Análise DLC

Marvel’s Spider-Man: Guerras Territoriais (PS4) dura pouco, mas corrige falhas anteriores

Segunda parte do extra foca mais na ação do que na história em si, deixando todo o clímax para o episódio final.

Após a reviravolta vista em O Assalto, já ficou claro que os três capítulos extras de Marvel’s Spider-Man (PS4) focariam em uma mesma história. Guerras Territoriais repete a mesma fórmula do episódio anterior, mas com duração ainda mais curta e sem variedade alguma.

Tiro, porrada e bomba

Se ao lado de Black Cat nós exploramos mais a furtividade, dessa vez as lutas estão no centro de tudo. Agora, já está claro que o vilão Hammerhead planeja roubar toda a tecnologia deixada pelas equipes da Silver Sable. Com isso, ele pretende exterminar os outros Dons da Maggia (sindicato mafioso) e, assim, se tornar seu o único líder. Cabe ao nosso querido Cabeça de Teia por fim aos planos do Cabeça de Martelo.

A porrada come solta não só nas missões principais, em que temos novos tipos de inimigos. As missões secundárias também estão de volta e, a exemplo da DLC anterior, não se estendem pelo mapa inteiro, ficando restritas apenas à cinco regiões do mapa. Porém, dessa vez elas são ainda mais escassas, limitando cada distrito a um Desafio da Screwball, uma Fachada do Hammerhead (a mesma coisa que os desafios de base), cinco crimes para serem resolvidos (sem a participação do spider-bot) e só.

Menor e melhor?

A duração ainda é algo que incomoda. Dessa vez, com cerca de 3 horinhas já é possível fazer os objetivos principais, os desafios pela cidade e ainda bater umas fotos bacanas com os filtros novos que foram adicionados com o pacote. Por falar em novidades, os trajes incluídos ainda continuam sem poderes, o que é um desperdício de potencial, mas são de longe os mais bonitos já apresentados até o momento.

A Spider-Armor MK I foi feita para passar a impressão de metal. Como grande parte da aventura se passa na chuva, é possível ver as gotas se espalhando levemente ao entrar em contato com a superfície da armadura. Outra que merece destaque é a Spider-Clan, baseada em uma saga do Megaverso da Marvel (também conhecido por Mangaverso). O uniforme foi reproduzido com um belo visual cartunesco, assim como o traje HQ, que a torna ideal para brincar com o modo foto.

Aranha na guerra

Marvel’s Spider-Man: Guerras Territoriais peca por ter um conteúdo relativamente mais curto que o pack anterior. Entretanto, vale ressaltar que em nenhum momento foi encontrado algum bug grave, como os vistos em O Assalto. Apenas um momento em que inimigos ficaram presos dentro da parede, mas depois de alguns segundos eles voltaram para o meio do combate.

Apesar da sua duração questionável e história rasa, cumpre o seu papel em amarrar a atenção dos jogadores para pontos chave da trama que só serão esclarecidos com o lançamento da última DLC, no mês de dezembro.

Prós

  • Bugs corrigidos;
  • Plot twist interessante, apesar de um pouco clichê;
  • Roupas novas com ótimos efeitos visuais.

Contras

  • Mais curto que o episódio anterior;
  • Poucas animações;
  • Missões secundárias são poucas e repetitivas.

Marvel’s Spider-Man: Guerras Territoriais — PS4 — Nota: 7,5
Análise produzida com cópia digital cedida pela Sony
Revisão: Ana Krishna Peixoto

Carlos França Jr. escreve para o PlayStation Blast sob a licença Creative Commons BY-SA 3.0. Você pode usar e compartilhar este conteúdo desde que credite o autor e veículo original do mesmo.

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