar seu jogo na boca do povo, provocando uma ansiedade em cima dele, e isso gera mais interesse e venda do título. É disso que Anfossi estava falando, a Sony e a Naughty Dog teriam criado todo o trailer manipulando a jogabilidade para ela parecer o mais orgânica possível.
Créditos da imagem para DigitalFoundry


Alguns pontos desse vídeo possuem algumas animações bem complexas, começamos com Ellie em uma festa, interagindo com outras pessoas e até beijando Dina, nesta cena de corte não temos nada muito absurdo, além do fantástico beijo, que foi extremamente bem feito. Depois disso acontece a apresentação da jogabilidade, trazendo várias novidades, como esquiva, deitar no chão, dentre outras coisas.

A partir daí começa o gameplay e mais momentos incríveis. Como quando estamos embaixo do caminhão, fugindo de alguns membros de um culto, a Ellie puxa uma peça da arma um pouco antes de ser pega, um detalhe pequeno, mas muito interessante. Próximo ao final do vídeo, onde lutamos dentro de uma loja, e os inimigos e você usam de todo o cenário, jogando entre estantes, quebrando vidros, derrubando coisas. Tudo isso pareceu incrível demais para ser feito de forma dinâmica, como um videogame deve ser. Então Anfossi estava certo de pensar isso? Essas animações são tão impossíveis hoje? Vamos dar uma olhada no histórico da desenvolvedora para tentar responder.


Currículo da Naughty Dog 

A desenvolvedora Naughty Dog existe desde 1984, nessa época era conhecida por Jam Software (isso foi até 1986) e comprada pela Sony em 2001. Ela começou sua história com jogos como Rings of Power para o Mega Drive e Way of the Warrior para o 3DO Interactive Multiplayer. E entrou para o mundo 3D do PlayStation original com a série Crash Bandicoot, variando entre jogos de plataforma e corrida. No PlayStation 2 ela iniciou outra franquia, Jak and Daxter, também variando seus estilos. No PlayStation 3 ela lançou Uncharted até seu terceiro game, e o aclamado The Last of Us. Para a atual geração ela nos entregou Uncharted 4: A Thief's End, sua DLC chamada The Lost Legacy e nos prometeu The Last of Us Part II.



Muitos jogos de peso passaram nas mãos da Naughty Dog, desde games plataformas mais coloridos até um de sobrevivência violento e cruel. E boa parte desses títulos possuem ótimas notas no Metacritic, provando como essa empresa preza pela qualidade de seus projetos. E claro, mesmo tudo isso talvez não garanta resultados positivos para esse novo projeto, então vamos dar uma olhada no que temos sobre o jogo e tentar tirar algumas conclusões.

Como The Last of Us Part II funcionará

Neil Druckmann, diretor do game, já comentou várias coisas sobre ele. Ellie será a única personagem jogável, mas não estará sempre sozinha na sua jornada por justiça, ela terá a companhia de um NPC. A intenção do estúdio ainda é fazer ele mais impressionante que Atreus de God of War (PS4). Mas como foi no game anterior, talvez exista um ponto da história que poderemos controlar outro personagem, isso não é impossível de acontecer. A narrativa vai acontecer em duas linhas de tempo distintas, como mostrado na E3, só não se sabe se ela será exatamente como foi mostrado ou de alguma outra forma.



A cidade de Seattle e sua região serão alguns dos locais onde o jogo ocorrerá. Aqui a nova facção religiosa Seraphites serão os novos inimigos humanos, e de acordo com o estúdio, a IA deles fará com que se conheçam, e que usem nomes e se comuniquem usando códigos. Outra novidade seria que, quando um inimigo te encontrasse ele precisaria avisar as seus companheiros onde você está, diferente do primeiro, que ao ser avistado uma vez, todos já sabiam de sua localização. Tudo isso traz uma variedade na ação, onde podemos decidir o que fazer quando é permitido, como fugir, deixar alguém vivo, entre outras coisas.

Qual a conclusão?

Nesse ponto já é sabido pela maioria o que aconteceu com o vídeo, o motivo que revela por que ele estava tão fluido. A desenvolvedora precisava mostrar muito do game, suas novas mecânicas e como tudo funcionava em ambientes mais abertos e para isso ele foi ensaiado, coreografado e só assim gravado. Então tudo aquilo é real, e no jogo final aquela parte não precisará ser jogada como foi mostrada, não sendo necessário matar todos os inimigos, ou seguir pelos mesmos caminhos.

Segurar tanto novas informações do titulo realmente não ajuda com a má impressão que fica quando pensamos sobre isso. É provável que isso mude quando for revelado mais sobre o jogo em eventos futuros,talvez menos coreografado seja o ideal, mostrando suas animações em outros contextos, em outro cenário, outras possibilidades. O mais importante é ela demonstrar o que consegue fazer.



Agora é esperar por mais novidades e uma data de lançamento, a Naughty Dog está fazendo tudo que sabem, e inovando para contar uma grande narrativa realista e repulsiva como só eles sabem fazer. Por enquanto temos que confiar nas habilidades deles e crer de que o hype depositado neste título não vai ser em vão. Que venha mais uma incrível história da Ellie, Joel e companhia.

Revisão: Link Beoulve
Matheus Bigai Ferreira escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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