Top 10

Para rir, chorar, ou apenas ficar boquiaberto; estes são os 10 melhores momentos em jogos de PS3

Lançado há sete anos, o Playstation 3 já proporcionou ao amantes de games uma infinidade de experiências, sensações e emoções. Alguns jo... (por Marcelo Alonso em 19/04/2013, via PlayStation Blast)



Lançado há sete anos, o Playstation 3 já proporcionou ao amantes de games uma infinidade de experiências, sensações e emoções. Alguns jogos têm apenas a capacidade de nos entreter por algumas horas e isso não é ruim, mas muitos jogos elevaram nossas experiências a algo memorável, seja pelos gráficos, reviravoltas ou envolvimento com personagens muito bem construídos. Aqui listo dez desses momentos que, por um motivo ou outro, ficaram na minha memória.

ATENÇÃO: CONTÉM SPOILERS.

10 Batman Arkham City

Lazarus pit / Ra`s al Ghul

Quando Batman é envenenado pelo Coringa não lhe resta outra saída, se não aceitar a proposta de Ra`s al Ghul e tomar o “Sangue do Demônio”. Nisso Ra`s joga Batman em uma alucinação onde o único objetivo é matá-lo, numa sequência na qual realidade e alucinação se misturam. Eis um exemplo do poder de uma narrativa bem feita.


Menção Honrosa:
Jogar como Bruce Wayne
Agradável surpresa logo no início do jogo. Como Bruce Wayne, você vai parar na prisão construída por Dr. Strange, e lá é obrigado a defender-se ainda algemado.

09 Mirror’s Edge

Salto do guindaste

A jogabilidade inovadora desse game já seria suficiente para ele ter sua própria lista de melhores momentos somente dele, o que torna difícil a escolha de um fato específico. Cito aqui o salto do guindaste pela grandiosidade. Em uma das muitas fugas que acontecem durante o game, somos obrigados a subir por um guindaste localizado no topo do prédio. Dele o jogador precisa pular para uma plataforma e depois para outro prédio antes de ficar em segurança. Até ai, esse é um dos melhores saltos do game: a altura e a distância do outro prédio são capazes de causar vertigem até nos mais corajosos.


Menção honrosa:
Chefe - Travis Burfield
Para quem não lembra, esse é o primeiro chefe do jogo. Um cara musculoso e ex-atleta de luta-livre. A batalha em si é rápida e fácil mas segundo o próprio produtor do jogo, Tom Farrer, mostra a potência da visão em primeira pessoa.

08 Bioshock

Chegada à Rapture

Depois do seu avião cair, Jack acaba em frente a um farol no meio do Oceano Pacífico. Com a curiosidade  acionada, lá vamos nós investigar o local. Deparamo-nos com um aparato de transporte submarino e é claro que entramos, afinal, qual aventura começa sem um pouco de risco? Um vídeo com Andrew Ryannos apresenta sua filosofia e conhecemos Rapture. A imensa cidade submarina é linda e misteriosa.  A sensação de explorar algo perdido no tempo e desconhecido para grande parte da humanidade é incrivel e nos sentimos como crianças entrando em um parque de diversões pela primeira vez. Só nessa pequena sequência, Bioshock compra o jogador e o prende ao joystick até o fim da aventura.


Menção honrosa:
“Would you kindly?”
Momento onde todas as peças começam a se encaixar. Aqui o jogo muda a visão que você tinha das suas ações e faz com que se sinta manipulado tanto por um dos vilões do jogo quanto pelos desenvolvedores.

07 Portal 2

Aperture

No primeiro Portal fomos apresentados a Aperture, concorrente da Black Mesa em desenvolvimento tecnológico. Porém nada sabemos sobre a empresa, apenas vimos as salas vazias e escutamos a voz robótica de GLaDOS. O que aconteceu nesse lugar e onde as pessoas foram parar? São algumas das perguntas que pairam no ar. Em Portal 2, após sermos jogados por Wheatley em um poço junto com uma GLaDOS formato batata, chegamos na porta de entrada da Aperture. Novamente o que impera aqui é o assombramento provocado por um lugar a mercê do tempo. Localizado no meio de um cânion, a grandiosidade dele e do que a empresa pode ter representado um dia é o que causa arrepios a qualquer fã do primeiro jogo. E como é comum em Portal, a história aqui está nos cenários. Andar por suas salas e laboratórios abandonados é uma sensação indescritivel. O melhor de tudo? Ter como guia o próprio criador da empresa, Cave Johnson, dublado por J.K. Simmons.


