Hands-on

Tearaway Unfolded e a tentativa de trazer ao PS4 uma experiência única do PS Vita

Experimentamos a nova versão de um dos jogos mais aclamados pela crítica em 2013.

Jogar Tearaway (PS Vita) em 2013 foi uma das experiências que considero das mais incríveis em toda minha vida jogando videogame. Sendo assim, o lançamento de Tearaway Unfolded (PS4), previsto para 8 de setembro de 2015, é um dos jogos que mais espero para este ano mesmo sabendo que é impossível criar a mesma experiência do PS Vita no PS4.

Uma das dúvidas que existia acerca do jogo é se ele se tratava de uma continuação de Tearaway ou uma refação para se adequar aos recursos do hardware de PS4. Pois bem, trata-se do segundo caso, ou pelo menos é o que podemos inferir da demo presente no estande da Sony na E3. Nesta versão, jogamos uma parte do Stage 5: Gibbet Hill, a mesma que apresentou o jogo ao mundo pela primeira vez. Sendo assim, o provável é que a história contada seja a mesma.

Explorando o Hardware do PS4

Uma das grandes características de Tearaway foi a sua capacidade única de inserir todos os recursos do PS Vita contribuindo de forma original para a mecânica e para a arte do jogo. Utilizando-se dos controles de movimento, acelerômetro e região de toque do DualShock 4, além das capacidades da PlayStation Camera, Tearaway Unfolded busca oferecer o mesmo tipo de experiência que a sua versão para portátil. 

Isso acarretou em certas mudanças que impactam diretamente o level design da fase em questão, sem necessariamente alterar a sua cara. Por exemplo, certos trechos cuja movimentação de plataformas era realizada através do toque na posição marcada da tela agora são ativados com o touchpad do DualShock 4, que produz um vento no sentido em que deslizamos o dedo. Esta e algumas outras alterações introduziram novas características às mecânicas do jogo mantendo o princípio de design da franquia, o de manter uma sinergia entre o mundo do jogo e o mundo real.

Uma tentativa arriscada

A Media Molecule está correndo um grande risco ao tentar trazer Tearaway para o PS4. A partir da demo, é possível notar que aqueles que jogarão pela primeira vez no console de mesa não terão a experiência da mesma magnitude da versão de 2013, mas certamente o trabalho feito é o melhor possível dentro das condições. Pode parecer apenas uma mudança na forma de interagir com os puzzles, mas tudo que deu para ver em Tearaway Unfolded é que mexer em uma obra tecnicamente perfeita como Tearaway é uma difícil tarefa.


Revisão: Alberto Canen
Roberto Rezende é engenheiro de computação e brinca de game designer nos tempos vagos. Acha que Mega Man X4 é o melhor jogo já feito e acha Battletoads o jogo mais superestimado da história. No pouco tempo que sobra, faz reflexões no Juiz Cachorro. Está no Facebook, mas fala muito mesmo no Twitter.

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