Blast from the Trash

Mova-se até o lixão com o imprestável PlayStation Move

A Sony é uma das empresas mais importantes do mundo e fez muita coisa boa em sua extensa história nos videogames, mas vamos ser honestos a... (por Thomas Schulze em 25/07/2013, via PlayStation Blast)

A Sony é uma das empresas mais importantes do mundo e fez muita coisa boa em sua extensa história nos videogames, mas vamos ser honestos aqui: uma coisa que a companhia nunca soube fazer é criar um controle por conta própria. Não sou o maior fã daquele dito popular “a Nintendo cria e a Sony copia” mas no que diz respeito a joysticks é impossível negar essa frase. No caso do PlayStation Move então, a coisa fica ainda mais complicada, pois não dá para não enxergar as similaridades entre ele e o Wii Remote. Na verdade, é bem claro que o controle da Sony só foi criado para tentar sugar um pouco da absurda popularidade do console da concorrente, o mais vendido da geração.

Aaah, nada como as ideias sempre
tão originais da Sony...
O que a Sony não estava esperando é que os jogadores casuais iriam embora do mercado tão rápido quanto chegaram, e que a vinda tardia do seu controle de movimentos iria chamar menos compradores que uma Playboy da Palmirinha. Desse modo nós, pobres jogadores, tivemos que aturar o lançamento de um acessório que já nasceu mais morto que o PlayStation Vita: o controle mais inútil do qual já se teve notícia, o assunto do nosso Blast from the Trash de hoje, o completamente podre PlayStation Move.

E3, o palco da vergonha

Sentiram saudades? O mascotinho da
coluna finalmente deu as caras no PSB!
A maior feira de videogames do mundo parece ter sido eleita o palco ideal para expor o PlayStation Move ao ridículo. As conferências centradas no aparelho são tão fedorentas que teria sido mais adequado colocar o nosso cocozinho mascote da coluna como apresentador. Tudo começou lá na E3 2009, em um dos momentos mais constrangedores de todos os tempos, quando a Sony ainda fingia que iria apoiar o PlayStation Move a gente fingia que acreditava no potencial dessa cópia do controle do Nintendo Wii. Sofra com o vídeo de apresentação:
Não sei ao certo se devemos levar muito a sério um acessório cujo atrativo principal é uma bolinha que muda de cor. Numa citação direta do vídeo, “Imagine um jogo de RPG no qual você lança um feitiço de fogo e o controle fica vermelho”. Uau, que revolução! Quem nunca quis isso num videogame? Esqueça os avanços na narrativa de jogos como Metal Gear Solid, Heavy Rain e The Last of Us. Deixe de lado os fascinantes mundos abertos dos clássicos da Rockstar como Red Dead Redemption e Grand Theft Auto. O futuro dos jogos está em tratar os jogadores como filhotinhos de cachorro que só querem correr pela sala atrás de bolinhas coloridas

O nada maravilhoso Wonderbook

"E isso é o que você deve jogar
se for um idiota."
Se você achava que as coisas não podem ficar piores do que a E3 2009, não deve ter assistido à pútrida apresentação do PlayStation Move na E3 2012. A conferência desse ano caminhava muito bem, obrigado, e todo sonysta que se preza estava ansioso por mais novidades de The Last of Us e Beyond, mas o que recebemos? Uma risível apresentação com mais de quinze minutos do “jogo” Wonderbook.

Que fique claro, não tenho nada contra videogames infantis, e na teoria era até bacana a ideia da Sony de tentar fisgar os fãs da famosa saga literária de J.K. Rowling, mas assistir a muitos e muitos agonizantes minutos de crianças lutando contra controles que pareciam não funcionar direito não foi exatamente a melhor ideia de marketing da história. E é claro que quando o jogo foi finalmente lançado descobrimos que a nossa primeira impressão estava correta e que nenhuma magia de Harry Potter poderia livrar esse game de ser um lixo completo.

Mova-se para bem longe

Se você foi um dos poucos azarados que, como eu, teve a infeliz ideia de comprar um PlayStation Move, deve ter sérias críticas à biblioteca de jogos compatíveis com o periférico. Afinal, desde que o controle foi lançado, pouco mais que algumas dezenas de jogos dando suporte a ele foram disponibilizados. Se você é daqueles que sempre tenta ver o copo meio cheio, pelo menos pode comemorar o fato de que pelo menos não precisou experimentar muitos jogos lixosos no PlayStation 3.

O que você está esperando
para comprar todos esses
grandes jogos?
Afinal, a lista de jogos feitos exclusivamente para tirar proveito do Playstation Move é patética e conta com “clássicos” como Beat Sketch!, Brunswick Pro Bowling, John Daly's ProStroke Golf, Sports Champions, Space Chimps 2: Zartog Strikes Back além do infame Kung Fu Rider, tido por muitos como um dos piores jogos já feitos e que bem poderia estrelar o seu próprio Blast from the Trash aqui no site. O único jogo com suporte ao PlayStation Move que me trouxe um mínimo de diversão foi o apenas legalzinho Sorcery, mas é realmente complicado recomendar essa aventura a qualquer jogador quando no mesmo console é possível jogar os fantásticos Skyrim e Dragon Age II.

A única recomendação que eu faço é que caso algum dia você sinta a menor vontade de experimentar ou comprar esse controle, mova essa ideia para bem longe.

Revisão: Vitor Tibério
Capa: Felipe Araujo
Thomas Schulze escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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