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Prévia: Com BlazBlue: Chronophantasma (PS3), ArcSys promete surpreender os jogos de luta

BlazBlue é atualmente minha franquia favorita de jogos de luta ao lado de Persona 4 Arena . Talvez apenas não consiga tomar o lugar do sau... (por Jameson Sheen em 16/01/2014, via PlayStation Blast)

BlazBlue é atualmente minha franquia favorita de jogos de luta ao lado de Persona 4 Arena. Talvez apenas não consiga tomar o lugar do saudoso King of Fighters da SNK, que mantem um lugar em meu coração apenas pela nostalgia. Parte do sucesso de BlazBlue é pela explosão da cultura japonesa no ocidente nos últimos anos. Além de ser um jogo de luta, ele tem um modo história que funciona como as Visual Novels bem populares entre os otakus e combinada com breves cutscenes animadas realmente como um anime, com direito a dublagem e tudo mais. Hoje conheceremos o mais novo título que chegará no ocidente.

Novo episódio

ChronoPhantasma é o terceiro título da franquia que começou com Calamity Trigger nos arcades japoneses em 2008. Assim como acontece com muitos jogos de luta, é natural que esse jogo chegue primeiro no arcade e depois nos consoles caseiros. Nesse ponto, sua primeira surpresa é que ChronoPhantasma será lançado exclusivamente para PlayStation 3, e não há informações sobre uma versão de Xbox 360. É uma escolha compreensível, pois quem participa de torneios de jogos de luta sabe como o PlayStation 3 é a plataforma escolhida para as partidas em vez da caixa da Microsoft. Pessoalmente, eu acho o controle do PS3 muito mais confortável pra esse tipo de jogo do que o controle do X360 (que aliás, é excelente para FPSs). E sobre cenário competitivo, BlazBlue está bem enraizado: ele não apenas tem seu lugar na EVO (torneio mundial de jogos de luta), como também Chronophantasma traz o modo Glossary, no qual ensinará o jogador alguns dos termos usados na comunidade competitiva.

A novidade mais chamativa é o jogo ser um novo episódio. Para quem não acompanha BlazBlue, pode parecer algo bobo, mas basta saber que o segundo título, Continuum Shift, teve upgrades e nenhum pode ser considerado um jogo realmente novo. Basicamente, todo jogo que tem o nome "BlazBlue: Continuum Shift <insira qualquer palavra aqui>" era basicamente o Continuum Shift, com a mesma história, mas com um novo personagem ou qualquer bobagem a mais (por bobagem entenda: nada que realmente mudasse a mecânica do jogo). Um bom exemplo para mostrar essa continuação é como Tsubaki está usando a roupa com a qual ela aparece durante o True Ending nos momentos finais do Story Mode. Mudança no figurino de Noel também fica óbvia, tendo em mente que ela perdeu seu uniforme durante a transformação em Mu12.

Não é apenas de história que vivemos

Story Mode tão elaborado e com mais de trinta horas de interação é muito agradável em um título desse gênero, mas convenhamos, não é o suficiente. Afinal de contas, queremos sangue! Queremos lutas! E nisso a Arc System Works não deixou motivos para reclamarmos. Diversos personagens receberam mudanças em seus movimentos: desde mudanças leves no timing de um movimento até movimentos completamente novos, e até Distortion Drives e Astral Heats exclusivos desse jogo. Novas músicas e cenários é o que se espera de um novo jogo, mas até aqui estaria "tudo bem" considerando que BlazBlue não tem tantos personagens como outros jogos de luta (Marvel vs. Capcom, por exemplo). Muitos estavam felizes com cerca de uma duzia de personagens no primeiro jogo da franquia e com adição de Platinum, Valkenhayn, Makoto, Hazama, Mu12 e Tsubaki no segundo título. Com o último "upgrade" do segundo título recebemos Relius Clover, mas foi uma adição sem muito destaque, sem muita atenção. Chronophantasma chegará nos apresentando três novos personagens: Amane, Bullet e Azrael. Pouco foi dito sobre a história deles até termos a versão de console em mãos, mas não demorou para Mu12 e Nu13 voltarem ao conjunto de personagens jogáveis e até mesmo Izayoi. Com esses personagens já é possível entender que a história avançou (e muito) ao ponto de introduzir personagens que terão funções chave na história e nunca ouvimos menções sobre eles. Já os consoles recebem três novos personagens exclusivos dos consoles caseiros, sendo dois deles lutadores que já conhecemos muito bem: Kokonoe (Sector Seven) e Yuuki Terumi (a verdadeira identidade de Hazama, como já visto no Story Mode de Continuum Shift). O terceiro personagem é Kagura Mutsuki, que logo se apresenta como um aliado de Rachel e Ragna.

