Blast from the Past

Relembre o décimo aniversário do robô mais famoso do mundo dos games em Mega Man 8 (PS)

Mega Man já foi protagonista de inúmeros jogos para a maioria dos consoles. Comemorando o aniversário de dez anos do robô azul, a Capcom... (por Farley Santos em 16/05/2013, via PlayStation Blast)


Mega Man já foi protagonista de inúmeros jogos para a maioria dos consoles. Comemorando o aniversário de dez anos do robô azul, a Capcom produziu Mega Man 8. Este título foi a primeira e única aventura de plataforma da série principal para o PlayStation. O conceito básico continuou intacto: o herói ainda pula e atira, destruindo todos os inimigos que aparecem na sua frente, a fim de impedir os planos nefastos de Dr. Wily. As novidades se concentraram principalmente na apresentação, como a inclusão de cenas animadas e gráficos vibrantes. Entretanto nem todos os fãs gostaram deste presente e as opiniões sobre o jogo são bem variadas. Quais seriam os motivos dessas divergências?

Um poder perigoso

Mega Man está enfrentando seu rival Bass quando recebe um chamado de Dr. Light. O cientista informa que um objeto misterioso caiu na Terra e está emanando uma energia poderosa e estranha. Dr. Light pede que Mega Man vá até o lugar do impacto e recupere a fonte de poder antes que caia em mãos erradas.

Chegando lá, o robô azul descobre que não foi rápido o bastante. O maligno Dr. Wily pega o objeto, afirma que agora está imbatível e foge rapidamente. Investigando o local do impacto, Mega Man encontra um robô danificado. O herói decide levar o desconhecido para Dr. Light, que executa os procedimentos de manutenção. Ao acordar, o robô revela que se chama Duo e sua missão é destruir fontes de energia malignas espalhadas pelo universo. O poder que está com Dr. Wily é extremamente perigoso: ele aumenta conforme a maldade de quem o detém. Pelas estimativas de Duo, a Terra será dominada por este poder em questão de poucas horas. Sendo assim, Mega Man parte pelo mundo para impedir o plano de Dr. Wily.

Pulando e atirando

Mega Man 8 segue a fórmula já consagrada nos títulos anteriores da franquia. O robô azul tem que derrotar vários Robot Masters para encontrar a fortaleza de Wily e finalmente impedir o vilão. Ao derrotar um mestre, Mega Man absorve sua arma, que é efetiva contra algum outro chefe. Os movimentos clássicos continuam idênticos: o robô pode pular, atirar, carregar seus ataques em versões mais fortes e dar rasteiras para atravessar lugares estreitos. As novidades nesta sequência são poucas e não alteram a jogabilidade. A primeira delas é que é possível utilizar o Mega Buster, a arma principal do herói, mesmo quando alguma outra ferramenta especial está equipada: basta apertar o botão triângulo. Outro movimento novo, que acabou não sendo incluído nos jogos seguintes, é a habilidade de nadar.


Ao longo dos estágios estão escondidos vários parafusos especiais. É possível trocá-los por equipamentos no laboratório do Dr. Light. Estes itens têm efeitos variados como aumentar a velocidade da rasteira ou diminuir o tempo de carregamento do Mega Buster. Estão disponíveis também dois tiros opcionais: um laser que atravessa oponentes e a flecha que rebate pelo cenário. A quantidade de parafusos especiais é limitada, sendo impossível adquirir todas as ferramentas. É importante fazer as trocas com cuidado. Já as habilidades do cão-robô Rush são adquiridas ao derrotar certos subchefes.

Desenvolvimento complicado e opiniões divididas

Mega Man 8 foi criado em comemoração ao aniversário de dez anos da franquia e também o primeiro jogo do robô azul lançado para consoles 32 bit, o que trouxe algumas mudanças no processo de desenvolvimento. Keiji Inafune, criador e designer da série, trabalhou como produtor do título e a direção ficou a cargo de seu pupilo Hayato Kaji. O resultado é um game um pouco diferente em relação aos seus antecessores, principalmente no nível de dificuldade. Este foi também o primeiro episódio da série a ter cenas animadas e vozes. As primeiras edições do jogo vinham com um livro contendo ilustrações que relembravam a evolução da série.


O título foi alvo de duras críticas. A principal delas apontou a falta de inovações, com jogabilidade praticamente intocada. Outra questão foi o pouco aproveitamento da capacidade do PlayStation, apresentando gráficos e música não tão diferentes de Mega Man 7 (SNES). Já os fãs reclamaram principalmente da lentidão da ação, falta de criatividade dos cenários e dificuldade baixa. De qualquer maneira Mega Man 8 foi um sucesso de vendas, mas não o suficiente para convencer a Capcom a desenvolver uma continuação para os consoles 32 bit. Nem tudo se perdeu: gráficos e chefes foram reaproveitados em Mega Man & Bass, lançado posteriormente para SNES e GBA.
Mega Man 8 também foi lançado para o Sega Saturn e trouxe várias diferenças: Cutman e Woodman como chefes extras, músicas mais elaboradas, uma galeria dentro do próprio jogo com várias ilustrações e outras alterações menores. Não se sabe o motivo que deixou estes extras fora da versão para PlayStation.

Uma comemoração inesquecível

Mesmo sofrendo várias críticas e reclamações, Mega Man 8 sempre é lembrado quando o assunto são os games de destaque do PlayStation. Belos gráficos, trilha sonora memorável e bons controles foram os principais responsáveis pelo sucesso do jogo, que vendeu bem. Isso não foi suficiente para convencer a Capcom de que a série merecia mais atenção: a companhia preferiu investir na franquia Mega Man X, que recebeu vários títulos durante a era 32 bit.  E você, qual é a sua opinião sobre Mega Man 8?


Revisão: Bruna Lima
Capa: Stefano Genachi
Farley Santos é brasiliense e gosta de explorar games obscuros e pouco conhecidos. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de boardgames, game music, fotografia e livros. Além de mostrar seus cliques no Flickr, tem também um blog onde escreve sobre inúmeros assuntos.

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