Menção honrosa:
“Oh, é você....”
A cena de GLaDOS acordando, traz milhares de lembranças do primeiro game, tanto para o jogador quanto para a vilã. Um clima de suspense misturado com comédia que somente Portal pode nos oferecer.

06 Heavy Rain

Desafio “The shark”

Após passar por todos os tipos de provações Ethan é desafiado a matar alguém. Apesar de ser um traficante, a humanidade do personagem Ethan Mars (e a nossa) é questionada, “Até onde você iria para salvar aqueles que ama?”. Aqui não é tão fácil tomar essa decisão, ainda mais quando se está no quarto da filha do sujeito, enquanto aponta uma arma na cara dele enquanto fala sobre ela. O que te faz diferente de um assassino se você também é capaz de matar para atingir seu objetivo? Quais serão as consequências dessa atitude na psique do personagem? Conseguirá ele conviver com a culpa?


Menção honrosa:
Cena do atropelamento
Após você simpatizar com o personagem principal e admirar sua relação com a família participando de um dia normal na vida deles, o game entra numa situação desesperadora e mais comum do que pensamos. Seu filho se perde no meio de um shopping lotado, numa cena agonizante culminando no atropelamento da criança. Um tapa na cara se você pensa que essa jornada será tranquila.

05 Far Cry 3

Abertura

Considero como abertura todo o início do jogo, desde o primeiro video com a montagem feita no celular até o momento onde o nome do game aparece. Depois de sermos apresentados a nosso situação e conhecer um dos vilões mais icônicos dessa geração, passamos por um tutorial cheio de suspense e entendemos que nosso personagem não é um herói típico dos filmes (ou jogos) de ação. Temos nossa maior esperança arrancada (o irmão, soldado e bem mais preparado para a situação) e fugimos desesperados lutando para sobreviver nesse ambiente hostil. A apresentação perfeita de uma história envolvente.


Menção honrosa:
Luta com o guerreiro Rakyat
Esse momento, a princípio, parece uma brincadeira dos desenvolvedores e cheguei a pensar “não acredito que eles fizeram isso”. Uma batalha épica com um chefe de fase “oldschool” para um jogo sensacional.

04 God Of War 3

Poseidon

Batalhas gigantescas são comuns em God of War, certo? O que faz dessa cena nossa posição de número cinco? Aqueles que esperavam por esse jogo desde o final de God Of War 2 de PS2 e, assim como eu, não tiveram dinheiro para comprar um PS3 logo no seu lançamento, sabem a ansiedade que essa espera causou. Poseidon é o primeiro chefe e toda a fase que precede o encontro já é de cair o queixo. Os gráficos, a mecânica e o fato de ser a primeira batalha do jogo são elementos que fazem dessa uma das mais épicas partes da aventura.


Menção honrosa:
Final
O encerramento de God Of War 3 é impressionante. A representação visual para um conceito até abstrato é o que faz dessa sequência algo memorável. O final de uma trilogia inesquecível.

03 Uncharted 2

Fase do trem

O segundo jogo da trilogia começa com um trem descarrilado. Somente no 13০ capítulo descobrimos como Nathan foi parar ali. Todo esse periodo se passa no trem em movimento. Ok, nada que não vimos em outros jogos, mas aqui, meu amigo, é Uncharted. Durante o trajeto do último vagão até o primeiro, nosso herói passará pelo inferno; são dezenas de capangas, torretas e até helicópteros para atrapalhar sua vida. E dá-lhe ir para cima do trem, voltar ao vagão, andar pelas laterais, pular, atirar e fugir; tudo de uma vez. Um capítulo trabalhoso, bonito e um exemplo de design.


