Análise DLC

Marvel’s Spider-Man: O Assalto (PS4) mistura história de tirar o folêgo com falhas de tirar do sério

Primeira parte do conteúdo extra traz o aracnídeo em conjunto com uma antiga parceira e explora as relações vividas por eles no passado.

Desde as vésperas do lançamento de Marvel’s Spider-Man (PS4), já se sabia que o jogo receberia três episódios posteriores no pacote “Cidade Que Nunca Dorme”. Enfim, o primeiro deles, batizado de O Assalto, chegou e apesar da sua duração curta, é sempre bom se aventurar pela cidade do nosso aracnídeo favorito.

Nas Garras da Gata

Todos já sabiam que a trama giraria em torno da vilã/aliada/indecisa Black Cat. A narrativa desse episódio, assim como a da história central, é muito bem estruturada e com surpresas que pegam até mesmo os fãs de quadrinhos desprevenidos. Porém, ela é curtíssima, durando no máximo três horas. Adicione uma hora extra para vasculhar os objetivos espalhados pela cidade, cumprir os desafios secundários e é isso, acabou.

Os pontos espalhados por Nova Iorque também são bem simples, trazendo quase nenhuma inovação. Apenas cinco dos nove distritos ganharam novas tarefas, que por sua vez eram iguais às que já existiam: eliminar cinco atividades criminosas, dessa vez do conglomerado mafioso nomeado Maggia; completar os desafios da “malvada” Screwball e achar pinturas escondidas. O destaque fica para as missões de desarmar bombas, onde usamos o carismático spider-bot.

Ao concluir esse “mini ato”, já somos avisados que haverá uma continuação. Isso confirma que os três conteúdos extras não serão aventuras independentes, e sim uma única história dividida em partes. O jeito como a trama se desenvolve realmente cria uma ansiedade digna dos fascículos de histórias em quadrinhos.

Um aracnídeo, uma felina e uns bugs

Infelizmente essa DLC não está livre dos bugs. Diferente do conteúdo principal, O Assalto apresentou alguns problemas chatos, principalmente no que se refere às animações. Durante as transições de tela entre missões, além de algumas demorarem mais que o habitual, o áudio escapava antes delas terem começado. Ao sair do loading, parte da cutscene já havia sido perdida. Isso também fazia com que as vozes saíssem da sincronia com os personagens.

Outra tela que ficou meio esquisita foi a de seleção de trajes. Ao trocar de um para outro, a transição parece um tanto quanto travada. Nem mesmo os uniformes novos conseguem fazer isso passar despercebido. Problemas desse tipo são preocupantes, visto que o game em si fez de tudo para evitá-los. Resta saber se será feito algum outro pack de correção, porque logo após o seu lançamento já houve um.

O dia não foi salvo (ainda)

Spider-Man: O Assalto é uma boa adição à Marvel’s Spider-Man, mas tanto seus problemas quanto sua duração incomodam quem esperava para retornar à Nova Iorque. Com mais dois episódios à caminho, que darão sequência à esse, fica no ar a dúvida se eles também carregarão essa bagagem pesada ou se irão se superar e entregar mais uma aventura memorável.

Prós

  • História tão boa quanto a original;
  • Missões com o Spider-Bot.

Contras

  • Bugs nas transições de tela e na sincronia das vozes;
  • Curtíssima duração;
  • Novos trajes sem poder algum.

Marvel’s Spider-Man: O Assalto – PS4 – Nota: 7,5

Análise produzida com cópia digital cedida pela Sony
Revisão: Link Beoulve

Carlos França Jr. escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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