Eu nunca fui muito a favor de Nu13 ou Mu12 serem personagens jogáveis, mas se isso aconteceu até com Orochi em meu amado King of Fighters '97, porque aqui seria diferente? Pelo menos Take-Mikazuchi, o chefe final do Story Mode, não é jogável. E se vocês jogaram X-Men vs Street Fighter e viram como Apocalipse não pode ser um personagem jogável, devem entender minha opinião sobre alguns personagens não deverem ser controláveis. No caso de Nu13 e Mu12, não é por questão de tamanho, mas pelo contexto da história mesmo (e aqui entra Kokonoe também, que é uma cientista, não uma combatente). Mas vamos ignorar isso e sermos felizes.

Além de novas roupas, novos movimentos e novos personagens, o jogo também conta com novas mecânicas. Overdrive, uma dessas novidades, é a solução contra os Break Burst, uma pequena mudança que ajudou a equilibrar consideravelmente o jogo. O Story Mode agora foi separado em três cenários: Chronophantasma (história principal), Sector Seven (cenário de Kokonoe e Tager) e Six Heroes (fundação pro evento da Black Beast). O cenário de Sector Seven é perfeito para introduzir Kokonoe como personagem jogável, assim como Six Heroes aborda mais sobre Yuuki Terumi e revela alguns segredos sobre o despertar da Black Beast.

Por onde começar?

Caso você tenha o desejo de participar do cenário competitivo de jogos de luta, posso garantir que Chronophantasma é um bom caminho. É provável que se possa jogar a história "desde o começo" (eventos de Calamity Trigger) para contextualizar jogadores de primeira viagem. Somando isso ao novo modo glossário, que aborda termos da comunidade de jogadores, aqui está o prato cheio para você que não tem experiência alguma com BlazBlue e jogos de luta. A experiência pode ser melhor ainda caso você tenha conexão com internet: o modo online traz um lobby que permite conversas por texto em busca de oponentes e você é representado por uma versão pequenina e fofinha de um dos personagens que compõem a história de BlazBlue. Então, nesse lobby, basta direcionar seu personagem até um arcade, no qual enfrentará um oponente de qualquer parte do mundo. E não há oponentes? Sem problema, você pode enfrentar a CPU do jogo (ainda no lobby) até surgir um oponente que poderá enfrentá-lo como acontece nos arcades: Here comes a new challenger! Podemos dizer que é um arcade online. Só que mais fofo.
BlazBlue: Chronophantasma é um título exclusivo para PlayStation 3 e chega ao ocidente em 25 de março. Diferente da versão de arcade, o título traz três personagens exclusivos para consoles e diversos modos como o Story Mode, Glossary, Tutorial, e claro, online. O jogo ainda contará com uma edição limitada (custando por volta de US$80) que traz um brinde exclusivo pro ocidente, além da fofa miniatura de Rachel Alucard. 
Revisão: Rafael Neves
Capa: Daniel Machado
Jameson Sheen é programador e estuda Game Design. Investe seu tempo livre aprendendo novos idiomas e novos instrumentos musicais. Além de análises e outros artigos, escreve para coluna semanal Pokémon Blast. Você pode ler mais sobre Sheen em seu Twitter.

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