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Prévia: O que The Last of Us fará diferente dos jogos de zumbi

Depois da trilogia Uncharted , a Naughty Dog virou sinônimo de personagens bem construídos, história envolvente e excelente jogabilidade ... (por Marcelo Alonso em 31/05/2013, via PlayStation Blast)


Depois da trilogia Uncharted, a Naughty Dog virou sinônimo de personagens bem construídos, história envolvente e excelente jogabilidade em terceira pessoa. O que podemos esperar, então, de The Last of Us?

Oficialmente anunciado em dezembro de 2011 e prometido para junho de 2013, o jogo conta a história de Joel e Ellie. Os dois vagam por um EUA completamente devastado por conta de uma infecção que se espalha por todo o país. Joel era contrabandista, enquanto Ellie é uma garota de 14 anos sem lembranças do mundo pré-apocalíptico. A relação dos dois ainda é um mistério; sabemos apenas que Joel deve protegê-la e, talvez, levá-la à algum lugar.


O que diferenciará este dos demais jogos envolvendo zumbis que já saturam o mercado? Primeiramente, estes zumbis não se parecem em nada com o que estamos acostumados. O ponto de partida para a criação do jogo foi um documentário do Discovery Channel, no qual uma formiga era infectada por um fungo que dominava parte de seu cérebro, comandando seus movimentos, transformando-a em uma espécie de zumbi. Assim, espere por zumbis completamente diferentes do que estamos acostumados, em aparência e comportamento. Fora isso, a própria produtora já disse que o jogo é muito mais focado em seus personagens humanos e nos conflitos entre si, do que com os próprios zumbis.

Sair atirando ou ser mais estratégico?


Algo novo para um jogo de zumbis, o combate parece exigir um pouco mais de cuidado e atenção do que estamos acostumados. Nos encontros que pudemos observar com os zumbis, sair atirando não parece uma opção. Cegos, eles vão rastrea-lo pelo som, obrigando o jogador a seguir com cautela ao invés da estratégia mais comum, que seria atirar na cabeça. Será preciso usar todas as ferramentas que possuir, muitas delas construídas com objetos coletados ao longo do jogo e feitas em uma mesa específica, algo parecido com o visto em Dead Island. Para facilitar nossa vida, a Naughty Dog incluiu um modo de visão em que podemos observar os inimigos através da parede por conta dos sons que eles emitem, permitindo que o jogador adapte o combate ao cenário e o que ele oferece.


Quem merece morrer?


A mecânica de combate com os humanos parece ser a mesma, porém o que muda é o peso psicológico, afinal são apenas humanos tentando sobreviver assim como você (ou não?). É possível ver medo, hesitação e desespero nos inimigos e o resultado pode ser um sentimento de culpa. Ao contrário da maioria dos jogos que conhecemos, atirar em alguém leva o jogador a questionar seus próprios atos. Além disso, não iremos dispor de munição e armas facilmente, devendo, então, ponderar sobre os riscos de uma postura mais agressiva. O lado bom da coisa é que, assim como Elizabeth em Bioshock Infinite, não será necessário “cuidar” de Ellie. Completamente independente, a garota se esconde, procura por itens e ainda pode ajudar em momentos de aperto.


Guiados pela narrativa


Se tem algo que sabemos que a Naughty Dog faz bem é criar personagens críveis, humanos como aqueles que estão no controle. Todo o elenco de Uncharted, apesar do roteiro mais leve, em certos momentos mostrava profundidade, expondo suas fraquezas e incertezas. Em The Last of Us não será diferente. Por todo cenário que Joel e Ellie passam, eles conversam sobre o que estão vendo, o passado, suas motivações e anseios. Eles reagem a cada remanescente do mundo que um dia existiu, e com entendimentos diferentes. Joel tem um passado misterioso e viu o mundo se tornar o inferno; Ellie, por sua vez, cresceu em meio ao caos e não tem lembranças de nada da vida antes da epidemia. Com esses pontos de vista diferentes, podemos esperar uma jornada mais pessoal do que os jogos anteriores da produtora.


Um jogo de zumbis, mas sobre humanos


Como já foi dito, podemos esperar um jogo muito mais focado nos personagens e sua história, sendo assim os zumbis são apenas uma ferramenta narrativa. Não importa muito o que aconteceu com essas pessoas ou como o mundo chegou a esse estado. O que está em cheque é como a moral pode ser mutável diante de uma situação onde somente o que importa é a nossa vida. Podemos confiar nas outras pessoas? Podemos baixar a guarda e ajudar alguém? Ou assim estaremos apenas nos expondo a alguém que pode nos prejudicar? Todos os dias enfrentamos o individualismo causado pelo mundo moderno. O que acontece quando tudo vai pelos ares e a única coisa que nos resta é a luta por nossa própria sobrevivência?


The Last of Us - PS3
Desenvolvimento: Naughty Dog
Gênero: Ação/Aventura
Lançamento: 14 de junho de 2013
Expectativa: 5/5

Revisão: José Carlos Alves
Capa: Vitor Nascimento

Marcelo Alonso é formado em Cinema pela Faap. Seu sonho é que a linha entre cinema e videogames fique cada vez menos perceptivel. A vontade de discutir sobre o assunto o levou a escrever textos para o Blast. Pode ser achado no Facebook e no Twitter.

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