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Análise: The Elder Scrolls V: Skyrim (PS3)

Skyrim é o quinto jogo da série The Elder Scrolls e o seu lançamento em 2011 foi muito ... (por Bruna Gil em 30/01/12, via PlayStation Blast)

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Skyrim é o quinto jogo da série The Elder Scrolls e o seu lançamento em 2011 foi muito aguardado pelos gamers. Apesar do lançamento ter ocorrido faltando apenas dois meses para acabar o ano, o RPG conseguiu levar o título de “Game of the Year”. E não é a toa. Continue lendo para saber mais sobre este jogo da produtora Bethesda, numa análise sem spoilers.

 

 

Um jogo, muitas histórias

tamrielA história se passa no continente Tamriel, cenário de todos os jogos da série. O jogo se passa duzentos anos depois dos acontecimentos de Oblivion, o seu antecessor na série. Entretanto, não existe ligações imediatas entre um jogo e o outro no que tange ao enredo.

No jogo, storylines é o que não falta. O pano de fundo da saga é uma guerra civil que está prestes a se desencadear - com o assassinato do rei, a presença de Skyrim no império está por um fio. Cabe ao jogador decidir, ao longo dos acontecimentos, qual facção que decidirá apoiar.

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Skyrim1Esta não é, no entanto, a maior preocupação do povo de Skyrim. Acontece que os dragões despertaram e cabe ao jogador combatê-los. Afinal de contas, o personagem principal possui alma de dragão, e esta é a única chance que Skyrim possui de derrotar essas criaturas.

Como se não bastasse, o jogador ainda pode se envolver em milhares de histórias paralelas - aliança de ladrões, fraternidade de assassinos, faculdade de magos, e muito mais. Cada uma delas com missões e recompensas. Existem também pequenas missões dadas pelos habitantes das cidades, comerciantes e até mesmo seres divinos.

Apesar da overdose de missões e enredos diferentes, o jogador nunca precisa se preocupar com linearidade e escolhas. Em Skyrim, não existe “qual missão faço primeiro?” - é possível jogar por dias e dias sem sequer encostar na storyline principal, por exemplo.

A vida em Skyrim

Logo de início, parece que o jogo dá uma série de opções e decisões para o jogador tomar. É preciso escolher a qual classe quer pertencer (Elfos, Nórdicos, Imperiais, Orcs, etc..). É possível customizar a aparência do personagem até os mínimos detalhes. Mas não se deixe enganar: a escolha de classes define apenas que tipo de “bônus” um jogador poderá ter acesso, mas não define quem ele será. Ou seja, mesmo que eu escolha uma origem Nórdica - tradicionalmente mais inclinada para um estilo guerreiro - não significa que eu não possa me tornar um excelente mago ou ladrão ao longo do jogo.

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Isto é possível através do sistema de “benefícios” (perks), uma nova mecânica que foi apresentada em Skyrim. A medida em que o personagem sobe de nível, o jogador pode gastar pontos para adquirir novas habilidades. São 251 benefícios diferentes que o jogador pode adquirir - seja em categorias diferentes de mágica, em arrombamento de fechaduras, em alquimia, ou até nos mais variados tipos de combate.

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A variedade de possibilidades de Skyrim faz com que o jogador possa se perder numa imensidão de atividades. É possível começar o jogo como um guerreiro, fazer as suas próprias armaduras com os materiais que encontra nos locais que visita, encontrar diversos ingredientes e fazer suas próprias poções. Se, de repente, o jogador decidir que prefere virar um arqueiro, tudo bem. As habilidades se desenvolvem conforme o uso, e, quando o jogador menos perceber, já vai estar subindo de nível naquela categoria. Ou, também pode “tirar um dia de folga” dentro do jogo, deixar as missões de lado e ir caçar um mamute ou um coelho. O próprio jogador pode cozinhar seus próprios alimentos, que por sua vez lhe darão efeitos e benefícios especiais.

Sandbox de verdade

Para comportar tantas missões e possibilidades, só mesmo com um mapa gigantesco. E é este um dos pontos mais fortes de Skyrim. Poucos jogos até hoje conseguiram oferecer um mundo tão rico, complexo e enorme.

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A chance de explorar um mapa tão completo é uma das principais razões pelas quais as pessoas andam dedicando tanto tempo a este jogo. Apenas as cidades principais aparecem no mapa ao início, e, a medida que o jogador caminha pelo mapa, pode descobrir novas localizações. Estes locais vão desde cidadezinhas, até minas, fazendas e cavernas. No caminho, o jogador poderá encontrar os mais diversos inimigos como, por exemplo, um dragão.

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Uma vez que os locais foram descobertos e guardados no mapa do jogador, é possível fazer fast travel, ou seja, se “teletransportar” para os locais que conhece ao custo de uma mera tela de loading.

Nada é perfeito

Falando em telas de loading, se prepare para encontrar muitas delas durante o jogo. Uma simples ação como abrir a porta da sua própria casa é motivo para uma espera. E não são esperas curtas: pelo menos um minuto será perdido, sendo otimista. A razão é o tamanho do mapa, e só mesmo com telas de loading para suportar um universo tão grande em bastante detalhe.

Os gráficos podem deixar um pouco a desejar para aqueles que estão acostumados com os jogos-filme da Ubisoft e afins. É impossível não notar a diferença, mas também seria irrealista cobrar gráficos perfeitos de um jogo que oferece um mapa tão grande e a ausência total de linearidade. Mesmo assim, o jogo possui uma série de paisagens impressionantes.

Existe uma quantidade incalculável de bugs no jogo, que atualmente populam o youtube exponencialmente. A cada dia que passa, alguém encontra uma situação nova que não deveria acontecer num jogo destes.

Mesmo assim, qualquer descrição em palavras de Skyrim não é o suficiente para explicar o quanto os pontos positivos ultrapassam os negativos. Não dá para negar que é um jogo extremamente viciante, com milhares de possibilidades e uma jogabilidade incrível.

Prós

  • Mapa gigantesco
  • Possibilidade de desenvolver o personagem em diversos aspectos
  • Trilha sonora impecável
  • Muitas histórias e missões envolventes
  • Variedade de formas de combate, armaduras e afins


Contras

  • Bugs, bugs e mais bugs
  • Telas de loading intermináveis
  • Mapa difícil de navegar

Skyrim - PlayStation 3 - Nota final: 9.0
Gráficos: 8 | Som: 10 | Jogabilidade: 9 | Diversão: 9.5

Revisão: Rafael Becker

Bruna Gil escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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