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Por que as Ferrystones são tão importantes? Saiba mais sobre essa pedra que salva vidas em Dragon's Dogma

Todos aqueles que jogaram Dragon’s Dogma sentiram um misto de surpresa e frustração. Tudo isso por causa do imenso senso de aventura qu... (por Rayner Lacerda em 07/06/2013, via PlayStation Blast)



Todos aqueles que jogaram Dragon’s Dogma sentiram um misto de surpresa e frustração. Tudo isso por causa do imenso senso de aventura que o título possui.  Sem falar em uma mecânica utilizada que caiu como uma luva: a falta das viagens rápidas. Sim, aqui você não pode simplesmente escolher um ponto do mapa e ir direto para lá, é preciso percorrer todo o trajeto. A única solução para quem deseja viajar rápido são as chamadas Ferrystones, pedras mágicas que te teletransportam.

As Ferrystones podem te transportar para a vila inicial, para a capital ou mesmo para alguns pontos específicos do mapa. Se você teve o prazer de jogar o título, nem preciso dizer o quanto é perigoso viajar, por isso, essas pedras mágicas podem literalmente salvar a sua vida em alguns momentos de crise, ou facilitar o seu caminho de volta após ter concluído uma missão.


A inclusão das Ferrystones foi controversa. Se, por um lado, elas deixam toda a aventura com mais realidade (você tem que andar todo o caminho), por outro, acabam incomodando os preguiçosos de plantão. E isso fica ainda mais polêmico se levarmos em conta a dificuldade que o jogo possui.

Acredito que todos já passaram por situação semelhante: você está em Cassardis e precisa ir até a capital Gran Soren. Por mais que tente, você não vai conseguir percorrer todo o trajeto em um dia, e todos nós sabemos muito bem o que acontece quando a noite cai. Ou seja, por mais que você aproveite a paisagem e a sensação de aventura durante o dia, ao anoitecer, o seu único objetivo é permanecer vivo. São momentos como esse que te fazem desejar uma Ferrystone desesperadamente.


Já os preguiçosos, ou mal-acostumados, a desejam desde o início. Eu até entendo um pouco a justificativa usada, afinal de contas, ter que passar pelos mesmos lugares pode ficar cansativo e enjoativo. Mas acredito que a intenção da produtora fosse que o jogador pudesse aproveitar o universo do jogo. Quantos jogadores de Skyrim não deixaram de aproveitar e descobrir tudo o que o mundo tinha de mais belo apenas pela comodidade das viagens rápidas?

Dragon’s Dogma não te dá escolha. Você se sente realmente um desbravador do desconhecido, que mesmo após percorrer inúmeros lugares, ainda pode se surpreender. Se houvesse a opção de viagens rápidas, eu não teria encontrado um Grifo nas planícies de Abbey, ou mesmo um Dragão e um Troll em Shadow Fort.

É por isso que fiquei ainda mais chateado quando soube que a Capcom daria Ferrystones infinitas para quem já tinha o primeiro jogo e comprasse Dark Arisen. Foi um péssimo suborno: além de não justificar a compra do título novamente, essa decisão retirou boa parte da alma que o game possuía. O senso de aventura e a preocupação com os meus companheiros jamais será o mesmo, já que agora eu posso voltar rápido para a capital no momento em que eu quiser.

E você, caro leitor, também considera as Ferrystones fundamentais? Ou você é daqueles que gosta do imprevisto, prefere arriscar o pescoço percorrendo o mapa e se aventurando no desconhecido? Compartilhe sua opinião com a gente.

Capa: Douglas Fernandes
Revisão: Catarine Aurora
Rayner Lacerda é historiador, formado pela UFV. Eterno estudante e professor do mundo, se interessa por praticamente tudo, mas são os games a sua grande paixão. Tal fascínio o levou ao Blast, onde escreve atualmente. Encontre-o no Facebook

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