Confira tudo o que sabemos sobre o novo PlayStation Vita

No seu evento pré-Tokyo Game Show, a Sony fez dois anúncios que não estávamos esperando: o lançamento do PS Vita TV, que já comentamos no ... (por Alberto Canen em 11/10/2013, via PlayStation Blast)

No seu evento pré-Tokyo Game Show, a Sony fez dois anúncios que não estávamos esperando: o lançamento do PS Vita TV, que já comentamos no PlayStation Blast, e do novo PS Vita, que alguns já apelidaram de "PS Vita Slim". O novo portátil já chegou às lojas do Japão no último dia 10 (ainda sem data para o Ocidente) e seu nome técnico é PCH-2000 (o modelo original chama-se PCH-1000). A ideia é muito parecida com o que ocorreu com o PlayStation Portable, que começou com o PSP 1000 (Fat) e passou para PSP 2000 (Slim).

As mudanças positivas

O PS Vita Slim teve algumas mudanças na aparência, sendo 20% mais fino, 15% mais leve do que o modelo atual e possui seis cores distintas: branco, azul, amarelo, rosa, cinza e preto. Há outras mudanças estéticas, como os cantos mais arredondados e um design diferente nos botões Select e Start, que agora estão mais circulares, lembrando a alteração visual do PSP 2000 para o PSP 3000.

O branco é o novo PS Vita

Sobre essas alterações, Andrew House, Presidente e CEO da Sony Computer Entertainment, disse que a ideia era que o "novo Vita fosse mais acessível a todos, independentemente da idade ou gênero" e por isso ele pediu aos designers para fazerem algo "mais casual e com cores únicas", saindo do básico em busca de uma "abordagem mais colorida". O PS Vita sai por 200 dólares (19.929 ienes), contra 249 dólares do primeiro Vita (versão Wi-Fi) — mas vale lembrar que o Vita original também recebeu esse corte e o modelo Wi-Fi custa o mesmo preço lá fora.

O novo PS Vita vem em 6 cores: uma para cada pinguim

Não foi só na aparência que o Vita mudou, agora o aparelho vem com 1 GB de memória interna e nova bateria que, segundo a Sony, deve aguentar entre quatro e seis horas de jogatina ou sete de vídeo. Um pouco melhor que o modelo anterior, que suporta entre três e cinco horas de jogo ou seis de vídeo. Outra opção descartada de vez pelo claro insucesso foi a opção do 3G, ou seja, apenas o modelo Wi-Fi será produzido. Quanto ao hardware, nada foi alterado, e a Sony manteve o mesmo processador, memória RAM e placa de vídeo, entre outros.


A polêmica da tela LCD

Até agora, apenas os pontos positivos foram citados: menor, mais leve, melhor bateria, várias cores para escolher etc. Mas se a Sony deu com uma mão ela tirou com a outra, já que a tela, anteriormente de OLED (Diodo orgânico emissor de luz), com o novo Vita é LCD (display de cristal líquido), que como sabemos, é inferior à antiga. Minimizando a polêmica, Andrew House declarou que "a principal razão da mudança é que o painel de LCD agora pode realizar a mesma alta qualidade que painel anterior de OLED fazia". House ainda afirmou que a tela de LCD facilitou a reestruturação dos componentes internos do portátil, por ser mais fina que a de OLED, possibilitando ao novo PS Vita ser menor e mais leve.

O de cima tem a tela OLED. É melhor, mas faz tanta diferença?

Aparentemente, a tela OLED também era difícil de manusear, quebrando com certa facilidade durante a montagem, o que requeria um cuidado maior e atrasava a fabricação dos consoles. Com o LCD, a linha de produção seria acelerada, reduzindo riscos de prejuízo. Para a Sony, apenas vantagens. Agora, vale lembrar que as imagens continuam excelentes, apesar de não serem tão incríveis como na versão OLED.
Apesar da polêmica em torno do material da nova tela, não dá para negar que dessa forma o PlayStation Vita se tornou mais viável comercialmente do que antes. Ele não está competindo contra seu modelo anterior e sim com o Nintendo 3DS, que também utiliza uma tela LCD. O fato de oferecer seis opções de cores diferentes e não apenas a preta (o modelo na cor branca é edição especial) vai atrair também um público jovem e casual. Desde que receba mais jogos — no final das contas é isso que importa —, o novo Vita conquistará enfim o sucesso aguardado.

Revisão: Bruna Lima
Capa: Daniel Machado
Alberto Canen é formado em Direito pela UFRN. Joga videogame desde os tempos do Atari e sempre acompanha as novidades na indústria de jogos. Está no Facebook e no Twitter.

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