BGS 2016: Detroit: Become Human (PS4) promete manipular emoções

Segundo produtor, objetivo do jogo será provar que é possível transmitir diferentes sensações através da computação gráfica.



Depois de Heavy Rain e Beyond: Two Souls, o estúdio Quantic Dream volta a se aventurar no desenvolvimento de um projeto baseado em escolhas e que promete mexer com o emocional dos jogadores. Revelado oficialmente em outubro de 2015, Detroit: Become Human teve novos detalhes divulgados em uma apresentação a portas fechadas durante a Brasil Game Show 2016. “O objetivo desse novo jogo é provar que é possível transmitir diferentes sensações através da computação gráfica”, afirmou Daimion Pinnock, que integra o time de produtores.


Para demonstrar como pequenas decisões resultam em situações de vida ou morte, Pinnock jogou a mesma situação duas vezes. No controle de Connor, androide negociador que trabalha para a polícia, a missão era resolver o sequestro de uma pequena garotinha. O raptor, que também é uma inteligência artificial, ameaça atirar-se do topo de um edifício agarrado com a menina. Na primeira tentativa, o produtor explorou pouco a cena do crime e logo foi tentar liberar a refém. As tratativas não deram muito certo e, no final, sequestrador e vítima acabaram mortos. “Com as escolhas que fizemos, achei que tinha o controle completo da situação, mas não foi o que aconteceu”, disse Pinnock.

Já na segunda vez, o produtor investigou melhor o apartamento e encontrou pistas interessantes. Por exemplo, descobriu que o nome do androide sequestrador era Daniel e que ele trabalhava para a família da vítima. Entretanto, o robô ficou sabendo que iria ser trocado e acabou descontando seu descontrole sobre a garotinha. Sabendo desses dados, Connor teve melhor possibilidade de negociação e conseguiu salvar a vida da menina. Por outro lado, não foi possível chegar a 100% e o androide acabou abatido por um helicóptero da polícia.
Uma simples escolha tem potencial para mudar toda a história


Durante os 30 minutos da apresentação de Detroit: Become Human, foi possível perceber que as mecânicas de jogo são extremamente similares às de Heavy Rain. Também foi mostrada a habilidade especial de Connor, o androide consegue reconstruir a cena do crime através da disposição dos objetos, muito parecido com o que vimos em Batman Arkham Knight na atual geração. Dependendo das escolhas realizadas, surge um gráfico na tela indicando se a probabilidade de sucesso na negociação com o sequestrador aumenta ou diminui.

“Essa missão não é a primeira do jogo, mas sim a introdução de Connor no enredo”, revelou Pinnock, lembrando que o título ainda está na etapa inicial de produção. “Não existirá um game over, mas as escolhas erradas terão impacto direto no desenrolar da história. As decisões que o jogador deverá tomar são realmente aquelas que mudam a vida”, destacou o produtor.
A única falta que sentimos durante o gameplay mostrado foi a de legendas. Entendemos que um jogo em desenvolvimento pode ainda não ter tido sua localização finalizada e tudo mais, mas seria interessante se tivéssemos, ao menos, as legendas em inglês mesmo. Em alguns momentos da apresentação, era difícil se concentrar nas falas dos personagens no jogo, pois, logo após os comentários do produtor, o tradutor começava a falar e muito do que era dito no game ficava razoavelmente perdido.

Quem é fã do gênero, pode ficar animado com Detroit: Become Human. Pelo que foi mostrado, o título tem tudo para ser uma história profunda que manipulará as emoções dos jogadores.

Colaboração: Ana Krishna Peixoto
Vinicius Veloso é jornalista e obcecado por games (não necessariamente nessa ordem). Seu vício começou com uma primeira dose de Super Mario World e, desde então, não consegue mais ficar muito tempo sem se aventurar em um bom jogo. Está no Facebook ou Twitter.

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