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Blast from the Past

Blast from the Past: Hitman: Blood Money (PS2)

Quando se fala em games sobre assassinos, o primeiro nome que vem à mente das pessoas atualmente é a série Assassin’s Creed . Apesar dos grá... (por Felipe Storino em 14/09/2012, via PlayStation Blast)

Quando se fala em games sobre assassinos, o primeiro nome que vem à mente das pessoas atualmente é a série Assassin’s Creed. Apesar dos gráficos excelentes e da ambientação histórica interessante, na minha opinião ela é uma série superestimada, pois não entrega ao jogador uma experiência de realmente planejar e executar um assassinato. Felizmente, a IO Interactive e a Eidos já haviam alcançado esse objetivo anos atrás, com o lançamento do excelente Hitman: Blood Money, para PlayStation 2.

O assassino invisível

Blood Money não foi o primeiro jogo da série estrelada pelo Agente 47, mas foi o que conseguiu chegar perto da perfeição no estilo stealth assassin. O game começa em um parque de diversões onde aconteceu um acidente com diversas vítimas fatais. O dono do parque foi absolvido no julgamento e o pai de uma das vítimas contratou o Agente 47 para eliminar o sujeito. Esta primeira missão é bem simples, servindo como tutorial para aprender os comandos básicos do jogo. A partir daí, a história é contada em diversos flashbacks que mostram várias missões realizadas por 47.

A história geral envolve toda uma conspiração envolvendo a agência para a qual 47 trabalhava e o assassinato do próprio agente, mas sinceramente ela é o que menos importa neste jogo. A verdadeira diversão de Hitman: Blood Money está em planejar a eliminação dos seus alvos. Se na missão de abertura tudo que o jogador deve fazer é se infiltrar no parque sem ser visto e apagar seu alvo, a coisa fica muito mais complexa e interessante a partir da segunda missão. No início de cada fase, o jogador recebe um mapa do local e deve escolher quais armas levar, lembrando sempre que o objetivo principal é matar sem ser notado. Ou seja, quanto maior a arma, mais atenção o Agente 47 vai atrair.

 

Planeje cada passo

Além de conter detalhes dos cenários, como entradas e saídas, o mapa mostra também a localização do alvo primário, alvos secundários e pessoas comuns que estejam na área. Analisando a rota que seu alvo costuma fazer, o jogador pode elaborar várias estratégias de assassinato, desde chegar atirando com uma metralhadora, até fazer tudo parecer um acidente. Claro que a opção do acidente é bem mais trabalhosa, porém é a mais divertida e o principal objetivo do jogo. Ao final de cada fase, é mostrado um jornal com a notícia da morte da pessoa, detalhando como tudo ocorreu, além de mostrar o nível de notoriedade do jogador. Quanto menor o nível, maior será a recompensa em dinheiro e a facilidade para passar despercebido nas missões seguintes, pois mostra que ninguém sabe do envolvimento do Agente 47.

Entre as ferramentas que podem ser utilizadas pelo jogador estão disfarces (que devem ser conseguidos em campo), cordão para estrangulamento, bombas e seringas com sonífero ou veneno. O personagem pode usar ainda objetos comuns encontrados pelos cenários, como facas de cozinha, canos e extintores de incêncio. Além disso, é possível esconder corpos dentro de algum compartimento ou, pelo menos, fora do alcance da visão de outras pessoas. Outra coisa muito importante é ficar atento às câmeras de segurança para nunca ser filmado por alguma delas.

Como foi dito mais acima, são diversas formas diferentes de se eliminar um alvo e em pouco tempo o jogador já estará obcecado em fazer a morte perfeita, ou seja, parecendo um acidente. Em uma festa, você pode, por exemplo, se disfarçar de garçom e colocar veneno na bebida do seu alvo. Ou pode simplesmente esperar ele entrar na piscina e atirar no chão da mesma (que é feito de vidro) e ver o cara e alguns convidados caírem penhasco abaixo. A fase da ópera também é muito interessante, com o jogador tendo que substituir uma das armas falsas do espetáculo por uma verdadeira, além de plantar explosivos no lustre para que ele caia no alvo. O jogo nos leva até mesmo à Casa Branca, onde o Agente 47 deve impedir o assassinato do presidente dos EUA.

Belo disfarce, Agente 47

 

Misturando-se à multidão

Os gráficos e a física do jogo são excelentes, com o corpo se movimentando de forma bem realista ao ser atingido por tiros. A inteligência artificial também foi apurada, dando mais tempo do jogador tomar decisões, mas sem facilitar demais. Em jogos anteriores da série, se o alvo visse você caminhando atrás dele, era raro conseguir fugir já que ele logo partia pra perseguição. Já em Blood Money, o cara obviamente fica desconfiado de alguém seguindo ele, mas basta que o jogador dê meia volta e a situação se normaliza sem muito estresse. Começar a correr no meio da população também não é uma boa ideia já que isso levanta muitas suspeitas.

Hitman: Blood Money é, acima de tudo, um jogo de paciência. Por mais que as missões possam ser concluídas com um banho de sangue, este não é o objetivo do jogo e dificilmente o jogador vai conseguir terminá-lo desta maneira. Para conseguir o ranking perfeito de Silent Assassin, o jogador deve realmente planejar cada passo, desde as armas até as roupas utilizadas, tudo para se misturar ao ambiente e desaparecer na multidão. Afinal, em Blood Money não basta se misturar a um bando monges rezando para conseguir sumir.

Revisão: Leandro Fernandes

Felipe Storino é formado em jornalismo e joga videogame desde a época do Atari e Odissey. Além de redator no PlayStation Blast é editor no site de cultura Mob Ground. O lugar mais fácil de encontrá-lo é no Twitter.

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