Blast Test

Grand Kingdom Beta (PS4) é um ótimo vislumbre do JRPG estratégico

Participamos do período de testes do novo título para PS4 e Vita e compilamos nossas impressões.


Um continente com quatro nações em guerra é o cenário de Grand Kingdom, novo JRPG tático para PlayStation 4 e PS Vita. O jogo, que conta com vários membros que trabalharam em Grand Knights Story (PSP), promete uma aventura repleta de estratégia e com muitos recursos online. Aproveitando que o lançamento do título se aproxima, a distribuidora NIS America lançou um beta para PS4 no qual pudemos testar as mecânicas de jogo.

Em Grand Kingdom o jogador controla um grupo de mercenários que procura lucros e prestígio em meio à guerra das nações do continente. Para isso, é necessário formar contratos com os líderes desses países e realizar tarefas pelo mundo. O título conta com dois modos de jogo: uma campanha solo, na qual seguimos uma história fixa; e a guerra online, na qual jogadores do mundo todo participam de um grande embate. O beta permitiu explorar duas missões da campanha principal e um pouco do modo online.

Explorando um tabuleiro na campanha solo

A ação, durante as missões da campanha solo, é dividida em dois momentos: navegação por um mapa e combate. A exploração se dá em um cenário simples, com alguns pontos representando espaços e localidades, lembrando muito um jogo de tabuleiro. O jogador controla um peão, que representa o grupo, por esse tabuleiro. Normalmente o objetivo é chegar a algum ponto do mapa ou derrotar um inimigo e, pelo caminho, existem pontos de interação como baús, NPCs e inimigos.

As missões disponíveis no beta funcionam mais como um tutorial. Basicamente você leva o grupo de um ponto a outro, enfrentando eventuais inimigos que aparecem pelo caminho, enquanto aprende os sistemas de jogo. Achei tudo muito simples e sem grande desafio, apenas segui pelo caminho principal para chegar aos objetivos. Observei que existem algumas características que tentam deixar as coisas mais complexas, como um limite de turnos, caminhos alternativos e habilidades especiais, mas nada disso foi explorado nessas missões. Imagino que as missões mais avançadas vão exigir melhor planejamento de rotas e ações.

Estratégia e ação nos combates

O combate de Grand Kingdom é, facilmente, a característica mais divertida do jogo. O sistema de batalha combina ação por turnos e em tempo real, com grande foco em posicionamento estratégico. A área dos embates é dividida em três planos horizontais e os heróis ficam dispostos em posições previamente definidas. Quando chega a vez de agir, é possível mover livremente o personagem e ativar seus ataques e técnicas especiais — cada movimento consome um pouco de uma barra de ação. Atacar, na maioria das vezes, exige agir diretamente: um cavaleiro realiza uma combinação de ataques em sequência a cada toque dos botões, já a magia de fogo da feiticeira exige que o botão seja apertado no momento em que um marcador passar debaixo do oponente. Existem, também, vários outros sistemas secundários que são mencionados brevemente no beta.

No beta estavam disponíveis quatro classes diferentes, cada qual com habilidades distintas. O cavaleiro ataca de perto com uma espada e também consegue defender investidas inimigas com seu escudo. O arqueiro é um guerreiro que funciona melhor bem de longe, pois tem ataques que acertam oponentes à distância. A feiticeira tem à disposição várias magias, mas é extremamente frágil e alguns feitiços exigem tempo de carregamento. Por fim, temos a médica, que utiliza frascos para curar aliados, atacar inimigos e criar armadilhas no cenário. Estas quatro classes possibilitam montar várias estratégias diferentes e oferecem comandos distintos.

O combate é divertido, mas depois de um tempo fica um pouco cansativo. O principal motivo disso é que, na demonstração, a maioria dos oponentes é bem parecida e pode ser derrotada sempre com a mesma estratégia. Isso também deixava tudo um pouco repetitivo, já que bastava fazer os mesmos movimentos para sair vitorioso. Para piorar, a ação das batalhas é um pouco lenta, ou seja, cada confronto dura alguns minutos. Imagino que na versão completa do jogo isso seja diferente, afinal estarão disponíveis 17 classes, o que aumenta a variedade de situações e estratégias.

Guerra intensa no online

Fora do modo principal, os jogadores podem participar de uma guerra online. Para isso, basta fazer um contrato temporário com qualquer uma das quatro nações de Grand Kingdom e partir para os embates. Você não enfrenta diretamente outros jogadores nessa modalidade, mas somente equipes controladas pela inteligência artificial.

A guerra online é bem única, pois todos os jogadores contribuem para seu andamento. É possível defender terras aliadas, atacar território inimigo, participar do conselho de guerra (que define regras dos combates) e até mesmo contribuir no desenvolvimento de armamentos com a doação de itens. Cada investida dura algumas horas e você recebe recompensas de acordo com sua contribuição e influência da nação escolhida. Além disso, alguns itens e equipamentos só podem ser obtidos ao participar das guerras.


Durante o beta, foi possível participar de algumas batalhas online por dia. Os mapas lembram os da campanha principal, mas a diferença é que o objetivo é derrubar bases inimigas ou proteger fronteiras aliadas. O mais legal, aqui, é que todas as batalhas são contra equipes feitas por outros jogadores: a maioria dos embates que participei foram bem interessantes e intensos, pois os oponentes usavam táticas e técnicas mais complexas. Também é possível enviar equipes para lutar sem sua supervisão, depois de um tempo, elas retornam e você recebe experiência e dinheiro de acordo com o desempenho delas. No geral achei a modalidade online bem interessante e repleta de possibilidades, haverá muito o que fazer na versão final.

Uma aventura promissora

O beta de Grand Kingdom deu uma boa ideia do que esperar do novo JRPG. Foi fácil perceber que ele tem um sistema de batalha bem completo e com muitas opções de estratégia, por mais que a limitação de classes tenha deixado as coisas um pouco repetitivas — isso deve ser diferente na versão final, já que a variedade de classes será bem maior. O modo online aparenta ser robusto e complexo, provavelmente os jogadores gastarão muitas horas nele. A campanha solo parece um pouco simples demais, espero que mapas mais interessantes apareçam no decorrer da aventura. Grand Kingdom chega ao PlayStation 4 e PS Vita em 21 de junho.

Revisão: Robson Júnior
Farley Santos é brasiliense e gosta de explorar games obscuros e pouco conhecidos. Fã de Yoko Shimomura, Yuzo Koshiro e Masashi Hamauzu, é apreciador de boardgames, game music, fotografia e livros. Além de mostrar seus cliques no Flickr, tem também um blog onde escreve sobre inúmeros assuntos.

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