Menção Honrosa:
Diálogo entre Elena e Nathan no final
A ótima dublagem junto ao diálogo dos dois, fortalece nos jogadores o envolvimento com eles e ainda relembra partes do game, trazendo uma certa nostalgia para quem acabou de completar a jornada.

02 Uncharted 3

Drake criança

Esse é mais um daqueles jogos que merece um top 10 só pra ele. A última parte da trilogia que é marca registrada do PS3 é cheia de eventos memoráveis. Poderia aqui escolher cenas mais óbvias como a do avião e do navio, mas optei pelo capítulo em que jogamos como Nathan ainda criança. O motivo é simples: após dois jogos desenvolvendo nossa relação com um dos maiores símbolos do console, finalmente na última aventura descobrimos um pouco mais sobre sua história. É nesse capítulo que vemos como nasceu seu relacionamento com outro personagem icônico, Sully, e a origem de sua relação tão forte com Francis Drake. Ainda fica incerto se é real seu parentesco com o famoso explorador, apesar de tudo indicar que seja apenas uma mentira de Nathan. Além disso, é a prova final de que a Naughty Dog sabe como ninguém contar uma história impactante e profunda sem perder a interatividade.


Menção honrosa:
Cena do avião
Uma das mais épicas da trilogia, seu impacto visual é tão grande que gostariamos que fosse mais longa. Um dos momentos onde realmente achamos que Nathan não sobreviverá, seja a primeira, segunda ou terceira vez que jogamos.

01 Spec Ops: The Line

Bomba de fósforo branco

Spec Ops: The Line é um jogo que não veio apenas para entreter. Desde sua concepção ele é uma história sobre questionamentos. Nos questionamos sobre os horrores da guerra, os motivos que levam os homens a cometer atos de extrema violência e mais importante ainda, a razão de nós, jogadores, gostarmos tanto de atirar nos outros virtualmente. Lá pelo final, você sentirá culpa por cada inimigo (?) abatido e vai se perguntar: “será que sou mesmo o herói da história?”. Nessa cena você percebe com clareza que há algo errado com o que está fazendo e começa a ponderar cada uma das suas ações. Sem outra alternativa, se não passar por uma base militar, ao jogador são dadas duas opções: tentar passar pela base se defendendo o máximo possível ou lançar uma bomba de fósforo branco e cruzar o caminho tranquilamente. Não usar a bomba é extremamente difícil devido ao número enorme de inimigos. E como até aqui o jogador ainda não percebeu a importância de cada escolha, fica fácil querer usar a bomba. O resultado é aterrorizante e você nunca mais verá um game de guerra do mesmo jeito, por isso a primeira posição.


Menção honrosa:
Introdução do capítulo 9 - The Road
Um ponto importante na história, onde a personalidade do capitão Walker parece se fragmentar. Ao ver os corpos de alguns soldados do batalhão que procura, ele acaba enlouquecendo de vez e imagina ter uma conversa com Konrad. O jogador é obrigado a embarcar na loucura com Walker sem fazer ideia do que está acontecendo. Assim, a egotrip dele (achando que é o herói da história) também é nossa. O curioso é que se o jogador prestar atenção nos diálogos, os soldados Adams e Lugo não entendem direito o que está acontecendo e tratam o capitão como um louco.

Apesar de ser desnecessário dizer, as escolhas dos games e momentos desta lista foram conduzidas de acordo com os titulos que joguei e o impacto que estas cenas tiveram em mim. E você, leitor? Quais os seus 10 momentos mais impactantes de jogos de PS3?

Capa: Douglas Fernandes
Revisão:  Bruna Lima

Marcelo Alonso é formado em Cinema pela Faap. Seu sonho é que a linha entre cinema e videogames fique cada vez menos perceptivel. A vontade de discutir sobre o assunto o levou a escrever textos para o Blast. Pode ser achado no Facebook e no Twitter.

Comentários

Google+
Disqus
Facebook