Blast from the Past

Relembre o carismático e divertido mundo de LocoRoco (PSP)

Um mundo colorido, repleto de criaturas curiosas e carismáticas. Este é o cenário de LocoRoco , inusitado jogo de plataforma para PSP. Qua... (por Farley Santos em 13/06/2013, via PlayStation Blast)

Um mundo colorido, repleto de criaturas curiosas e carismáticas. Este é o cenário de LocoRoco, inusitado jogo de plataforma para PSP. Quando criaturas alienígenas decidem invadir o belo planeta, o próprio astro entra em ação para expulsar os invasores. Em LocoRoco o jogador controla indiretamente as criaturinhas gelatinosas inclinando os cenários repletos de perigos. Os gráficos coloridos, a jogabilidade inusitada e os personagens divertidos fizeram com que o título fosse um dos maiores destaques do PSP.

Uma ameaça do espaço

Os LocoRocos são criaturas adoráveis que lembram gelatina. Eles sempre tiveram uma vida feliz e tranquila na companhia de seus amigos Mui Mui, se divertindo sempre que possível. Um dia, um meteoro cai no planeta e dele saem Mojas, monstros negros que destroem a natureza e planejam tomar para si o local. Os vilões capturam vários Mui Mui e LocoRocos, que não oferecem resistência por conta de sua natureza pacífica. Diante de tanta confusão, o planeta acorda e decide botar ordem nas coisas e expulsar os invasores, com a ajuda de Kulche, um dos poucos LocoRocos que não foi feito cativo.

O planeta contra-ataca

Sim, em LocoRoco o jogador assume o papel do planeta e não controla diretamente os locorocos. Os comandos são simples: L e R inclinam o cenário, o que faz as criaturinhas gelatinosas rolar pelo cenário. Para saltar basta apertar os dois botões simultaneamente. Conforme avança pelos estágios, o locoroco pode comer frutas que o torna maior e mais resistente, contudo isso impede que ele passe por lugares apertados. A solução é simples: basta apertar o botão círculo que um raio (!) cai no personagem e ele se divide em várias unidades. Quer voltar a ser grande e único? Só segurar círculo que o ser gelatinoso se junta novamente. Alterar entre as duas formas do locoroco é necessário para superar todos os perigos.

Os comandos são simplificados, mas não pense que o desafio é baixo. A aventura está repleta de locais que necessitam de pulos precisos, além de vários puzzles. Segredos estão espalhados pelos estágios, como Mui Muis perdidos e mobília para decorar a casa dos locorocos. Inúmeros inimigos, obstáculos e chefes tornam difícil a navegação pelos cenários e exigem domínio dos comandos. Conforme avança pela aventura, Kulche encontra vários outros locorocos que passam a acompanhá-lo. Os outros personagens apresentam jogabilidade idêntica, sendo as diferenças a cor do ser gelatinoso e a divertida voz. Fora dos estágios é possível decorar a casa dos locorocos com os itens coletados nos níveis e participar de minigames.

Uma aventura carismática

O que mais chama atenção em LocoRoco é o estilo visual. Os gráficos são bem coloridos, vibrantes e estilizados, lembrando um desenho animado. As estranhas criaturas espalhadas pelo game apresentam expressões faciais variadas e divertidas, o que as tornam bem carismáticas. A música segue a mesma linha animada, com composições energéticas e grudentas. Uma das características mais divertidas de LocoRoco é a voz dos personagens: eles conversam numa língua fictícia e cada locoroco tem um sotaque maluco específico. Durante os estágios a música é alterada de acordo com a quantidade de locorocos adquiridos: eles cantam em conjunto com a melodia, tornando a música mais completa.

Rolando para o sucesso

Devido ao seu forte carisma, LocoRoco foi sucesso de crítica e público. Os controles simples, aliados à uma jogabilidade ideal para um console portátil, conquistaram muitos jogadores. O game figura como um dos destaques exclusivos do PSP e Kulche, o locoroco amarelo, tornou-se um dos mascotes do sistema. Duas continuações foram lançadas para o PSP, além de spin-offs para PS3 e celulares. E vocês, tiveram a oportunidade de jogar LocoRoco?

Revisão: Alex Sandro
Capa: Stefano Genachi

Farley Santos é brasiliense e gosta de explorar games obscuros e pouco conhecidos. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de boardgames, game music, fotografia e livros. Além de mostrar seus cliques no Flickr, tem também um blog onde escreve sobre inúmeros assuntos.

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